Datafolha chama governo à realidade; Meirelles terá que correr para se tornar viável

Por Painel

Conhece-te a ti mesmo A  pesquisa Datafolha chama para a realidade os aliados de Michel Temer que passaram a última semana pregando a construção de uma candidatura que defenda o legado do presidente. Para as ruas, simplesmente ainda não há legado. Principal beneficiário de uma nova aliança governista, Henrique Meirelles (Fazenda) tem dito que no primeiro trimestre de 2018 haverá sinal de bem-estar social. Precisa estar seguro do prognóstico. Tem só quatro meses para tornar-se competitivo.

Em tuas mãos Partidos que hoje estão com Temer começaram a conversar com Meirelles sobre 2018. Mais do que apoio, essas siglas disseram ao ministro que estão dispostas a abrigá-lo caso o PSD de Gilberto Kassab decida navegar por outros mares.

Forcinha O bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, planeja fazer em janeiro um grande encontro para apresentar o ministro da Fazenda aos fieis de sua igreja.


É bamba Aliados de Meirelles responderam com bom humor à avaliação de que ele, na eleição, soaria como “um tenor cantando pagode”. A réplica veio em versos de Chico Buarque: “Quem me vê sempre parado, distante garante que eu não sei sambar… Tô me guardando pra quando o carnaval chegar”.

Hora de andar Auxiliares do governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) passaram a defender que ele deixe o governo de São Paulo antes do Carnaval, em fevereiro, para se dedicar à pré-campanha. Acreditam que ele precisa se expor mais para melhorar o desempenho nas pesquisas.

Mal acompanhado Sem um patamar que inspire confiança, líderes de siglas da base dizem que Alckmin pode até herdar uma aliança robusta por falta de outra opção ao centro, mas corre sério risco de ser cristianizado.

Lula lá Integrantes de partidos do chamado centrão já afirmam que podem fechar aliança nacional com Alckmin, mas liberar diretórios estaduais a apoiarem o PT –especialmente no Nordeste.

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É guerra O resultado do Datafolha dá força à ofensiva de Lula para reagrupar a esquerda em torno de seu nome. Na última semana, O ex-presidente falou com dirigentes de siglas que, historicamente, foram suas aliadas.

É guerra 2 O petista reafirmou disposição de sustentar a candidatura até o fim e disse que não aceitará “passivamente uma injustiça”, ou seja: nova condenação. Ele ampliou a vantagem nas simulações de segundo turno.

Contra o tempo Quem conhece os trâmites do TRF-4 dá como certo que o processo que poderá tornar o petista inelegível será julgado no primeiro semestre de 2018.

Ao alvo O deputado Miro Teixeira está empenhado em construir alianças para Marina Silva (Rede). Pediu novo encontro com o presidente do PPS, Roberto Freire. Com Luciano Huck fora da corrida ao Planalto, Miro vê possibilidade de um acordo em torno da ex-senadora.

Em família Pessoas próximas ao deputado Jair Bolsonaro (PSC) asseguram que não há um especialista por trás das redes sociais do parlamentar. A atualização das páginas caberia a ele próprio e aos seus filhos.

Com cautela O presidente do Patriota, Adilson Barroso, partido para o qual Bolsonaro migrará, diz que ele só contratará marqueteiro em maio, quando haverá um desenho mais redondo da chapa e do plano de governo.

Novos tempos Luís Roberto Barroso, do STF, propôs incluir no pacote de medidas para agilizar a tramitação de ações na corte que qualquer réu no Supremo seja obrigado a, em sua primeira manifestação, informar endereço de e-mail e/ou WhatsApp.

Oficial de Justiça 2.0 Todas as intimações se dariam por comunicação eletrônica.


TIROTEIO

É o mesmo que descer do ônibus no ponto final, sem motorista e trocador, mas fingindo que poderia continuar a viagem.

DO DEPUTADO ESTADUAL MARCELO FREIXO (PSOL-RJ), sobre a expectativa de que o PSDB finalmente deixe o governo do presidente Michel Temer.


CONTRAPONTO

A arte da guerra

Logo depois de a senadora Kátia Abreu (sem partido-TO) subir à tribuna do Senado, na quarta-feira (29), para criticar a decisão do PMDB de expulsá-la do partido e chamar o presidente da sigla, Romero Jucá (PMDB-RR), de “canalha”, “crápula” e “ladrão de vidas e almas brasileiras”, um deputado de Roraima adversário do peemedebista a encontrou no elevador.

— Senadora, as redes sociais vibraram com seus ataques ao Jucá!

E continuou:

— Depois dessa, pode ir pra Roraima se candidatar por lá que você ganha fácil, fácil.