Ministério da Justiça quer efetivo com 7.000 homens em Plano Nacional de Segurança

Por Painel

Não agradou O Plano Nacional de Segurança Pública elaborado pelo Ministério da Justiça só vai nascer em 2017, mas já é frontalmente criticado por especialistas da área que tiveram acesso a seu conteúdo. O governo cogita permitir, via medida provisória, que os recursos do Fundo Penitenciário Nacional, destinados a prisões, sejam alocados no plano — calculado em R$ 2,3 bilhões pelos próximos anos. Com o projeto, a Força Nacional passaria a ter efetivo permanente de 7.000 homens — hoje são 1.000.

Voo solo Gongado por diversas organizações de segurança pública, o plano foi considerado “fraco” na prevenção à criminalidade de jovens e falho por não propor ações conjuntas com outros ministérios do governo.

Não legalize já O Ministério da Justiça traz a ambiciosa meta de erradicar a comercialização de maconha na América do Sul.

Na janelinha O Planalto está a bordo da decisão da Anac de permitir que as empresas aéreas cobrem uma taxa pelo serviço de despachar bagagens em voos nacionais.

Última chamada O Ministério dos Transportes pediu à Câmara para convocar uma comissão geral para que a agência possa explicar a proposta aos deputados e não os deixe embarcar na ideia de sustar as normas da Anac, como fizeram os senadores.

Conexão Um dos argumentos é o de que — às vésperas das concessões — a derrubada da decisão de uma agência pode transmitir insegurança a investidores.

Malas prontas Rodrigo Maia (DEM-RJ) está se empenhando pessoalmente para reunir quorum na próxima semana para votar o projeto de auxílio aos Estados e a PEC que desafoga recursos no STJ.

apode1712painell

Run, Forrest Dirigentes do DEM foram pegos de calças curtas com a notícia de que Michel Temer apareceria na festa de fim de ano do partido. Pelo telefone, assessores apressavam os caciques ausentes, conforme a comitiva presidencial se aproximava.

Quem bate? Recém-eleito líder da bancada tucana na Câmara, Ricardo Tripoli (SP) bateu nesta sexta-feira (16) às portas de Geraldo Alckmin.

Juro que acredito Foi tentar apaziguar o clima depois da recondução de Aécio Neves à presidência do PSDB. “Para o governador, já parece coisa do passado”, disse o deputado tucano, à saída.

Agora vai O grupo ligado ao governador paulista diz que, com a recondução do senador mineiro, Alckmin tem de começar desde já a defender e organizar as prévias para escolher quem representará o partido na disputa pela sucessão de Temer em 2018.

Vai ou racha Embora admita que a disputa interna não será fácil, a ala alckmista diz que falar nas prévias o quanto antes é “fundamental” para o governador se fortalecer. “Ou é isso ou ele terá de seguir outro caminho partidário”, diz um tucano de SP.

Deu mole Na articulação de aliados de Aécio, dois pontos principais contrariam o entorno de Alckmin: a recondução não estar na pauta oficial enviada à Executiva Nacional e a reunião ter sido convocada a toque de caixa.

Resistir Para deixar a insatisfação ainda mais clara, tucanos paulistas passaram a defender que a direção estadual do partido não siga o entendimento nacional e que se convoque nova eleição para o comando do PSDB em SP.

Cartão de visita Movimentos de esquerda organizam a primeira manifestação contra a futura gestão do tucano João Doria em São Paulo. Será no dia 25 de janeiro, data do aniversário da cidade.

Junto e misturado O ato é articulado pela Central de Movimentos Populares e deve reunir grupos de moradia, saúde, juventude, ambulantes, direitos humanos, idosos e associações de moradores.


TIROTEIO

Não foi derrota de Geraldo Alckmin. O candidato do PSDB será quem tiver melhor condição de vencer a eleição presidencial.

DO SENADOR AÉCIO NEVES (PSDB-MG), presidente nacional do partido, sobre a reação de alckmistas contra a sua recondução ao comando da sigla.


CONTRAPONTO

O freguês tem sempre razão

À saída da aprovação da PEC do teto, na quarta-feira (14), Romero Jucá (RR), líder do governo no Congresso, e Humberto Costa (PE), líder do PT no Senado, esperavam o tucano Paulo Bauer (SC) acabar sua entrevista para falar aos jornalistas.

Divididos por um verdadeiro muro de repórteres, o peemedebista e o petista não estavam se vendo. Quando o líder do PSDB acabou a fala, os dois rivais se dirigiram ao púlpito ao mesmo tempo.

Percebendo o desencontro, Jucá então cedeu a vez a Costa, não sem antes provocar:

— Serei cavalheiro. Vou deixar os derrotados falarem primeiro.