Falta de candidato forte de centro encoraja DEM a testar nome de Rodrigo Maia para o Planalto

Por Painel

Em terra de cego… Dada a ausência de um representante do centro que se destaque nas pesquisas, o DEM decidiu testar o nome do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (RJ), para o Planalto. O deputado será lançado por aliados no congresso da sigla, em dezembro. Mas não será um voo solitário. Dirigentes do PP e do Solidariedade estimulam o plano. O democrata, dizem, ampliou o vínculo com partidos da base de Michel Temer que teriam mais simpatia por ele do que por Geraldo Alckmin (PSDB-SP).

Jogada casada A articulação em torno de Maia não exclui o ministro Henrique Meirelles (Fazenda). Entusiastas da ideia dizem que ela só poderá ser levada a cabo se os sinais de recuperação da economia tiverem ganhado as ruas.

Jogada casada 2 Meirelles poderia ser vice ou mesmo assumir a cabeça de chapa, caso o reconhecimento à sua atuação tenha reflexo nas pesquisas de opinião.

De fora Integrantes do tucanato já perceberam a movimentação e avaliam que a atuação dúbia da sigla associada ao projeto de robustecimento do DEM com quadros do PSB e outras legendas abriu espaço para que o partido de Maia pleiteasse a proa de uma aliança centrista.

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Venha Após anunciar seu desligamento do PSDB, a economista Elena Landau foi convidada a entrar no Livres para ajudar a sigla a formular as diretrizes de seu programa.

Olhos abertos Tucanos de São Paulo avisam que ficarão alertas ao uso da máquina do Estado pelo hoje vice-governador Márcio França (PSB). Ele vai assumir o governo quando Alckmin sair para a pré-campanha. Em reunião com prefeitos no município de Bofete, França prometeu liberar recursos em 2018.

A lebre O vice de Alckmin tem em mãos pesquisa que mostra que 94% da população paulista nunca ouviu falar de seu nome. Ele tem dito que, quando assumir o governo, “vai acelerar tanto que João Doria (PSDB-SP) vai parecer uma tartaruga”.

Uni-vos Após o resultado do último Datafolha, dirigentes petistas decidiram usar a reunião da Frente Brasil Popular, no próximo final de semana, para reforçar o discurso de unidade da esquerda propagado por Lula.

Pior, melhor Integrantes da sigla ressaltaram dado da pesquisa que indica queda na taxa de rejeição do ex-presidente –de 42% para 39%. Apostam que o poder de transferência de votos de Lula para outro candidato crescerá se ele for condenado pelo TRF-4. Preveem comoção no eleitorado lulista diante de eventual veto imposto pela Justiça.

Não tão fácil O PSOL terá candidato à Presidência. Um dos nomes para o posto, Guilherme Boulos, do MTST, pregou reorganização e avaliação crítica da esquerda.

Os russos Celebrado pela cúpula da legenda, Boulos ainda não é unanimidade. Plínio de Arruda Jr. tenta se firmar como o nome da sigla. Nem no MTST há consenso. Parte do movimento apoia Lula. Será preciso gastar saliva para evitar um racha.

No vermelho A defesa de Job Ribeiro, ex-assessor parlamentar de Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), estuda pedir à Procuradoria-Geral da República que pague as taxas da impressão dos extratos de movimentações bancárias anteriores a 2012. O caso será alvo de inquérito.

Pague se puder Job se comprometeu a entregar mais provas de que devolvia a maior parte do salário à família dos Vieira Lima.

Fila de espera Em vigor desde fevereiro, o Acordo de Facilitação de Comércio da OMC ainda não vale no Brasil. O decreto não foi promulgado. Dados da CNI mostram que um tratado internacional, mesmo depois de assinado, leva em média 1.590 dias para figurar na legislação.


TIROTEIO

O legado do Temer para os candidatos se assemelha ao Titanic: Alckmin e Meirelles serão dragados para o fundo do mar!

DO DEPUTADO PAULO TEIXEIRA (PT-SP), sobre o Datafolha mostrar que 87% dos eleitores dizem não votar em um candidato apoiado por Michel Temer.


Receita do bolo

O ex-procurador-geral Rodrigo Janot foi convidado a dar uma palestra em um evento do escritório de advocacia Lacaz Martins, na quarta (29), em SP. Depois de falar sobre a Lava Jato e as semelhanças com a Mãos Limpas, da Itália, colocou-se à disposição da plateia.

— O sr. reconhece que a operação italiana é um modelo para o Brasil? — perguntou uma advogada.

— Por favor, abram minha pasta e peguem o livro que está ali — disse Janot.

O ex-procurador mostrou, então, a obra “Mani Pulite”, sobre a investigação europeia, aos convidados.

— Essa é minha resposta.