De carona na polêmica da JBS, CPI vai propor que tratativas de delação sejam filmadas desde o início

Por Painel

Ação controlada A polêmica em torno da delação da JBS deu munição para o deputado Wadih Damous (PT-RJ), sub-relator da CPI que apura o caso, propor em seu parecer a regulamentação da delação premiada. No esteio das críticas às negociações do grupo dos irmãos Batista com a PGR, o petista vai pregar que as tratativas entre Ministério Público e potenciais colaboradores sejam filmadas desde o primeiro contato. As gravações, ele diz, poderiam inibir “possíveis coações ao delator”.

Lá vai flecha Damous também vai recomendar que o Congresso instale, no início do próximo ano, a CPI do Abuso de Autoridade.

Sem consenso A decisão do ministro substituto do TCU André Luís de Carvalho de investigar o ex-presidente Lula por ter vetado a inclusão de obras na chamada lista suja, que relaciona empreendimentos impedidos de receber recursos públicos, está causando polêmica na corte.

Onde pega Ministros de diversos matizes avaliam que o entendimento de Carvalho extrapola as atribuições do TCU e criminaliza o veto, prerrogativa de mandatários do Executivo.

Nova direção Michel Temer deixou nas mãos de Eliseu Padilha (Casa Civil) e do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), o pente-fino que determinará quais os deputados que votaram contra o presidente nas denúncias receberão de volta cargos que tinham para destravar a nova Previdência.


Entrou mudo… Antonio Imbassahy, que é o responsável pela articulação política e seria um nome natural para a tarefa, ficou de fora. Ele, aliás, foi o único ministro que não discursou no jantar promovido pelo presidente, quarta (6), em defesa das mudanças na aposentaria.

Estreia O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) será a primeira agência brasileira a se integrar formalmente à OCDE. O pedido do Brasil que disparou o processo foi feito nesta quinta-feira (7).

Em tuas mãos Tucanos da bancada mineira voltaram a pressionar o senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) a disputar o governo do Estado. Apontaram a necessidade de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) ter um palanque forte em Minas e disseram que ele tem força para minar a reeleição de Fernando Pimentel (PT).

Dobrar a aposta? O prefeito de SP, João Doria, vinha se preparando para, em discurso na convenção nacional do PSDB, neste sábado (9), dar a sinalização mais explícita de sua vontade de disputar o governo do Estado em 2018. Com a queda de sua avaliação na capital, pode ser obrigado a mudar de tática.

Estancar a sangria Doria reforçou a agenda na periferia na tentativa de reaver alguns pontos com o eleitor paulistano. Tem feito questão de ir a locais onde sua popularidade caiu.

Bicadas O presidente do PSDB em SP, Pedro Tobias, quer chamar os pré-candidatos ao governo estadual para conversar logo após a convenção nacional. Nem Doria nem José Serra querem disputar prévias. Novatos, como Luiz Felipe d’Avila, reivindicam a consulta aos filiados.

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Quanto vale A executiva do PMDB reúne na quarta-feira (13) deputados e senadores do partido para definir os critérios de distribuição do fundo eleitoral para a campanha de 2018.

Quem dá mais Dirigentes partidários apostam que a divisão dos recursos será importante moeda de troca para as siglas que pretendem atrair novos quadros na janela partidária de março de 2018.

Por que não eu? O MTST fará reunião neste final de semana. Há expectativa de que uma eventual candidatura de Guilherme Boulos à Presidência seja abordada na conversa. Parte do grupo defende o apoio a Lula.


TIROTEIO

A reforma da Previdência é uma demanda urgente do Brasil. Se for postergada, a situação no futuro se tornará insustentável.

DO DEPUTADO ANDRÉ MOURA (PSC-SE), líder do governo no Congresso, sobre o esforço para aprovar ainda este ano, na Câmara, mudanças na aposentadoria.


CONTRAPONTO

Direto ao ponto

Durante as conversas na Câmara sobre a dificuldade de os parlamentares entenderem as mudanças pregadas pela reforma da Previdência, um deputado lembrou de Humberto Souto, líder do governo Collor.

Em meados de 1990, numa reunião de líderes da Casa, um congressista pediu a Souto que explicasse o projeto que o governo queria que fosse aprovado.
Sem titubear, o líder de Collor soltou:

— Infelizmente, sabemos que você não terá capacidade para entender…

E emendou:

— Então, faz um favor, só vota!