Bolsonaro deve reafirmar compromissos de campanha, mas acenar à conciliação, apostam aliados

Diga a que veio Aliados de Jair Bolsonaro (PSL) apostam em um discurso de posse que repise compromissos já firmados pelo presidente eleito, mas que também sinalize sua disposição de acenar à conciliação nacional, com o novo mandatário do país se apresentando como um homem disposto a governar para todos. A expectativa é a de que ele reforce que se empenhará pela retomada do crescimento, da desburocratização do Estado e de uma política externa “sem amarras ideológicas”.

Missão dada Integrantes do primeiro escalão do novo governo apostam que Bolsonaro deve dedicar parte de sua fala às metas que assumirá para os 100 primeiros dias. Três auxiliares do presidente eleito acreditam que, nesse contexto, ele pode defender o decreto que pretende editar para facilitar a posse de armas.

Ponta de lança O enxugamento da máquina pública também é um tema que deve ser explorado. Aliados de Bolsonaro esperam referência nominal a Paulo Guedes, o superministro da Economia.

Toque de alvorada O general Augusto Heleno, que vai chefiar o Gabinete de Segurança Institucional e que coordenou a operação de segurança da posse, planeja chegar à Esplanada dos Ministérios ainda durante a manhã do dia 1º, cerca de cinco horas antes do início da cerimônia.

Sentido! Heleno diz que quer conversar pessoalmente com os homens que estarão em campo “para dar um apoio moral” e repassar o plano. “Eu não gosto de ouvir dizer, gosto de ver”, brincou o general.

Boca fechada De bom humor às vésperas da festa de posse, o futuro ministro manteve o suspense sobre se o desfile de Bolsonaro será em carro aberto ou fechado. “Se eu contar, cortam minha cabeça no GSI!”.

Últimos detalhes A direção do Senado, que organizou uma das etapas da posse, fez uma série de ajustes para adequar a estrutura do Congresso às exigências do GSI. O toldo montado para o desembarque de chefes de Estado, que era transparente, foi vetado. Será opaco e fechado.

Sem moita Plantas encomendadas para adornar o espaço foram retiradas às pressas. Motivo: poderiam servir de guarida a um mal-intencionado.

Ninguém se mexe Integrantes da direção do PT não apostam em uma mudança significativa na composição da cúpula da sigla –e portanto do modelo de atuação que o partido imprimiu desde que foi jogado na oposição, com o impeachment de Dilma Rousseff.

Ninguém se mexe 2 Em conversas com membros da legenda, o ex-presidente Lula deu sinais de que é a favor de manter Gleisi Hoffmann no comando da sigla, assim como de preservar a estrutura da Fundação Perseu Abramo.

Quem tem boca… Adversário de Bolsonaro na disputa presidencial, Fernando Haddad pretende manter uma agenda de palestras em 2019.

Não perde a majestade O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, pediu que os auxiliares de Bolsonaro o ajudassem a encontrar Pelé. Houve uma articulação para que os dois ao menos conversassem pelo telefone.

Guarda-costas Depois de ameaças públicas, a Abin e a Polícia Federal reforçaram o esquema de segurança da futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, para a cerimônia de posse, nesta terça-feira (1º).

Guarda-costas 2 No sábado (29), o grupo que ameaçou o Bolsonaro e anunciou ter deixado uma bomba no Santuário Menino Jesus , em Brazlândia (DF), postou mensagem afirmando que Alves estava entre seus alvos.

Meu pessoal Integrantes da equipe de transição que participaram da elaboração do plano do Ministério da Educação e foram rifados da pasta criticam as novas escolhas do futuro ministro Ricardo Vélez para o órgão. Dizem que ele está levando ex-alunos e orientados para ocupar cargos estratégicos na pasta.


TIROTEIO

O Brasil fez a ruptura pelo voto. Agora é preciso serenidade para seguir o rumo certo, que com certeza não será o mais fácil

Do senador Romero Jucá (MDB-RR), líder do governo Michel Temer, sobre o futuro do país sob a batuta do presidente Jair Bolsonaro