Apesar de rebelião, cúpulas de partidos do centrão já veem como positiva candidatura de Maia

Por Painel

Todos por um A decisão de deputados do centrão de ir ao Supremo Tribunal Federal para impedir a reeleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à presidência da Câmara contrasta com a posição da cúpula de partidos do bloco. Reservadamente, dirigentes e ministros de algumas das siglas — que compõem as alas das legendas mais próximas do Planalto — tratam a recondução do deputado como a melhor saída para a Casa. Se houver viabilidade jurídica, defendem uma candidatura única da base de Temer.

Na fé Nas mãos do PC do B, a relatoria da consulta sobre a possibilidade de Maia ser reconduzido ao posto agradou a aliados do presidente. O partido foi um dos principais responsáveis por sua vitória em julho deste ano.

Para inglês ver O adiamento da instalação da comissão especial da Previdência na Câmara teve efeito mais simbólico que prático. O governo contabilizou perda de poucas sessões em relação ao cronograma original.

Ajudinha A medida da gestão Temer para estimular a venda de ativos de empresas em dificuldade sem que o comprador adquira as dívidas de quem vendeu foi “inspirada” em um caso concreto.

Segunda intenção Embora atinja qualquer empresa em dificuldade, a iniciativa foi tomada para ajudar a OAS após um fundo de investimento canadense manifestar interesse em ativos da empreiteira alvo da Lava Jato.

Ufa Parte da Lava Jato respirou aliviada com a decisão do ministro Teori Zavascki de encaminhar para o plenário do Supremo Tribunal Federal decisão que poderia beneficiar Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Sobe o sarrafo Para procuradores, havia o risco de a maioria dos integrantes da Segunda Turma do STF — que reúne apenas 5 dos 11 ministros da corte — soltar o ex-deputado, medida considerada mais difícil de ser determinada pelo total de ministros.

Ganhou estrelinha Sérgio Cabral já conquistou fama de “bom moço” entre os carcereiros da PF em Curitiba. Os agentes andam elogiando a disciplina e a boa educação do ex-governador do Rio.

Delator, eu? No Paraná, Cabral contratou a advogada Alessi Brandão, que fez a delação de Nestor Cerveró e atua nas negociações de João Santana e Mônica Moura.

Me dê asas Geraldo Alckmin se referiu à prorrogação do mandato de Aécio Neves na presidência do PSDB como uma “expulsão branca” — a recondução do senador seria uma forma de forçar o governador paulista a deixar o ninho tucano rumo ao PSB.

Truco Aecistas duvidam que Alckmin abandone o partido para entrar em outro tão ou mais dividido que o PSDB.

Deu ruim Aliado do governador, Silvio Torres propôs que o mandato de Aécio fosse prorrogado por mais um ano a partir de agora — evitando que o senador chegasse a 2018 no comando do partido. Ninguém topou.

Contando as moedas A crise financeira levou o governo a cobrar até por download de arquivos. O Carf passou a taxar a liberação de cópias digitais de processos administrativos em pendrives — e não apenas por cópias em papel, como de costume.

É de ouro? A OAB entregou uma reclamação ao presidente do órgão, Rodrigo Pôssas. Alega violação de prerrogativas na defesa de contribuintes. Um advogado disse ter desembolsado R$ 2.000 com a cópia de um processo.

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Diga aonde você vai João Doria convocou todo o seu secretariado a se vestir de gari no dia 2 de janeiro para varrer as ruas de São Paulo.

Visita à Folha Raul Jungmann (PPS), ministro da Defesa, visitou a Folha nesta quinta (15). Estava acompanhado de Roberto Cordeiro, chefe da assessoria de comunicação social do ministério.


 

TIROTEIO

Após Luiz Fux baixar o AI-5 pós-moderno, o Brasil se prepara para a nova versão da Emenda Constitucional nº 1, de 1969.

DE EUGÊNIO ARAGÃO, relacionando a decisão do magistrado de devolver o pacote anticorrupção à Câmara à proposta de deputados de criar uma nova Constituinte.


CONTRAPONTO

Stand-up

O deputado Silvio Costa (PT do B-PE) não descansa um dia sem que suba à tribuna da Câmara para provocar Michel Temer e seu governo. Começou a fazer piadas com o número 43, exatamente a marca de citações feitas ao presidente da República na delação premiada de Cláudio Melo Filho, ex-executivo da Odebrecht que apontou doações ilegais para a cúpula do PMDB.

— Padilha já foi ao gabinete presidencial 43 vezes. Temer, se pudesse, demiti-lo-ia — alfinetou Costa, usando e abusando de mesóclises.

— Outro dia, Temer pediu uma bebida ao garçom, que trouxe o licor 43. Quase foi demitido.