Para o PT, mesmo condenado pelo TRF, Lula disputará ao menos o primeiro turno de 2018

Por Painel

Até o osso O PT está convencido de que, mesmo condenado em segunda instância, o ex-presidente Lula disputará ao menos a metade do primeiro turno da eleição de 2018. O partido vai empunhar tese segundo a qual nem um veredito desfavorável seria impeditivo para o registro da candidatura. Se o Ministério Público quiser tirá-lo do páreo, dizem aliados, terá que fazer uma caçada pública. O foco do petista é permanecer na dianteira das pesquisas para dramatizar ainda mais o movimento.

DNA O caminho do enfrentamento político a uma decisão judicial ganhou força e se tornou unânime após parecer do professor Luiz Fernando Casagrande Pereira, entregue ao partido em outubro. O estudo foi publicado na coluna Mônica Bergamo, da Folha.

Fiquem comigo O grande problema do PT será convencer os aliados a encarar a empreitada de alto risco. Dirigentes da sigla já têm um discurso pronto: em qualquer circunstância, Lula será um cabo eleitoral de peso, não só para quem herdar sua vaga na chapa, mas também para candidatos a deputado.

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Movediço Os gestos do PC do B são prova da dificuldade que os petistas enfrentarão para, nesse enredo, manter legendas na órbita de Lula. O partido fecha neste domingo (5) discussão sobre o lançamento de candidatura própria ao Planalto.

Nova era Três nomes despontam como opções do PC do B para a pré-candidatura presidencial: Manuela d’Ávila (RS), Jandira Feghali (RJ) e Orlando Silva (SP).


O vidente O grupo mais próximo a Lula aposta que Jair Bolsonaro (PSC-RJ) perderá corpo durante a campanha e lembra que o ex-presidente, ainda em julho, disse em reunião do PT que sua legenda errava ao mirar João Doria (PSDB-SP). “O adversário será Geraldo Alckmin”, apostou.

Quem ri por último Doria não vive seu melhor momento, mas age para ganhar tempo. No PMDB, acham melhor esperar antes de descartá-lo como presidenciável.

Sorte lançada O presidente Michel Temer analisa uma lista tríplice de delegados da Polícia Federal cotados para substituir Leandro Daiello na chefia do órgão. O documento, entregue ao ministro Torquato Jardim (Justiça), é assinado por cinco entidades ligadas à corporação.

Os indicados Temer e Jardim avaliam os nomes de Rogério Galloro, Luiz Pontel de Souza e Fernando Segóvia. Daiello, na direção-geral há quase sete anos, reclama de cansaço há tempos.

Agora vai? A troca no comando da PF é alvo de especulações há meses, mas o assunto ressurgiu com fôlego nas últimas semanas. Segóvia é o nome mais palatável ao universo político. Pontel é próximo a Daiello, assim como Galloro, que também conta com a simpatia de Jardim.

A perder de vista Apesar da determinação do CNJ (Conselho Nacional de Justiça), em agosto, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso ainda não devolveu os valores, superiores a R$ 100 mil, pagos a 84 magistrados da corte. Um dos juízes do TJMT chegou a ganhar R$ 503,9 mil em julho.

Nas regras Na ocasião, o CNJ considerou os pagamentos irregulares e o presidente do TJMT, Rui Ramos, alegou que o tribunal apenas quitou passivos relativos ao trabalho dos juízes entre 2004 e 2009. Ninguém foi encontrado na assessoria da corte para comentar o caso na sexta (3).

Bola dentro O governo tem grandes chances de aprovar a privatização da Eletrobras, segundo pesquisa do Instituto FSB. O levantamento aponta que 55,4% dos parlamentares são a favor de que a iniciativa privada assuma a gestão da estatal.

Inimigo íntimo O PR é o único partido da base governista que concentra um alto percentual de deputados contrários à medida: 47,6%.

 


TIROTEIO

Tempos de autodesmoralização: PT namora quem lhe deu rasteira e Temer finge que governa com equipe que só faz besteira.

DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre a disposição do PT de se aliar em 2018 a siglas que votaram pelo impeachment de Dilma Rousseff em 2016.


CONTRAPONTO

Local incerto e não sabido

Na última terça (31), os integrantes da CPMI da JBS tentavam organizar um acordo que viabilizasse a convocação de diversos depoentes, entre eles o advogado Rodrigo Tacla Duran, que contesta o acordo de delação da Odebrecht e está foragido da Justiça brasileira.

— Só uma pergunta: a convocação do Tacla Duran é presencial? — indagou o deputado Francischini (SD-PR).

— É videoconferência — respondeu o colega Paulo Pimenta (PT-RS).

— E por onde anda esse Rodrigo? — provocou Carlos Marun (PMDB-MS).

— Boa pergunta! — respondeu Pimenta, aos risos.