Aliados de Temer calculam que, hoje, governo só deve contar com 150 votos a favor da Previdência

Por Painel

Pior fica Aliados de Michel Temer colocaram na ponta do lápis, neste fim de semana, a erosão do capital político do presidente após seu esforço para barrar a denúncia de Rodrigo Janot na Câmara. Os cálculos foram feitos a fim de mensurar a disposição da base aliada para aprovar a reforma da Previdência. Os números não são alvissareiros. Nas contas de um deputado planilheiro, o governo tem apenas 150 votos certos em apoio às novas regras de aposentadoria.

Más notícias O mapeamento será entregue nesta segunda (14) ao presidente. Antes da denúncia, o governo contava 255 apoios à Previdência. Entre esses, porém, 105 votaram pelo afastamento de Temer e agora são considerados incógnitas quanto às mudanças na aposentadoria.

Onde atacar O cruzamento também será usado para guiar a política de redistribuição de cargos do Planalto. Aliados defendem que Temer adie o corte de cargos de integrantes da base que já foram simpáticos às novas regras, mas votaram a favor da denúncia de Janot.

Movediço A divisão do espólio de cargos que foram retirados de deputados que votaram pelo afastamento de Temer está criando problemas para o Planalto. Há casos em que mais de um partido reivindica a nomeação para o mesmo posto.

É meu O comando da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) foi reivindicado pelo PP e também por aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). O segundo grupo levou a melhor.

Livre estou Passada a votação da denúncia, o Planalto vai intensificar a agenda de viagens de Temer. Na sexta (11), o presidente recebeu a confirmação de sua visita de Estado a Pequim, em 1º de setembro, antes do Brics. No sábado (19), o presidente entrega casas em Macapá (AP).


Gratidão Michel Temer mantém o hábito de incluir parlamentares nas comitivas.

Santo é de barro Líderes do centrão contrários à adoção do distritão vão investir no discurso de que há “açodamento” no debate da reforma política para tentar impedir o avanço da proposta.

Os últimos serão… Aos que ainda acreditam na possibilidade de o sistema ser aprovado em plenário, deputados do grupo dizem que basta fazer a conta: hoje, parlamentares eleitos pelo coeficiente eleitoral representam 20% da Câmara.

… os primeiros De acordo com esse discurso, são eles, cerca de cem parlamentares, os donos dos votos que vão derrotar a mudança do sistema eleitoral.

Na sua cara O deputado Eduardo Bolsonaro (PSC-SP), filho de Jair Bolsonaro, postou neste domingo (13) foto em que exibe uma camiseta com os dizeres: “machistas não passarão”. Tratava-se de uma ironia. A mensagem era ilustrada com a imagem de uma mulher debruçada sobre uma tábua de passar.

Raio x Às vésperas de assumir o comando do MPF, Raquel Dodge pediu à equipe de Rodrigo Janot relatórios detalhados sobre todas as áreas da procuradoria.

Menos O Sindicato dos Agentes Fiscais de Rendas do Estado de SP foi à Justiça para tentar derrubar em definitivo ação da Secretaria de Fazenda em que integrantes da categoria participavam de blitzes pelo Estado, ao lado da Polícia Militar.

No laço Pelo projeto da Sefaz, os agentes deveriam abordar motoristas para tentar convencer os que estivessem com IPVA atrasado a aderir ao Programa de Parcelamento de Dívidas.

Ajustar a mira A entidade alega que houve desvio de função e prega a realocação de esforços na fiscalização das grandes empresas.


TIROTEIO

O MST vai escoltar Lula na caravana. Lembra Mick Jagger em Altamont, quando os Hells Angels fizeram segurança dos Rolling Stones!

DO EX-SENADOR DELCÍDIO DO AMARAL, ironizando a estrutura montada para o giro que Luiz Inácio Lula da Silva fará pelos Estados da região Nordeste.


CONTRAPONTO

Piada pronta

Durante discussão da reforma política na Câmara, na semana passada, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), lembrou que a proposta do distritão foi apresentada, originalmente, pelo ex-presidente da Casa, o ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

— Por isso, caros colegas, vou chamá-la de “cunhão”.

Seu colega de partido, Chico Alencar (PSOL-RJ) embarcou na provocação e concluiu:

— Melhor chamá-la de ‘detritão’. E aproveito para sugerir aos defensores do Fundo de Financiamento da Democracia, dos absurdos R$ 3,6 bilhões, que deixem de lado a sigla, Fude, pois certamente será alvo de chacota…