Governo identifica risco de participação de black blocs nos atos de greve geral em cinco capitais

Por Painel

Alerta máximo A equipe de inteligência do governo federal identificou risco de participação de black blocs nos atos da greve geral desta sexta (28) em ao menos cinco capitais: São Paulo, Rio, Brasília, Porto Alegre e Fortaleza. As equipes de segurança locais foram avisadas e o Planalto já trabalha com a possibilidade de haver conflito. Auxiliares do presidente Michel Temer dizem que houve uma radicalização no discurso de convocação para as manifestações após a aprovação da reforma trabalhista.

Front O governo também diz que há estratégia para posicionar estudantes menores de 18 anos à frente dos movimentos para constranger a ação das polícias militares.

Aqui está fechado Embora o presidente do TST, Ives Gandra Filho, tenha determinado que a Justiça do Trabalho funcionasse normalmente nesta sexta, os tribunais regionais de Minas e da Bahia suspenderam expediente.

Não vai parar Contrariado com a aprovação na Câmara do fim do imposto sindical, o deputado Paulinho da Força (SD-SP) trabalha para convocar outra greve geral para o dia da votação da reforma da Previdência na Casa.

Tente outra vez A ideia é mostrar força com os atos desta sexta e ganhar “margem de negociação” com o presidente Michel Temer para tentar reaver a contribuição.

No braço Dirigente da Força Sindical, Paulinho estará às 3h da manhã em uma garagem de ônibus da zona sul de São Paulo para impedir que os veículos saiam.

Ganhar perdendo Senadores foram ao encontro de Renan Calheiros (PMDB-AL) na madrugada de quarta-feira (26) para convencê-lo a flexibilizar o texto que pune o abuso de autoridade.

Teve volta O troco foi dado com a votação no Senado do fim do foro privilegiado para todos, exceto chefes de poderes. Parlamentares dizem aguardar a reação de ministros do STF que, com isso, também poderão ser alvos de ações da primeira instância.

Sem saída Assim como fez nesta semana, quando a Câmara aprovou a reforma trabalhista, o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai proibir viagens oficiais de deputados no período em que há previsão de votação da reforma da Previdência.

Cara a tapa A manobra é para evitar que possíveis deputados infiéis se “escondam” em outros países. Aliados com viagens marcadas estão sendo orientados a remarcar compromissos.

Tá fora O governo dedicou boa parte da tarde desta quinta-feira (27) à tarefa de definir exonerações de indicados por parlamentares que foram infiéis na votação da reforma trabalhista. Ato contínuo, o Planalto premiou com mais cargos quem se manteve firme na base aliada.

Com lupa O presidente Michel Temer não foi o único a analisar detidamente os resultados da votação da reforma. A CNI (Confederação Nacional da Indústria), que defendia a proposta, produziu um relatório de 17 páginas sobre a sessão da Câmara.

Estrelinha A entidade destacou a fidelidade do DEM, a dissidência de Carlos Eduardo Cadoca — expulso do PDT por ser o único na sigla a votar a favor — além dos nomes do PMDB que não ficaram ao lado de Temer.

Nada demais Procurada, a CNI informou que o relatório é um documento interno para acompanhamento de projetos em tramitação no Congresso e que a elaboração desses papéis é uma rotina na entidade.

Starboy Servidores da Prefeitura de SP receberam um pote de vitaminas com rótulo “DoriaVit — Especialmente formulado para o trabalhador” dentro de caixa com o slogan do programa Cidade Linda, de João Doria. A assessoria não soube explicar quem pagou a brincadeira.


TIROTEIO

Não querem enxergar a realidade. O trabalho informal cresce a cada ano. A reforma vai permitir que ele tenha cobertura da CLT.

DE ROGÉRIO MARINHO (PSDB-RN), relator da reforma trabalhista na Câmara, rebatendo as críticas de que trabalhadores perderão direitos garantidos por lei.


CONTRAPONTO

Multitarefas

Em determinado momento do depoimento de Léo Pinheiro a Sergio Moro, no dia 20, o advogado Fernando Fernandes, defensor de Paulo Okamotto, pede que o Ministério Público espere o juiz terminar de ler os termos e volte a se “concentrar” na fala do empresário para seguir com os questionamentos sobre o tríplex.

— Talvez seja melhor vossa excelência se concentrar porque isso influi profundamente na sentença.

— Eu estou ouvindo, doutor, com atenção. Consigo fazer duas coisas ao mesmo tempo — responde, Moro.

— Desculpe, excelência, mas ninguém consegue. Nem vossa excelência nem eu nem ninguém nessa sala.