Projetos em tramitação no Congresso podem diminuir poder de investigação da Receita Federal

Por Painel

Campo de batalha Cinco projetos em tramitação no Congresso podem minar a capacidade investigativa da Receita Federal. Integrantes do órgão apontam uma operação articulada para enfraquecer a Lava Jato na esfera fiscal. Uma das medidas em especial preocupa os auditores: uma proposta no Senado que exige ordem de chefias — indicadas por critérios políticos — para a deflagração de fiscalizações. Se o projeto passar, auditores dizem que terão seu potencial de investigação “sufocado”.

Olhos fechados Há queixas ainda à regulamentação da Lei da Repatriação. Segundo os auditores, ao manter em sigilo os CPFs e CNPJs dos que aderiram ao programa de regularização, a Receita acabou impedindo a possibilidade de investigação desses recursos.

Olha eu aqui À frente do instituto de formação do PSDB, o senador José Aníbal (SP) ficou de levar ao presidente Michel Temer, ao lado de colegas de Senado, propostas de estímulo à economia.

Achei o mordomo A possível simbiose entre PMDB e PSDB agrada a aliados de Temer mais pessimistas com o futuro do governo. “Pelo menos não vão ter como apontar o dedo. E poderemos culpá-los também”, afirma um peemedebista descrente.

Fora de foro O tête-à-tête de Renan Calheiros com Sergio Moro na sessão de quinta-feira (1º) teve um efeito prático: o presidente do Senado se convenceu de que não quer o magistrado paranaense julgando autoridades federais.

Tenho dito Depois da audiência, Renan avisou a líderes de bancadas que não tem pressa alguma de pautar em plenário o projeto que acaba com o foro privilegiado.

Divididos Reunida no domingo (4), a direção nacional do PC do B decidiu que terá um nome da sigla na disputa pela Presidência. É uma reação à fala do presidente do PT, Rui Falcão, de que seu partido não tem plano B e Lula é o candidato para 2018.

Meia volta, volver Dirigentes do PC do B defenderam que “é hora de renovar a esquerda” e colocaram em discussão uma lista com quatro possíveis presidenciáveis.

Lista quádrupla O ex-ministro Aldo Rebelo, o governador do Maranhão, Flávio Dino, e as deputadas federais Jandira Feghali e Luciana Santos são os cotados.

Pêndulo Geraldo Alckmin passou a se aproximar de tucanos que não têm ligação com nenhum de seus possíveis adversários na disputa interna do PSDB por 2018: Aécio Neves e José Serra.

Você é meu No PSDB da Bahia, onde os tucanos normalmente se dividiam entre Antonio Imbassahy, ligado a Aécio, e Jutahy Junior, próximo de Serra, Alckmin grudou em João Gualberto, que preside o partido no Estado.

Chega mais Para turbinar seu futuro arco de alianças, Alckmin avalia a possibilidade de entregar a Secretaria de Transportes ao PR.

Vira, virou Ex-ministro da petista Dilma Rousseff, o vereador Antonio Carlos Rodrigues é cotado para o posto.

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Diz a lenda Na Secretaria da Fazenda de SP, um cofre de 1862 — ano em que a pasta foi criada — alimenta a superstição: o secretário que não depositar ali alguma quantia em dinheiro será amaldiçoado com uma crise financeira.

E agora? Não chegou à Justiça Eleitoral a defesa de Pedro Taques (PSDB) na ação em que Fernando Haddad pede que ele se torne inelegível por oito anos. O petista acusa o governador de MT de ter contratado empresas de João Doria sem licitação.

Na nuvem Os advogados de Haddad já preparam documentos afirmando que Taques não refuta a acusação. A assessoria do governador diz que a defesa rebatendo todos os pontos foi enviada pelos Correios e que a Justiça deve recebê-la em breve.


TIROTEIO

Estão querendo proteger o Temer colocando Renan Calheiros e Rodrigo Maia na frente. Mas os três são sócios.

DO SENADOR LINDBERGH FARIAS (PT-RJ), sobre os presidentes do Senado e da Câmara terem sido os principais alvos dos protestos de domingo (4) no país.


CONTRAPONTO

Quem é ele? Quem sabe o nome dele?

Em entrevista ao portal do Instituto Teotônio Vilela, do PSDB, a socióloga Fátima Pacheco falava sobre a baixa representação feminina nos Poderes Executivo e Legislativo e atribuía a ausência de mulheres na política ao que chamou de “disfunção partidária”.

— Os partidos não representam a sociedade contemporânea e os eleitores não se sentem representados.

A socióloga apresenta, então, o resultado de um estudo sobre como a população vê o político brasileiro:

— Ele é branco, homem, mais velho, tem cabelos grisalhos, tem família, tem filhos e… uma amante!

— E isso não é piada, não! É pesquisa — emendou.