Apoio da base a emenda que desfigura reforma da Previdência indica dificuldades para o Planalto

Por Painel

Entre nós A base de Michel Temer tem dado mostras de que vai esticar a corda na reforma da Previdência. Capitaneada por Paulinho da Força (SD-SP), uma das principais emendas que serão apresentadas ao texto — que desfigura o projeto do Planalto e flexibiliza a regra de transição — recebeu apoio de importantes partidos aliados do governo. Mais da metade da bancada do DEM e cerca de um quinto dos deputados do PMDB endossaram a proposta. No centrão, PP, PR e PTB assinaram em peso.

Aqui é fiel Mais disciplinado, o PSDB fez que deu de ombros. Nem dez tucanos foram favoráveis à emenda.

Teus sinais Embora isso não queira dizer que os deputados aprovarão a flexibilização, a simpatia da base à proposta é um termômetro de que o governo terá dificuldades para aprovar a reforma.

Muita calma Diferentemente do que aconteceu na votação do teto de gastos públicos, os dirigentes partidários estão menos propensos a fechar questão e obrigar seus deputados a votar pela reforma da Previdência.

Futuro nebuloso Como quem não quer nada, um ministro de Temer decidiu desenhar um cenário de como ficaria o país se não passarem as mudanças na Previdência. Comparou ao estado de calamidade que vive o Rio hoje.

Nem aí A despeito das manifestações do governo de que quer reajustar a tabela do Imposto de Renda, o Planalto ainda não respondeu pleito da OAB sobre o tema.

Cadê? A ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) vai acionar o TCU e o Ministério Público para tentar reaver do Sebrae R$ 70 milhões dos recursos de contribuições sociais que diz ter sido repassados à instituição por erros de cálculo.

Com lupa A agência deve pedir uma auditoria nas contas do Sebrae desde 2005, quando teria começado o erro.

Vamos conversar Osmar Terra procurou o colega de Esplanada Mendonça Filho. Sugeriu a criação de um Pronatec voltado às mães do Bolsa Família. Ficaram de formalizar um projeto até março.

Mestre Investigadores da Lava Jato que acompanham com afinco as operações classificam o método de atuação de Sérgio Cabral como um dos mais ousados do circuito.

Com ele que eu vou Se a candidatura de Lula ao Planalto em 2018 se inviabilizar por conta da Lava Jato, já há quem defenda que o PT apoie Ciro Gomes (PDT) e coloque o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, na vice.

Vamos lá Um dos entusiastas da ideia é o governador Camilo Santana (CE).

No páreo Caso Lula desista mesmo de assumir o comando do PT, o grupo mais próximo ao ex-presidente trabalha para que Márcio Macêdo, hoje tesoureiro da sigla, concorra ao posto com o senador Lindbergh Farias.

Reflexos A candidatura de Lindbergh à presidência do PT, aliás, tem estimulado os nomes mais à esquerda da sigla a entrarem nas disputas regionais. No diretório municipal de SP, onde Paulo Fiorilo seria reconduzido, Juliana Cardoso deve concorrer.

Do sofá Passada a turbulência da crise prisional, o governo amazonense prepara uma pauta positiva. Lançará um aplicativo para celular com os serviços oferecidos pelo Estado: o “Amazonas na Palma da Mão”, desenvolvido pela CA Technologies.

Ponta do lápis O governador José Melo (PROS) investirá no projeto R$ 5 milhões em 36 meses. A projeção é que em 1 ano e meio o Estado veja a economia nos cofres.

Passa lá? Após apagar incêndio no Norte com a crise nos presídios, no Espírito Santo com o motim de policiais e com a insegurança no Rio, militares brincam que agora são o “Posto Ipiranga”.


TIROTEIO

Talvez João Doria precise, agora, tirar a roupa de gari, parar de fingir que está limpando a cidade e virar prefeito de fato.

DE PAULO FIORILO, presidente municipal do PT de São Paulo, sobre a varrição de rua na capital paulista ter recuado no primeiro mês da gestão tucana.


CONTRAPONTO

Devagar com o andor…

Presidindo a sessão do Senado na quarta-feira (15), Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) resolveu jogar água no entusiasmo dos petistas que se revezavam nos microfones do plenário para falar sobre a dianteira de Lula na pesquisa CNT/MDA para a eleição presidencial de 2018.

— Tenho o maior apreço pelo presidente Lula, mas eleição ganha por antecipação não existe!

E emendou um exemplo:

— Eu era o grande favorito na última eleição que disputei para governador. Aí resolveram dizer: “Garibaldi é um governador de férias”. O cenário mudou e cá estou de férias até hoje — disse, aos risos.