À espera da lista de Janot, PSDB e PMDB traçam plano para reduzir danos e se diferenciar do PT

Por Painel

Vala comum Deputados e senadores traçam estratégias de redução de danos enquanto aguardam, ansiosos, a abertura dos dados da delação da Odebrecht que resultarão na nova leva de pedidos de inquérito contra políticos. Dizem que a lista de Rodrigo Janot tende a nivelar todo mundo por baixo e que agora só resta buscar o menor dos males. PSDB e PMDB querem convencer que seus pecados estão restritos ao caixa dois e vão tratar o PT como “a única sigla que tem o CNPJ em apuração criminal”.

Bom para ele Tanto petistas como tucanos e peemedebistas concordam que o ambiente de descrença generalizada nos políticos abre espaço para o PT rebater qualquer ação mais dura contra Lula com o discurso de que o ex-presidente é alvo de perseguição por parte de Sergio Moro.

Resta um A tese a ser explorada é seguinte: se as delações da Lava Jato agora mostram que todos estavam envolvidos em malfeitos, porque somente o ex-presidente sofrerá consequências?

Campeão Entre os mais de cem políticos implicados nas delações da Odebrecht, o que mais recebeu propinas, segundo os depoimentos, foi o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB).

Baile… Deputados, senadores, assessores da Presidência e advogados se reuniram em peso, neste sábado (11), na Paraíba, para a comemoração do casamento de Hugo Motta (PMDB-PB). Entre uma música e outra do cantor Latino, conversas ao pé do ouvido sobre o desenrolar da Lava Jato.

…da Ilha Fiscal Os parlamentares questionavam até onde a operação irá e, principalmente, quanto tempo para chegar ao fim. A média de apostas ficou entre mais seis a oito anos até um desfecho.

Fixação O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu deputados, senadores e ministros em almoço neste domingo (12) para celebrar o aniversário de Aécio Neves (PSDB-MG). Renan Calheiros (PMDB-AL) aproveitou a audiência para reclamar, de novo, do governo e de Eduardo Cunha.

Carcereiro O alagoano disse, em tom de deboche, que vai escalar um advogado e enviar representação a Sergio Moro cobrando maior rigor na autorização de visitas a Cunha. “Quem for deve ser proibido de vir depois a Brasília chantagear o presidente”.

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