Com ação sobre doleiros, MPF vê chance de reabrir investigações anuladas pela Justiça

Água mole em pedra dura Com a prisão dos maiores doleiros do país, a força-tarefa da Lava Jato no Rio, responsável pela operação Câmbio, Desligo, vê possibilidade de retomar investigações que foram anuladas pela Justiça, como a Satiagraha e a Castelo de Areia. Operadores citados nesses casos estão entre os 33 presos da mais recente ofensiva do MPF fluminense. Para os procuradores, se novas provas sobre apurações já encerradas surgirem em eventuais delações, está aberto o caminho para revisitar antigas suspeitas.

Segunda chamada Tanto a Satiagraha como a Castelo de Areia foram anuladas porque a Justiça entendeu que houve irregularidade na coleta de provas ou falhas formais nos processos. Para a Lava Jato fluminense, não haveria impedimento para reanalisar fatos a partir de fontes novas.

Linha de corte Por essa tese, apenas acusações que estejam prescritas ficariam fora do alcance dos procuradores.

Eu? Jamais… Um dos alvos da Câmbio, Desligo é o doleiro Marco Antônio Cursini, responsável pela delação que originou a Castelo de Areia. A defesa dele tem dito descartar nova colaboração.

Lembro bem Autoridades que atuaram nas operações que foram anuladas especulam que, além de empreiteiras e de políticos, possíveis novas delações de doleiros implicariam também bancas de advocacia.

Soma dos fatores O potencial de uma eventual candidatura de Joaquim Barbosa à Presidência entrou no radar de integrantes do PSB que antes resistiam à ideia de tê-lo como representante e também nos cálculos de siglas que têm o partido do ex-presidente do STF como possível aliado nas disputas estaduais.

A peso de ouro O DEM, por exemplo, cortejado pelos tucanos e pelos pessebistas em SP, começou a ponderar que Barbosa poderia catapultar o palanque de Márcio França (PSB) na corrida pelo governo do estado.

Preencha as lacunas Diante da indefinição sobre o nome que emergirá no PT, partidos começaram a fazer pesquisas internas enumerando “o candidato de Lula” entre as opções apresentadas ao eleitor nordestino. Tudo para tentar mensurar o potencial de transferência de votos do petista.

Fins e meios Líderes do Congresso pregam que a Câmara aprove no prazo mais curto possível o projeto que acaba com o foro especial para todas as autoridades acusadas de crimes comuns. A comissão que analisa a proposta precisa atuar por, no mínimo, 11 sessões.

Fins e meios 2 Depois disso, a ideia é pressionar Michel Temer a suspender por no máximo uma semana a intervenção no Rio e aprovar a medida no plenário nesse intervalo.

Aqui não Antes de o presidente participar de evento na ESPM, em SP, nesta sexta (4), dirigentes da faculdade chamaram reunião com estudantes e pediram que não houvesse protesto contra o emedebista dentro da instituição.

Aqui não 2 “A rua é pública. O movimento é lá fora. Ele não pode ser feito como sendo da ESPM, de alunos da ESPM”, disse o diretor acadêmico Ismael Rocha. A fala foi gravada.

Bola da vez A Frente Nacional de Prefeitos (FNP) entregará a presidenciáveis na terça (8) uma carta em que pede que o governo federal assuma a coordenação de um Sistema Integrado de Segurança Pública pactuado com estados e municípios.

Bola da vez 2 Os prefeitos demandam ajuda no combate ao crime organizado e ao tráfico de drogas e dizem que a sensação de violência está associada à disseminação do crack. Pedem ainda a criação de um fundo nacional de segurança.

A quem de direito O documento será entregue aos 11 pré-candidatos que confirmaram presença em evento da FNP, entre eles Geraldo Alckmin (PSDB), Rodrigo Maia (DEM), Marina Silva (Rede), Alvaro Dias (Podemos), Ciro Gomes (PDT) e Henrique Meirelles (MDB).


TIROTEIO

É papel do Congresso, não para retaliar, mas para construir a democracia, debater a ampliação da restrição do foro

De Jayme Oliveira, presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros, sobre o STF ter restringido o foro só para parlamentares