Aliados de Michel Temer apostam em ‘tucanos órfãos’ para melhorar avaliação do presidente

Por Painel

O atalho Aliados de Michel Temer querem melhorar a avaliação dele e de sua gestão atraindo o que têm chamado de “tucanos órfãos”. Medições recentes apresentadas ao Planalto mostram uma pequena, mas celebrada melhora na avaliação do emedebista nas redes sociais. Segundo a equipe do presidente, ele teria hoje 7% de ótimo e bom e 25% de regular. Conquistar o eleitor que se desgarrou do PSDB seria o ponto de partida para chegar à eleição com um índice menor de rejeição.

Fala sério Os aliados de Temer dizem que uma melhora na avaliação faria do presidente um eleitor importante no pleito de outubro. Há dúvidas, no entanto, em nomes de fora do MDB, se ele tera capacidade de transferir algo além de rejeição.

Dois cavalos Pré-candidatos ao Planalto estudam uma forma de dizer ao MDB que, talvez, o ideal seja o partido lançar um nome solteiro para defender o presidente e apoiar, nos bastidores, um outro postulante, que se apresente como independente.

Gota d’água Marcos Pereira (PRB) planejava deixar o Ministério da Indústria em março, próximo do período de desincompatibilização determinado pela legislação eleitoral, mas decidiu antecipar o movimento após os sinais de que o governo não bancaria o Rota 2030, nova política para o setor automotivo.


Desilusão Na carta de demissão, Pereira deixou claro seu descontentamento. Disse não ter sido “possível entregar ao país, por fatores alheios à nossa vontade, uma política automotiva compatível com a grandeza e a importância desta cadeia produtiva”.

Parcelado Depois de perder o terceiro ministro em um mês, Temer orientou aliados a repetir o discurso de que o governo tem total controle sobre a troca das pastas. Reafirma que não há um desmonte, mas uma reforma ministerial em curso desde dezembro.

Sei não Cristiane Brasil (PTB-RJ) assume o Ministério do Trabalho sem garantir que não vai disputar a reeleição.

Quanto antes A Rede definirá a partir da próxima semana uma agenda pré-eleitoral para Marina Silva. A avaliação de dirigentes é a de que os meses que antecedem a disputa serão cruciais para candidatos que tem pouco tempo de TV, caso da ex-senadora. A campanha oficial terá apenas 45 dias.

 

Na estrada Marina vai a Belo Horizonte no dia 27 para o lançamento da candidatura de João Mares Guia ao governo de Minas Gerais. Ele é irmão do ex-ministro Walfrido dos Mares Guia, que teve os processos no mensalão mineiro extintos porque os crimes prescreveram.

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Dada a largada Integrantes da direção do PT se reúnem nesta quinta-feira (4) em São Paulo para definir as estratégias das mobilizações do dia 24, quando o recurso de Lula será julgado pelo TRF-4. O ex-presidente deve participar do encontro.

S.O.S. Secretários de finanças de 11 diretórios municipais do PT entregaram à presidente do partido, Gleisi Hoffmann, uma carta na qual relatam dificuldades financeiras e reclamam da distribuição do fundo partidário.

A realidade “Não é de surpreender que no momento existam diretórios municipais de capitais que perduram desestruturados, sem sede específica, como vastas dívidas trabalhistas, realizando cortes de pessoal” e “acumulando dívidas de campanhas!”, diz o documento.

 

Dentro de casa Apesar do esforço de deputados estaduais para alavancar a candidatura de João Doria ao governo paulista, nem todos os tucanos da Assembleia Legislativa apoiam o prefeito.

Para valer? Aliados de Doria dizem que, se até março não houver acordo no PSDB para lançá-lo à sucessão de Geraldo Alckmin, o prefeito cogitará trocar de partido.


TIROTEIO

Fiel ao estilo tucano, FHC usa dois pesos: torce pela condenação de Lula, mas diz ser exagerada a vontade de vingança contra Aécio.

DA SENADORA GLEISI HOFFMANN, presidente nacional do PT, sobre Fernando Henrique Cardoso ter dito que “o país não vai tremer se Lula for condenado”.


CONTRAPONTO

Tudo menos isso

Em visita a São José do Rio Pardo, nesta quarta (3), para inaugurar obras na rodovia SP-207, Geraldo Alckmin criticou genericamente a edição excessiva de normas.

— Montesquieu dizia: se quiser mudar os costumes da sociedade, não será pela lei, mas pelo exemplo.

Em seguida, o governador mencionou sua recente decisão de vetar o projeto do deputado estadual Feliciano Filho (PSC), que instituía a “segunda sem carne” em restaurantes e refeitórios de órgãos públicos.

— Vetei, porque o perigo era daqui a pouco instituírem a terça sem café! Aí estaria tudo perdido!

O tucano toma até 12 xícaras da bebida por dia.