Ministério da Justiça insiste para que Planalto flexibilize controle de armas de fogo no país

Por Painel

Preparar, apontar… O Ministério da Justiça bateu de frente com parte da área técnica do Planalto. A pasta pressiona pela assinatura de um decreto flexibilizando parte do controle de armas de fogo no país. O texto, que já teve avaliação negativa no governo, amplia de três para cinco anos o prazo de validade do certificado de registro de armas — documento que permite a posse em casa ou em empresas — e aumenta o intervalo de avaliações psicológicas de guardas municipais de dois para cinco anos.

Tá tudo bem Na justificativa, o ministério diz que a ampliação dos prazos “terá efeito benéfico para as forças de segurança e também para que os cidadãos possuidores de armas mantenham a regularidade de sua posse”.

Um por todos A decisão do Planalto de manter seu articulador político no cargo não surpreendeu aqueles que conhecem profundamente a relação de Michel Temer com seus três mosqueteiros: Geddel Vieira Lima, Eliseu Padilha e Moreira Franco.

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E todos por um São confidentes há décadas e fazem parte de uma engrenagem que não parece funcionar sem uma das quatro peças. Todos são extremamente leais ao presidente, mas brigam entre si por espaço.

Cada um na sua Geddel, apelidado de “samurai”, pois “briga por 15 minutos sem colocar os pés no chão”, é quem defende os interesses do grupo. Padilha, organizado, é o “gerente”. Moreira Franco, o “estrategista”. “Tirar Geddel significa sacrificar o guerreiro”, diz um amigo de Temer.

Deu ruim Palacianos avaliaram que saiu pela culatra a ideia de parte de líderes da Câmara de entregar em mãos uma carta de desagravo a Geddel. A iniciativa foi minguada e só fez manter o assunto indigesto em alta.

Contra o feiticeiro Adversários avaliam que a prévia do centrão para decidir seu candidato à presidência da Câmara pode desunir o grupo ainda mais. Torcem para que os derrotados se aliem ao DEM e ao PSDB.

Climão Secretário-geral da Força Sindical, João Gonçalves, o Juruna, diz que a fala do publicitário Nizan Guanaes no Conselhão, em defesa da flexibilização de leis trabalhistas e da terceirização “tem cara de ter sido encomendada e muito bem paga”.

Portas abertas Juruna reclamou ao ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) da “falta de espaço aos trabalhadores” no encontro e sugeriu que representantes da CUT e da CTB, centrais que fazem oposição a Temer, estejam no grupo. “Opiniões divergentes precisam ser bem-vindas.”

Curto A Light, fornecedora de energia elétrica do Rio, fará pente-fino em todos os contratos de prestação de serviços durante o período em que Sérgio Cabral governou o Estado. Merecerá atenção especial uma campanha publicitária de R$ 14 milhões feita no mês das eleições de 2014.

Aqui não Geraldo Alckmin trocou a chefia de sua Polícia Ambiental. O coronel Alberto Malfi Sardilli, ex-comandante da Rota, assume o posto. Com a nomeação, o governo paulista adotará o estilo “linha dura” em relação a invasões de parques e áreas de conservação do Estado.

The end Depois de derrubar duas sessões seguidas, a CPI da Merenda se reúne nesta quarta (23) com 44 itens na pauta de discussão. A estratégia é rejeitar os requerimentos de uma só vez — encerrando a investigação do esquema de desvios na alimentação escolar em São Paulo.

Visita à Folha Paulo Cesar de Souza e Silva, presidente da Embraer, visitou a Folha nesta terça (22), a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Jackson Schneider, vice-presidente de defesa e segurança, Nelson Salgado, vice-presidente de estratégia e relações institucionais, e Saulo Passos, diretor de comunicação corporativa.


TIROTEIO

Nós do PSB deveríamos olhar mais para o nosso símbolo, a pomba, e menos para o tucano, que é predador de aves menores.

DE BETO ALBUQUERQUE, vice-presidente do PSB, defensor da candidatura própria do partido em 2018 e, portanto, contra uma aliança com o PSDB.


CONTRAPONTO

Entendedores entenderão

Rodrigo Maia (DEM-RJ) participava, nesta terça (22), da abertura da conferência anual do banco JP Morgan diante de uma plateia lotada de investidores brasileiros e estrangeiros. Um dos presentes, então, resolveu tocar no tema da sucessão à presidência da Câmara, bandeira que o deputado empunha silenciosamente.

— O que podemos esperar da sua reeleição? — indagou um curioso.

— Reeleição? Mandato-tampão não é reeleição. Reeleição, não, é eleição! — disparou o parlamentar.

Coube ao mediador arrematar:

— Bom, acho que o presidente já respondeu.