Grupo de artistas anti-Temer pede encontro com Rodrigo Janot às vésperas de votação da denúncia

Por Painel

Luz, câmera, ação O grupo de artistas que encabeça o movimento “342 agora” quer se reunir com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Eles pressionam deputados a votarem pela aprovação da denúncia contra Michel Temer e pretendem demonstrar apoio à atuação do Ministério Público. Interlocutores da trupe procuraram assessores da PGR pedindo o encontro — a ideia é fazer o ato antes de 2 de agosto, data em que está marcada a votação da primeira ação contra o presidente na Câmara.

Grão em grão Em meio ao recesso, a pressão dos artistas sobre os deputados continuou. Eles conseguiram mais três declarações de apoio à denúncia em uma semana. 207 parlamentares dizem ser a favor da investigação contra Michel Temer.

Vai que vira Auxiliares do presidente afirmam que, às vésperas da possível vitória do peemedebista na votação da denúncia, Joesley Batista “tenta se vitimizar”, mas seu discurso “soa falso”.

Menos um Preso em Brasília e em meio às negociações de sua delação, o operador Lúcio Funaro conseguiu o arquivamento na Justiça de São Paulo de um inquérito por furto de documentos e extorsão contra a Schahin.

Prescreveu Em fevereiro de 2009, Funaro foi indiciado, mas o caso hibernou e foi encerrado sem que o Ministério Público tenha sequer apresentado a denúncia. A empresa vai recorrer.

Peneira Quem teve acesso à delação de Marcos Valério aponta uma lista de inconsistências e lembra que, no último rascunho que ele apresentou ao Ministério Público de Minas, atribuiu crimes a políticos que morreram antes dos fatos que narrava terem supostamente ocorrido.

Novo round Os diversos atores que compõem o universo jurídico se preparam para forte embate em torno do projeto que criminaliza a violação de direitos ou prerrogativas de advogados por juízes, promotores e delegados. A proposta deve avançar no Senado na volta do recesso.

Tem que continuar O Banco do Brasil prepara um contrato emergencial de publicidade para que as agências Lew Lara e Master Comunicação, que atendem a instituição atualmente, continuem prestando serviço por até seis meses. A medida foi tomada após o BB cancelar licitação cujo nome da vencedora foi antecipado à Folha.

Segunda chamada O contrato emergencial ainda tem de passar pelo conselho do banco. Até setembro, o BB vai lançar novo edital, agora mais rigoroso, para contratar as empresas que vão tocar sua publicidade.

Volume morto Questionados a respeito do possível impacto do aumento de impostos sobre o preço do combustível na popularidade de Michel Temer, aliados foram pragmáticos e reconheceram que os índices do peemedebista são tão ruins que seria difícil baixá-los ainda mais.

A sete chaves O plano emergencial de segurança para o Rio de Janeiro não foi detalhado pelo ministro da Defesa, Raul Jungmann, nem ao governo do Estado, na tentativa de evitar vazamentos.

Ao ataque Aliados de Lula aconselham a defesa do petista a explorar trecho da sentença em que o juiz Sergio Moro diz que “jamais afirmou” que os “valores obtidos pela Construtora OAS nos contratos com a Petrobras foram utilizados para pagamento da vantagem indevida para o ex-presidente”.

CEP Conselheiros de Lula lembram que o processo só foi distribuído para o juiz de Curitiba porque, na ocasião, prevaleceu a tese de que havia vínculo entre o caso e os desvios na Petrobras.

Relembrar é viver Promotores que iniciaram a investigação em São Paulo travaram uma luta para que as investigações sobre o tríplex ficassem sob sua jurisdição.


TIROTEIO

Um misturador de vozes só é necessário para quem se mistura com corruptos e faz negociatas ao pé do ouvido, na madrugada.

DO DEPUTADO CHICO ALENCAR (PSOL-RJ), sobre o presidente Michel Temer ter instalado um misturador de voz em seu gabinete para evitar novas gravações.


CONTRAPONTO

Agora aguenta!

O presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Cauê Macris (PSDB), sentiu de perto o resultado de uma iniciativa que tomou ao assumir o comando da Casa: conduzir as sessões da bancada inferior do plenário, no mesmo patamar que os demais deputados.

No dia 27 de junho, Macris tentava encaminhar a votação de um projeto sobre o Fundo de Previdência Paulista.

Numa medida extrema de protesto, Ênio Tatto (PT) pulou sobre a mesa dele, retirando seu microfone. Diante da cena, Campos Machado (PTB) comentou:

— Nunca concordei de ele trazer a presidência para baixo, mas ele queria o calor das sessões…