Ofensiva sobre Fachin abre crise entre Cunha e seus advogados; todos ameaçaram deixá-lo

Por Painel

Corda para forca A decisão de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de partir para o enfrentamento e fazer acusações ao relator da Lava Jato no Supremo, o ministro Edson Fachin, abriu uma crise entre o peemedebista e os diversos escritórios que fazem sua defesa na Lava Jato. Todos os advogados que representam o ex-deputado ameaçaram abandoná-lo. O criminalista Rodrigo Rios foi o único que, de fato, oficializou a desvinculação. Os demais permaneceram, após um apelo da família do peemedebista.

Suor e lágrimas A ofensiva de Cunha –que acusou Fachin de favorecer a JBS– foi vista como um “tiro na cabeça”. Aliados do peemedebista lembram que há forte espírito de corpo no STF e que a pressão sobre o ministro deve ter o efeito oposto ao desejado pelo ex-deputado.

Ele fica Ex-presidente da Câmara, Cunha viu naufragar nas últimas semanas sua tentativa de fechar delação com a PGR — ao menos sob o mandato de Rodrigo Janot. Ele tem insinuado que fará nova oferta quando Raquel Dodge assumir a Procuradoria. Esqueceu-se, porém, de que caberá a Fachin homologar eventual acordo.


Tropa de elite Um forte esquema de segurança foi montado em Curitiba, nesta segunda (28), para receber os juízes Sergio Moro e Marcelo Bretas na pré-estreia do filme “Polícia Federal ““ A Lei É Para Todos”. A sala de exibição do longa foi fechada três horas antes e havia previsão de escolta pesada para ambos.

Rebobine Na tomada de contas que investiga a compra da refinaria de Pasadena pela Petrobras, em 2006, auditores do TCU isentam o Conselho de Administração da estatal, à época presidido por Dilma Rousseff, de qualquer “ato de gestão irregular”.

Rebobine 2 O TCU havia isentado Dilma em 2014. De lá para cá, porém, Nestor Cerveró, que conduziu o negócio, e o ex-senador Delcídio do Amaral disseram que a petista sabia da existência de um esquema. A auditoria contraria esta versão e vai ao plenário da corte nesta quarta (30). (Leia mais sobre o assunto aqui)

Secreto Niluschka Brandão Bloema, que alega ter vivido um relacionamento extraconjugal com Antônio Carlos Magalhães, foi à Justiça pedir o reconhecimento de sua união estável post mortem com o político baiano. Ela pede para ingressar no espólio de ACM, morto em 2007, e o valor de R$ 780 mil.

Secreto 2 Na ação, que corre em segredo de Justiça, os advogados de Niluschka dizem que ela e “o falecido conviveram em união estável por cerca de cinco anos”.

Nada consta A família Magalhães rechaça “as alegações, por serem completamente fantasiosas e descabidas”. “O senador ACM era casado de fato e de direito com D. Arlette Magalhães.” A família afirma ainda que a ação de Niluschka”atenta contra a memória” do baiano “dez anos após o seu falecimento”.

Tem dono Às vésperas de assumir o Planalto, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), tranquilizou aliados sobre sua saída do Congresso em meio aos debates sobre a reforma política. Disse ter feito acordo com André Fufuca (PP-MA), que tomará seu assento na Câmara.

Faz ao vivo A dança das cadeiras é uma consequência da viagem de Michel Temer à China. O jovem Fufuca, 28 anos, promete relatar tudo, em tempo real, a Maia.

Sem extra Em meio à polêmica sobre o teto salarial para servidores, a secretária do Tesouro, Ana Paula Vescovi, abriu mão dos valores a que tem direito pela participação nos conselhos da Caixa e do Instituto de Resseguros.

Visita à Folha Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado, visitou a Folha nesta segunda-feira (28), a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Carlo Iberê Freitas, secretário de imprensa.


TIROTEIO

Mais uma vez assistimos a uma tentativa dos investigados em desconstruir a Lava Jato, que é bem imaterial da sociedade brasileira.

DO JUIZ ANTONIO BOCHENEK, presidente do Instituto Brasileiro de Administração da Justiça, contra declarações de investigados que têm atacado a operação.


CONTRAPONTO

Amai-vos uns aos outros

Em recente reunião do PT na qual se discutia o cenário eleitoral para 2018, dirigentes da sigla debatiam as possibilidades eleitorais da sigla quando o vereador Eduardo Suplicy (PT-SP) pediu a palavra.

Logo após reafirmar seu desejo de concorrer a uma vaga ao Senado, citou a parábola do “Filho Pródigo”:

— Não podemos esquecer também do nome da senadora Marta. Como diz a Bíblia, o bom filho a casa torna.

Diante do silêncio e do constrangimento dos colegas de partido, Suplicy continuou:

— Estou com a Bíblia aqui na minha bolsa. Se quiserem, leio o trecho para vocês se convencerem.