Em 2006, chamado de ‘arbitrário’, Moro foi assistente do Ministério Público para condenar réu por difamação
Verão passado Publicada por O Antagonista, a informação de que a PF solicitou ao Coaf análise de contas de Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, rememorou no meio jurídico atitude que Sergio Moro (Justiça), então juiz, tomou em 2006 contra um réu da Justiça do Paraná.
Verão passado 2 Na ocasião, um advogado, Roberto Bertholdo, acusado de ser o autor de um grampo ilegal contra Moro, foi processado pelo então juiz por crime de calúnia e difamação. Meses antes, quando estava sob investigação, Bertholdo havia acusado Sergio Moro de “agir com arbitrariedade e abuso de autoridade”.
Verão passado 3 A ação de calúnia foi impetrada pelo Ministério Público Federal, mas Moro aparece formalmente no processo como “assistente” da acusação. A mulher, Rosângela Moro, foi sua advogada. Bertholdo foi condenado neste caso—e no qual foi pego após uma delação homologada por Moro.
Por pouco Na oitiva na Câmara, nesta terça (2), o ex-juiz disse que nunca processou jornalistas. Mensagens enviadas por fonte anônima ao The Intercept e analisadas pela Folha e pelo site mostram que ele quase subverteu as próprias regras em 2017, após a colunista Mônica Bergamo publicar acusações feitas por Rodrigo Tacla Duran à Lava Jato.
Por pouco 2 “Ridículo”, escreveu o então juiz a Deltan Dallagnol. “Estou pensando em entrar com ação por danos morais contra ela.” Não entrou.
Leia mais notas do Painel aqui.