Ex-ministro da Cultura, Marcelo Calero presta depoimento à Polícia Federal sobre caso Geddel

Por Painel

Mudou de patamar O ex-ministro Marcelo Calero prestou depoimento à Polícia Federal sobre as acusações, feitas em entrevista à Folha, de que Geddel Vieira Lima (Governo) usou o cargo para pressioná-lo a liberar a construção de um empreendimento imobiliário em Salvador. Até então, o caso estava restrito à Comissão de Ética da Presidência, que viu indícios de conflito de interesse na atuação do articulador político de Michel Temer. Procurado, Calero disse que não falaria com a imprensa.

Com licença Temer, por pouco, não arrumou mais um problema com a Comissão de Ética. Roberto Freire, o novo titular da Cultura, é presidente do PPS. O acúmulo dos cargos contraria o colegiado.

Pode passar Em 2007, a comissão chegou a ver “falta grave” de Carlos Lupi, que manteve a dupla função. Freire informou ter pedido licença do partido já na terça (22).

A galope Depois de trabalhar para incluir nas dez medidas contra a corrupção a anistia ao caixa dois e o crime de responsabilidade para procuradores e magistrados, congressistas já se preparam para o troco da Lava Jato.

Ação e reação A força-tarefa nunca perdoou tentativas de cercear a operação ou aliviar a vida dos políticos. Desta vez não deve ser diferente.

Ano que não acabou Figurões do mercado financeiro ficaram alarmados com a notícia da assinatura da delação da Odebrecht. Pelo cronograma, as operações que resultarão do acordo, se homologado, seriam deflagradas no primeiro semestre de 2017.

Encavalou O cenário conturbado coincidiria com a tramitação da reforma da Previdência, dificultando a aprovação de mudanças profundas.

Garotinho_Cunha

Parlatório Desafetos declarados, Eduardo Cunha e Anthony Garotinho podem acabar se encontrando em 2017. A Justiça Federal marcou para abril uma audiência de conciliação de uma ação em que o ex-presidente da Câmara acusa o ex-governador de calúnia e difamação.

Plano de metas O prefeito eleito João Doria negocia a atuação de consultorias de gestão nacionais e internacionais em seu governo. O tucano definiu as áreas: educação, saúde e desburocratização de abertura de empresas e emissão de alvarás.

Terceirização As conversas estão avançadas com as consultorias Falconi, McKinsey e Accenture. A ideia é que atuem separadamente. Doria busca empresas e fundações privadas para pagar o serviço dessas instituições.

Fui! A bancada paulistana do PSDB decidiu seguir a orientação de Doria e apoiar Milton Leite (DEM) à presidência da Câmara, sacramentando o rompimento do presidente municipal do partido, Mario Covas Neto, que queria o posto, com novo prefeito.

Águas passadas O futuro secretário de Educação, Alexandre Schneider, publicou nas redes sociais quando Doria foi eleito: “Espero que reveja sua proposta de mudança da velocidade nas vias. Assim como não dê um passo atrás nas ciclovias”.

Pelas tampas Interlocutores contam que Gilmar Mendes está incomodado com a pressão de advogados sobre o TSE. Nas conversas, o ministro cita Cesar Asfor Rocha como autor de investidas para acelerar a análise do processo de cassação do governador José Melo (AM).

Na-na-ni-na-não “Não vou admitir aqui [no TSE] pressões como as que são feitas sobre o STJ”, disse Mendes, segundo relatos. Asfor Rocha, por meio de sua assessoria, negou tais pressões.

Visita à Folha Alcebíades Athayde Junior, presidente da farmacêutica Libbs, visitou a Folha nesta quarta-feira (23). Estava acompanhado de Márcia Martini Bueno, diretora de relações institucionais, e Adélia Chagas, assessora de imprensa.


TIROTEIO

É absolutamente surreal o Congresso decidir pegar carona em uma lei contra a corrupção para aprovar a anistia ao caixa dois.

DO DEPUTADO ALESSANDRO MOLON (REDE-RJ), sobre articulação de deputados para votar a anistia no meio do pacote de medidas de combate à corrupção.


CONTRAPONTO

O romance e a Lei de Acesso à Informação

O ministro da Transparência, Torquato Jardim, esbarrando em Gaudêncio Torquato, consultor político e amigo de Michel Temer, exclamou:

— Oi, xará, dividi com você o título de cupido — disse o Torquato ministro para o Torquato assessor, contando que um grupo de amigos ouviu o presidente da República narrar ter conhecido sua mulher, Marcela, a partir de um e-mail enviado por ela ao escritório de Gaudêncio, anos atrás.

— Meus amigos editaram a fala, cortaram o Gaudêncio e deixaram o Torquato. Fui gozado por ser cupido e por faltar com transparência!