Para contrapor Lava Jato e consolidar candidatura para 2018, PT aumenta exposição de Lula na TV

Por Painel

Virar a página Com a intenção de consolidar o nome de Lula para 2018 e fazer frente à série de acusações que o atingem, o PT determinou a seus diretórios estaduais que usem a imagem do ex-presidente nas propagandas de TV durante todo o primeiro semestre. Quer, com isso, chegar ao congresso da sigla, em junho, com sua candidatura ao Planalto construída. Em conversas com conselheiros, o petista tem dito que precisa de um discurso que fale mais do futuro e não fique preso às “velhas teses”.

Em questão Lula já disse que o PT deve usar seu congresso, em junho, para “discutir com profundidade” os erros internos para que o partido “volte a despertar esperança de um país melhor”.

Cadeira vazia Recentemente, o petista disse que se o PT “recuperar o exemplo de ética que foi neste país, recupera com muita facilidade a credibilidade que conquistamos”. “É verdade que decrescemos, mas ninguém ocupou o espaço que a gente deixou.”

De volta ao passado Em relatório, a consultoria Eurasia diz acreditar que, em março ou abril, Herman Benjamin, do TSE, recomendará a cassação da chapa Dilma-Temer, mas que há apenas 20% de chances de o peemedebista não terminar seu mandato.

Debutante Antonio Imbassahy, o ministro da articulação política, faz nesta segunda (20) sua estreia na Câmara na nova função. Vai à reunião com líderes para discutir o encaminhamento das reformas de Michel Temer.

Espuma Na semana passada, no entanto, o ministro já tinha voltado ao Congresso — mas para cortar o cabelo no Senado. Um deputado que precisava despachar com o tucano descobriu a visita e, para aproveitar, decidiu ir ao barbeiro no mesmo horário.

Lição de casa De posse das 15 medidas de estímulo à economia desenhadas pelo Conselhão, Temer e Eliseu Padilha (Casa Civil) farão um “intensivão” até o início de março, quando dirão ao grupo quais das ideias devem prosperar no governo.

Nem vem A cúpula da PF rechaça o nome de José Bonifácio de Andrada, vice-procurador-geral da República, para a pasta da Justiça. A passagem de Eugênio Aragão, também procurador, não agradou. A indicação de Andrada sofreria muita resistência.

Tu mesmo Em uma escolha hipotética que envolvesse apenas ele e o deputado Rodrigo Pacheco, a cúpula da PF preferiria o peemedebista.

Bloco na rua Em conversas recentes com governadores, Temer tem demonstrado grande preocupação com o risco de greve de policiais durante o feriado de Carnaval.

Atravessou o samba A avaliação do governo é que um episódio como o do Espírito Santo em um Estado como o Rio de Janeiro teria consequências mais graves ao país.

Raio-X Depois do massacre no presídio Anísio Jobim, em Manaus, o governo do Amazonas trabalha na implementação de uma tecnologia de reconhecimento facial e biométrico de todos os presos do Estado. O projeto está sob o comando da Prodam.

Guerra fria O governo ainda não chegou a um consenso interno sobre a medida provisória para estimular o setor do turismo. O principal impasse é sobre a liberação da exigência de vistos para americanos entrarem no país.

Sem diplomacia O Planalto pensa na injeção de recursos no país. O Itamaraty quer reciprocidade com a condição imposta pelos Estados Unidos aos brasileiros.

No detalhe Os diplomatas, aliás, passarão a receber cursos sobre o universo dos pequenos negócios no Brasil, sob comando do Sebrae. A ideia é impulsionar a participação das micro e pequenas empresas nas exportações.

Folha, 96 A Folha completa hoje 96 anos.


TIROTEIO

Tenho certeza de que viveremos na saúde até 2018, mas é bom que o PSDB saiba que o casamento vale na saúde e na doença.

DO DEPUTADO BALEIA ROSSI (PMDB-SP), líder da bancada, sobre a participação de nomes tucanos no ‘coração’ do governo do peemedebista Michel Temer.


CONTRAPONTO

Gestão detox

Durante o evento de entrega do restauro de fachadas do Museu Catavento, na sexta-feira (17), o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), interrompeu seu discurso para comentar a silhueta do vice-prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).

Ao microfone, Alckmin mencionou que Covas já tinha apertado dois buracos no cinto. Em seguida, emendou uma teoria para explicar o emagrecimento do correligionário, citando as longas jornadas de trabalho na gestão de João Doria (PSDB), workaholic orgulhoso:

— Bruno está no spa João Doria: entrando às 6h, saindo de madrugada, sem almoço nem janta.