Presidente do TSE, Gilmar Mendes vai estimular Congresso a rever sistema eleitoral do Brasil

Por Painel

Junta tudo e joga fora O TSE fará em fevereiro um seminário para analisar sistemas eleitorais mundo afora. Presidente da corte, o ministro Gilmar Mendes quer discutir não só o financiamento de campanhas, mas como os candidatos serão eleitos em 2018. O objetivo é influenciar a aprovação de um novo modelo até setembro para que o próximo escrutínio ocorra dentro de melhores regras. “Ou o problema das doações ficará mais grave, porque será briga de elefantes — eleição de governadores e presidente.”

Xerife Caciques de alguns dos maiores partidos articulam restabelecer a doação empresarial, mas com limite de repasses. Transferências com CNPJ cairiam em um fundo controlado pelo TSE, e não nas contas de comitês financeiros das campanhas.

A pão e água “Você imagina uma eleição presidencial usando dinheiro do Orçamento? Serão 30 mil candidatos em 2018. Não se sustenta a ideia de financiamento público”, afirma Mendes.
Privatização As negociações para a delação premiada do lobista Adir Assad seguem em ritmo acelerado. Aos investigadores, ele já disse estar disposto a entregar cerca de duas dúzias de empresas.

Foi e voltou Assad foi condenado na Lava Jato por lavagem de dinheiro e cumpria prisão domiciliar quando foi alvo de nova operação em junho deste ano. Desde então, está preso em Curitiba.

Longo prazo Romero Jucá fez acordo para ser o candidato do PMDB a presidente do Senado em fevereiro de 2019.

O grande Interlocutores ouviram do senador que comandar a Casa durante a primeira metade do mandato do presidente da República que será eleito em 2018 será politicamente mais importante do que dirigir a instituição agora, nos anos Temer, em que já goza de vasta influência.

Chega mais Depois de eleger quatro vereadores em sua primeira disputa eleitoral, o Partido Novo lança um aplicativo de celular para tentar atrair novos eleitores.

Coisa de gestor A sigla neófita também decidiu criar uma nova estrutura de administração, similar à organização de uma grande empresa. João Dionisio Amoêdo segue na presidência, mas o dia a dia da legenda será tocado por um CEO — posto que será assumido por Cesar Franco.

Sem papo furado Pesquisas qualitativas feitas por agências de comunicação mostram que o pavio do paulistano está curtíssimo e que a lua de mel do eleitorado com João Doria pode ser curta.

Não me toque Doria não deixou ninguém colocar as mãos em seu discurso de posse. Fez sozinho o roteiro de sua exposição inaugural. O tucano promete falar por 20 minutos e improvisar muito.

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Toque de despertar O jeitão controlador do novo prefeito voltou a atacar. Doria acionou um serviço de “wake up call” para acordar seus secretários e auxiliares às 4h30 da manhã de segunda (2).

Cuco-cuco Serão 33 ligações para garantir que todos estejam, pontualmente, às 6h na praça 14 Bis, onde o tucano lança o Cidade Linda.

Roda, roda Na minirreforma que Geraldo Alckmin deve fazer no início do ano em seu secretariado, Floriano Pesaro deixará o Desenvolvimento Social para reassumir seu mandato na Câmara Federal. O governador quer Mario Covas Neto na pasta.

Vai que é sua Alckmin também nomeará José Luiz Penna, presidente nacional do PV, para a Secretaria de Cultura. A pasta está prometida ao partido desde junho, quando os verdes fecharam apoio a João Doria na disputa pela Prefeitura de São Paulo.

Finjo bem Para evitar mais acusações de uso da máquina estadual para favorecer a candidatura do afilhado político, Alckmin postergou a nomeação de Penna.


TIROTEIO

Um homem inteligente como ele tem a obrigação de fazer um bom governo em SP para poder se credenciar para outros cargos.

DO DEPUTADO PAULO MALUF (PP), sobre a gestão de João Doria na Prefeitura de SP e a já aventada possibilidade de o tucano disputar o governo estadual em 2018.


CONTRAPONTO

Não está sendo fácil viver assim

Trinta anos depois de estourar com “Qualquer Jeito”, cujo refrão “Não está sendo fácil” virou hit, a cantora conhecida pelos fãs como Kátia Cega foi entrevistada pelo jornal “O Estado de Minas”, que quis saber para quais políticos ela daria os selos de “fácil” e “difícil”.

— Ah, não me sinto à vontade para falar…

— Michel Temer. O que acha dele?

— Nenhuma opinião.

— Dilma?

— Essa foi muito difícil.

— PEC do teto de gastos?

— Complicado. Fácil também não está.