Planalto vê Huck como candidato; Globo avisa que Angélica teria que sair do ar

Painel

Árvore dos desejos Auxiliares de Michel Temer dão a candidatura de Luciano Huck ao Planalto como certa –só há dúvidas sobre o partido escolhido. No tucanato, aliados de Geraldo Alckmin dizem não acreditar que o novato tenha a couraça grossa o suficiente para encarar a luta. Nos bastidores do PPS, sigla que negocia com o apresentador, aposta-se em uma filiação no dia 7 de abril. A Globo quer o fim do impasse. Avisou que se Huck escolher a política, sua mulher, Angélica, também terá que sair do ar.

Vá só Em conversas com políticos, executivos da TV Globo têm feito questão de demonstrar descontentamento com a situação e narram ter deixado claro a Huck que não querem ser arrastados para o debate eleitoral.


Afinados Em meio aos rumores sobre a candidatura do apresentador, o programa “TáxiGov”, do Planejamento, virou piada. A brincadeira na Esplanada é que já estão criando as bases para a gestão que terá Angélica como primeira-dama.

100% você Fernando Henrique Cardoso telefonou para Alckmin para minimizar o desconforto causado por seu flerte com Huck.

Só por cima… A Frente Brasil Popular estuda montar acampamento em frente ao apartamento de Lula, em São Bernardo (SP), para “protegê-lo” de eventual prisão com um cordão humano.

… do meu cadáver A tática só será executada com o aval do petista. Há também a opção de transferir a ocupação para o Sindicato dos Metalúrgicos, próximo ao prédio em que o ex-presidente mora.

Pau a pau A polarização entre Jair Bolsonaro e o PT continua nas redes. Ranking da FSB mostra que, no recesso, o deputado seguiu líder de influência, mas acompanhado de três petistas no top 5

Não e não Paulo Skaf, da Fiesp, estava com Temer quando chegou a notícia de que João Doria (PSDB-SP) alardeava a possibilidade de uma aliança. O presidente desmentiu o tucano.

Ponto sem nó O pedido do governo para que o Cade monte uma operação para investigar cartel em postos de gasolina tem um pano de fundo: o Planalto quer anunciar uma redução no PIS/Cofins que incide sobre os combustíveis, mas só o fará com a certeza de que a redução vai chegar na bomba.

Na ponta do lápis Em 2016, o Cade fez uma megaoperação contra a combinação de preços em postos do DF. Estudo encomendado pela cúpula do órgão calcula que, reinstaurada a concorrência, o consumidor gastou R$ 300 milhões a menos com combustível em um ano.

Papel passado A Defensoria Pública da União enviou nesta quinta (8) à ministra Cármen Lúcia 12 caixas com 2.331 cartas de presos que “clamam por indulto”. A remessa foi encaminhada pelo defensor nacional de direitos humanos, Anginaldo Oliveira Vieira.

Atrás do muro Em uma delas, um detento alega que há 17 presos dividindo oito camas, e que a comida é fornecida em quantidade insuficiente. Em outro relato, um interno diz sofrer agressões e afirma que a unidade prisional se nega a prestar atendimento médico por falta de escolta e de remédios.

Navio negreiro No ofício que acompanhou o malote, Oliveira diz que “restringir o direito ao indulto, ou suspendê-lo, é infligir maior castigo a quem já é jogado num ambiente de doenças e morte e tenta sobreviver um dia após o outro”.

Não quer calar E questiona a ministra: “Se um preso com direito a indulto é morto na cadeia, quando já deveria estar fora dela, de quem é a culpa?”. Na terça-feira (6), Luís Roberto Barroso liberou a ação que suspendeu parcialmente o indulto para ser julgada no plenário do Supremo.


TIROTEIO

A Câmara não pode ficar no samba de uma nota só, mas temos que ter consciência de que não reformar é deixar de corrigir injustiças.

DO LÍDER DO DEM, RODRIGO GARCIA, sobre o esforço para convencer os deputados a aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria em fevereiro.


CONTRAPONTO

Os fins justificam os meios 

Em maio do ano passado, depois de ter sofrido um Acidente Isquêmico Transitório, um ataque neurológico em que o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), foi a uma consulta com sua cardiologista para entregar os exames de seu check-up.

— O sr. não tem nada. Está tudo normal, mas vou deixá-lo internado por cinco dias — disse a médica.

Apreensivo, Eunício pulou da cadeira:

— Mas por quê?

— Para garantir que vocês não vão aprovar a reforma da Previdência! — respondeu ela, aos risos.