Integrantes da Comissão de Ética avaliam que Geddel violou legislação sobre conflito de interesse

Por Painel

Sinal vermelho Em caráter reservado, integrantes da Comissão de Ética dizem já ver elementos suficientes para que Geddel Vieira Lima seja enquadrado na legislação sobre conflito de interesse. A lei veda qualquer “atuação como intermediário de interesses privados” e — ainda que negue ter feito pressão — o ministro admite ter tratado do assunto. Palacianos dão como certo que o colegiado aplicará alguma punição. Com exceção de um membro, o grupo é todo remanescente da gestão Dilma Rousseff.

Eu te conheço? Candidato ao governo da Bahia na chapa de Geddel Vieira Lima em 2014, Paulo Souto (DEM) recebeu R$ 50 mil da Cosbat e mais R$ 5.000 de Luiz Fernando Machado Costa Filho, dono da empresa.

Tecla SAP Cosbat é a empreiteira responsável pelo prédio em que Geddel comprou apartamento e que motivou as acusações de Marcelo Calero, ex-titular da Cultura.

É tarde até que arde O ministro quer apresentar sua defesa à Comissão de Ética Pública já nesta semana.

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Barulho por nada Líder do governo, André Moura torce o nariz para a acareação entre Geddel e Calero. “Num momento de crise como o atual, não dá para deixar a oposição montar todo esse circo por algo tão pequeno.”

Mão de ferro A Advocacia-Geral da União vai determinar nos próximos dias desconto de salário para servidores em greve. Quem não cumprir a regra pode incorrer em crime de responsabilidade.

Peito estufado Jorge Paulo Lemann, homem mais rico do Brasil, disse ao presidente da República que fez questão de pegar um avião da Suíça, onde mora, para participar da primeira reunião do Conselhão. Michel Temer ficou todo prosa.

Tentação Sergio Cabral não é o único cacique fluminense com gosto para joias. Jorge Picciani, presidente do PMDB do Rio, segundo informou o Coaf à Procuradoria-Geral da República, gastou R$ 60 mil em joalherias em 2013.

Fica a dica Em voto proferido na semana passada, o ministro Henrique Neves, do Tribunal Superior Eleitoral, deu indicativo de como pensa sobre a separação de candidato e vice em uma chapa.

Preto no branco “Em face do princípio da unicidade das chapas, a cassação do titular por motivo eleitoral atinge a situação jurídica do vice ou dos suplentes, ainda que eles não sejam responsáveis ou causadores da nulidade”, escreveu, ao relatar um recurso sobre outro caso.

Oiapoque ao Chuí Geraldo Alckmin tem dedicado parte de sua agenda semanal ao projeto presidencial de 2018. O governador paulista passou a receber, rotineiramente, deputados federais de todo o país no Bandeirantes.

Chega mais A ideia do grupo ligado ao governador é que, para conquistar a inserção política de Aécio Neves, Alckmin tenha encontros permanentes não só com a bancada do PSDB na Congresso, mas também com deputados de partidos aliados.

Em campanha Após dizer, em evento do PSDB, que “o partido vai ter candidato, sim, a governador em SP”, Pedro Tobias, que comanda a seção paulista tucana, apresentava o ministro Alexandre de Moraes (Justiça) como “sucessor de Alckmin”.

Pajelança A Frente Nacional de Prefeitos reunirá nos dias 28 e 29 os gestores eleitos e os que estão em fim de mandato em capitais e cidades médias para discutir repatriação, pagamento de precatórios e tarifas de transporte.

Ibéria José Serra tenta ampliar as relações do governo com a Espanha, país que já responde por boa parte dos investimentos no Brasil. O chanceler estará nesta terça-feira (22) com o rei Felipe VI e com o primeiro-ministro Mariano Rajoy.


TIROTEIO

Espero que o Congresso saiba de sua responsabilidade de responder aos 2,4 milhões de brasileiros a favor das medidas.

DO DEPUTADO ONYX LORENZONI (DEM-RS), relator do projeto contra corrupção, sobre as assinaturas que acompanharam o texto enviado ao Legislativo.


CONTRAPONTO

Sempre atrás do alemão

Durante o ato de apoio ao pacote de medidas do Ministério Público contra a corrupção na avenida Paulista, no domingo (20), o líder do Vem Pra Rua, Rogerio Chequer, lia os cartazes trazidos pelos manifestantes. Muitos diziam “Moro, eu te amo” e “Lula ladrão”.

Um deles, no entanto, chamou a atenção de Chequer:

— Ainda está no “Fora, Dilma”?! — disse a uma das manifestantes que carregava a placa pedindo a saída de Dilma Rousseff da Presidência.

No palco, outro organizador emendou, levando a multidão abaixo:

— É o Barrichello!