Cronograma otimista do governo prevê aprovação da reforma da Previdência só em meados de 2017

Por Painel

Na ponta do lápis O cronograma otimista do governo só prevê a aprovação da reforma da Previdência na Câmara no fim do primeiro semestre de 2017. O Planalto avalia que, dada a sensibilidade do tema, não tem condições de “tratorar” o Legislativo. Em um cenário sem novos percalços, quer votar o relatório inicial e instalar a comissão especial até o fim do ano. Depois, seriam cerca de 30 sessões para que o texto chegasse ao plenário no fim de maio e seguisse da Casa para o Senado apenas no meio de junho.

Água na fervura Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) tenta distensionar o ambiente após o centrão reagir à decisão do Planalto de nomear Antônio Imbassahy na articulação política.

Um por todos “O governo precisa da base toda e não só de parte dela. Imbassahy tem experiência suficiente para trabalhar com todos”, disse.

Sai do muro O senador Aécio Neves foi visto dizendo que a nomeação de Imbassahy deixaria para trás qualquer ideia de ambiguidade do PSDB em relação ao governo.

Meu Goebbles Moreira Franco ganhou a queda de braço com Eliseu Padilha (Casa Civil). Hoje é ele quem toca a comunicação institucional do governo. São em seu gabinete todas as reuniões com as agências de publicidade que atendem o Planalto.

Na cara da sociedade O STF podia ter ido dormir sem a fala de Renan Calheiros de que decisão judicial existe para ser cumprida, avaliaram os próprios aliados do senador.

apode0812painel (1)

Que rei sou eu? Depois de a decisão de Marco Aurélio Mello contra Renan ter sido vista como afronta ao colega Dias Toffoli, criminalistas sugerem que seja criado um Supremo para cada um dos onze ministros da corte.

Só que não Parece há muito tempo. Mas faz só um ano que Temer enviou a ressentida carta a Dilma Rousseff. “Passados estes momentos, tenho certeza de que o país terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais”, escreveu.

Na mesma língua A embaixadora brasileira Maria Luiza Viotti assumirá o posto de chefe de gabinete do novo secretário-geral da ONU, António Guterres, ex-primeiro-ministro de Portugal.

#Agoraéquesãoelas Em 2011, quando Dilma Rousseff buscava uma mulher para o comando do Itamaraty, o nome de Viotti foi cogitado.

Nem para o cheiro O tucano Duarte Nogueira fez uma consulta informal com os 13 deputados de São Paulo sobre quem seria o melhor nome para disputar a liderança do PSDB na Câmara. Ricardo Tripoli levou dez votos e Silvio Torres, apenas três.

Estranho no ninho Convidado por David Uip, secretário de Saúde do governo Geraldo Alckmin, o petista Alexandre Padilha topou nesta quinta (8) integrar o futuro Conselho Superior em Gestão de Saúde da cidade de SP.

Junta médica Presidido por Uip, o conselho reunirá os médicos Raul Cutait (Sírio Libanês), Miguel Srougi (Hospital das Clínicas), Claudio Lottenberg (Einstein) e Ruy Bevilacqua (Beneficência Portuguesa), além de Wilson Pollara, futuro secretário de Saúde de João Doria.

Olha eu aqui O advogado Alberto Toron, que defende o presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo, Fernando Capez (PSDB), nas investigações sobre supostos desvios na merenda escolar, tem trabalhado para voltar ao posto de juiz do TRE paulista.

Contraprova No relatório alternativo que apresentará à CPI da Merenda, o deputado Alencar Braga (PT) rebaterá a afirmação da base de Alckmin de que o esquema não deu prejuízos ao Estado.

Recordar Revisitará auditoria do TCE mostrando que o governo pagou pelo suco de laranja valor 144% maior do que o praticado no mercado.


TIROTEIO

Depois de uma semana que deveria nos dar lições, o governo debocha do Parlamento atropelando a votação da nova Previdência.

DO DEPUTADO TADEU ALENCAR (PSB-PE), sobre o Planalto querer votar no Congresso a reforma nas aposentadorias a toque de caixa.


CONTRAPONTO

Relatividade petista

No livro “À Sombra do Poder”, o jornalista Rodrigo de Almeida, ex-secretário de Imprensa do governo Dilma, descreve o fatídico 2 de dezembro de 2015 — dia em que Eduardo Cunha aceitou o pedido de impeachment. Para demonstrar apoio, a petista convidou aliados para acompanhá-la em um pronunciamento na sede do governo.

Uma secretária desavisada perguntou ao então ministro Jaques Wagner se deveria chamar Michel Temer.

— Não. Deixe o vice-presidente no Jaburu. É muito longe. Não vai dar tempo de ele chegar aqui.

A resposta seria inofensiva, exceto por um detalhe: o Palácio do Jaburu fica a cinco minutos do Planalto.