Meirelles pediu a agências de classificação de risco prazo de três meses para revisão de notas do Brasil

Por Painel

Só resta gastar saliva Ciente de que a revisão da meta fiscal seria inevitável, o ministro Henrique Meirelles (Fazenda) entrou em contato nesta semana com representantes das três grandes agências internacionais de classificação de risco e pediu que esperassem um trimestre antes de rever as notas brasileiras. Com o gesto, tenta evitar um novo rebaixamento e o consequente abalo para ações de grandes empresas e investidores. Também para conter danos, falou com dirigentes dos principais bancos do país.

Queda de braço Meirelles ficou irritado — mas não surpreso — com o fato de Romero Jucá (PMDB-RR), líder do governo no Senado, ter antecipado o valor da nova meta.

O filho é teu Jucá, por sua vez, deixou claro ao Planalto que ficou incomodado com o fato de terem atribuído a ele, nos bastidores, pleito para elevar o rombo na meta para R$ 179 bilhões — ela ficou em R$ 159 bilhões.

Tragam de volta Deputados contrários à criação do fundo eleitoral sugeriram ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que tente convencer o Senado a retomar a discussão sobre a PEC que restabelece o financiamento empresarial.

Do mesmo saco O Vem Pra Rua vai lançar na internet o movimento ‘Tchau, queridos’, listando deputados que apoiam a criação do fundo de R$ 3,6 bilhões para custear a eleição, que não aceitaram a denúncia contra o presidente Michel Temer e que não apoiaram o impeachment da petista Dilma Rousseff.

Muda tudo O grupo coordena uma frente de renovação do Congresso. Integrantes do VPR dizem que o bloco é apartidário e que têm percorrido o país para estimular novas candidaturas.

Pelas beiradas O prefeito de SP, João Doria, levou o colega Jonas Donizette (PSB), de Campinas, para acompanhá-lo em viagem a Palmas, na segunda (14). Donizette tem mostrado apetite para assumir a presidência do PSB paulista — hoje nas mãos de Márcio França, vice do governador Geraldo Alckmin.

Fale com ele Advogados do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) tentaram até o último minuto convencer a PGR a fechar um acordo com o peemedebista. Num apelo final, ao serem informados na sexta (11) de que as negociações seriam encerradas, pediram que os procuradores fossem a Curitiba ouvi-lo.

Nem vem Investigadores dizem que, durante as tratativas, ficou evidente que Cunha omitiu fatos e protegeu amigos. Aliados do peemedebista apostam que ele tentará apresentar fatos novos à equipe de Raquel Dodge, que assume a PGR em setembro.

Retornem O TCU julga nesta quarta (15) recomendação para que todos os policiais militares do DF cedidos a outros órgãos sejam devolvidos à corporação. Boa parte dos 730 PMs que estão fora auxiliam a PGR e o Ministério Público local.

Agora sim O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso e o ex-ministro Clóvis Carvalho vão prestar depoimento na quinta (17) como testemunhas de defesa do ex-presidente Lula na Operação Zelotes. Eles serão ouvidos pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, por videoconferência.

Tapete vermelho O advogado Rodrigo Tacla Durán, que acusa a Odebrecht de omitir informações e apresentar provas falsas à Lava Jato, vai falar à Comissão de Segurança Pública da Câmara dia 29, por videoconferência. A empreiteira nega irregularidades. Procuradores afirmam que ele mente.

Visita à Folha Marcelo Knobel, reitor da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), visitou a Folha nesta terça-feira (15). Estava acompanhado do professor emérito da Unicamp Carlos Vogt, coordenador do Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo), e do professor Alcir Pécora, do IEL (Instituto de Estudos da Linguagem).


TIROTEIO

Temer inova e cria novas modalidades para o Minha Casa, Minha Vida: uma linha para nutricionista e camareira da primeira-dama.

DE LINDBERGH FARIAS (RJ), líder do PT no Senado, sobre o Planalto aprovar a concessão de apartamento funcional para duas assessoras da Presidência.


CONTRAPONTO

Por você eu largo tudo

Em ato de lançamento do livro “Comentários a uma Sentença Anunciada: o Processo Lula”, na noite de segunda-feira (14), na PUC-SP, o advogado Antonio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, fez críticas à Lava Jato e ironizou integrantes da força-tarefa.

Durante a fala, ele lembrou a campanha do MPF para a coleta de assinaturas a favor das Dez Medidas Contra a Corrupção e disse que nem todas as pessoas que endossaram o pacote tinham lido o texto.

— Por exemplo, acionaram a Maria Fernanda Cândido para ir às ruas pedir assinaturas. Se ela me pede para fazer qualquer coisa, eu faço! — brincou.