PSDB consegue apoio do DEM e do PMDB para manter votação sobre Aécio nesta terça

Por Painel

Por favor, entenda O PSDB montou uma força-tarefa para pressionar o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), a manter a votação sobre a suspensão de Aécio Neves (PSDB-MG) nesta terça (3). Há uma articulação para que a Casa espere o STF julgar a ação que submete ao Congresso as sanções a parlamentares. Tucanos passaram o fim de semana fazendo apelos aos senadores e tiveram a sinalização de que o DEM e parte do PMDB também defenderão a apreciação imediata.

Sangrando A principal preocupação no tucanato é a de que, no julgamento no Supremo, dia 11, um ministro peça vista e Aécio fique “pendurado” indefinidamente.

Triunvirato No PMDB, o líder do governo no Senado, Romero Jucá (RR), e os senadores Renan Calheiros (AL) e Eduardo Braga (AM) estão na linha de frente dos que defendem que a votação sobre Aécio seja nesta terça (3).

Off-line Alvo frequente de tiroteios no Congresso, Jucá admitiu aos colegas que tem desabilitado seu WhatsApp em vários momentos por causa de bombardeios de spams.

O que pode vir A avaliação no PT do Datafolha, que mostrou o ex-presidente Lula liderando as pesquisas para 2018, é a de que se o petista alcança 35% na condição de réu e investigado, liberado para a disputa eleitoral “será um fenômeno”.

Inversão de papeis “Os que diziam que Lula estava morto depois de Palocci devem estar arrancando os cabelos”, diz o líder do PT no Senado, Lindbergh Farias (RJ).

Já sou Pré-candidato ao Planalto, Ciro Gomes (PDT-CE) fez uma reunião na semana passada com a cúpula do PSB. Segundo relatos, o cearense repetiu que pretende concorrer de qualquer maneira, com ou sem Lula no páreo.

Com quem será Ciro teria dito que o PDT pode apoiar o PSB nas disputas estaduais. Os socialistas ainda não bateram o martelo. Acenam também para Geraldo Alckmin (PSDB) e Marina Silva (Rede).

Dia de caça O diretor jurídico da J&F, Francisco de Assis, apresentou na sexta-feira (29) uma petição ao ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF, pedindo investigação sobre o vazamento dos áudios de conversa dele com Joesley Batista.

De onde veio Assis lembra que Fachin determinou sigilo dos áudios por configurarem conversas entre advogado e cliente e diz que é preciso “dar um basta” aos vazamentos. Na petição, ele coloca a PGR e a Polícia Federal sob suspeita.

Tiro de advertência A OAB de São Paulo abriu processo disciplinar contra o advogado Rodrigo Tacla Durán, que trabalhou para a Odebrecht de 2011 a 2016 e vive hoje na Espanha, após fugir da Operação Lava Jato.

Sub judice O caso tramita no Tribunal de Ética e Disciplina da seção paulista da entidade. Uma cópia da entrevista que Durán concedeu à Folha em agosto foi anexada à queixa. Na ocasião, ele acusou a empreiteira baiana de ter apresentado documentos falsos aos investigadores para maquiar desvios.

Em breve O ministro Marco Aurélio Mello pretende liberar até o início de novembro a ação que poderá rever o entendimento do STF de que condenados em segunda instância podem ser presos.
Em suas mãos O ministro espera manifestação da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Antes de assumir, ela se posicionou favorável à prisão antes de o último recurso ser analisado.

Zero a zero A Corregedoria do Conselho Nacional do Ministério Público julgou improcedente a representação do PSDB contra o promotor José Carlos Bonilha, que pediu a condenação de Geraldo Alckmin e João Doria por abuso de poder político durante a eleição de 2016.


TIROTEIO

Não é o momento de o PSDB se digladiar internamente. Espero que o líder compreenda a diversidade de opinião do nosso partido.

DO DEPUTADO ROGÉRIO MARINHO (PSDB-RN), sobre a pressão de parte do PSDB para que Bonifácio de Andrada (MG) deixe a relatoria da denúncia contra Temer.


CONTRAPONTO

Cortesia com o chapéu alheio

Na terça-feira passada (27), ao anunciar uma série de projetos para o centro da cidade, o prefeito de São Paulo, João Doria, reduziu o prazo para a execução dos trabalhos de 12 para oito anos. Ao concluir, disse que a tarefa caberia ao seu vice, Bruno Covas.

Meia hora depois, durante a mesma entrevista, Doria, ao comentar o programa Asfalto Novo, disse que Covas acompanharia o andamento do projeto presencialmente: noite sim, noite não. Foi quando o vice-prefeito brincou:

— Melhor a gente encerrar logo. Daqui a pouco vem mais uma função!

O comentário arrancou risadas.