Presos na Operação Greenfield, ex-executivos de fundo de pensão da Caixa avançam para delação

Por Painel

Siga o mestre Pouco mais de dois meses depois de deflagrada, a Operação Greenfield avança nas negociações para conseguir seus primeiros delatores — dois deles ex-executivos do Funcef, o fundo de pensão da Caixa. Segundo integrantes do caso, a partir do material apreendido em setembro, as apurações evoluíram bastante e alguns dos alvos da operação foram obrigados a refazer seus depoimentos iniciais. Novas provas fizeram cair por terra versões que haviam sido dadas lá atrás.

Pitstop Anthony Garotinho fez um pedido ousado ao delegado antes de ser transferido da PF ao hospital quando passou mal: quis saber se podia dar uma paradinha para conceder uma entrevista. O pleito foi indeferido na hora.

Fique onde está O ministro Teori Zavaski, do STF, negou liminarmente, há cerca de dez dias, pedido da defesa do ex-deputado Eduardo Cunha para que ele fosse solto.

Mau humor matinal Ao saber da notícia na carceragem da PF, o político ficou uma arara. Agora a turma no STF decidirá se ratifica a decisão de manter Cunha preso.

Muda mais Insatisfeitos com o relatório das medidas de combate à corrupção na Câmara, líderes atuam contra sua votação nesta quinta (17). Se não forem contemplados em uma nova versão, querem até trocar membros da comissão para flexibilizar o texto.

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Tomou Doril Em um voo de Miami para SP, o juiz Sergio Moro passou incólume pelo costumeiro assédio. Trajava boné e óculos escuros. Ninguém o reconheceu.

Faça o que eu falo A Odebrecht enviou nesta quarta-feira (16) comunicado a seus funcionários informando que aderiu ao Pacto Empresarial pela Integridade e contra a Corrupção do Instituto Ethos.

Não o que eu fiz “Com a ação, reconhecemos que as empresas e as organizações civis têm papel relevante na erradicação das práticas ilegais, imorais e antiéticas”, diz. A empresa promete contribuir para melhorar “ambientes onde possa haver indução a desvios de conduta”.

Eufemismo A empreiteira emitiu a circular a poucos dias de assinar a delação na Lava Jato. No acordo, explica como funcionava seu setor de propinas — ou “setor de operações estruturadas”.

Só pensa naquilo Apesar das origens distintas, integrantes do Planalto localizaram na demora da recuperação econômica o combustível para o protesto no Rio e a invasão da Câmara. Há receio de que greves de servidores ganhem força pelo país.

Estranho no ninho Candidato à presidência da Câmara, Rogério Rosso (PSD-DF) criou grupos de WhatsApp com bancadas de vários partidos da Casa, uma a uma. Alguns deputados reclamam que já recebem mensagens demais. Querem deixar o grupo e evitar o pedido de voto.

Lá ou cá Há quem veja no excesso de movimentação do deputado uma tentativa de se cacifar para assumir algum outro cargo na Câmara.

Nem vem A Justiça Eleitoral negou o pedido do Ministério Público de inelegibilidade do governador Geraldo Alckmin (PSDB) por abuso de poder político em favor do tucano João Doria — durante a campanha eleitoral — e a cassação do prefeito eleito.

Pedra cantanda O promotor José Carlos Bonilha, autor da ação, apresentou recurso nesta quarta (16) ao Tribunal Regional Eleitoral. A perspectiva do Ministério Público, no entanto, é que o recurso também seja negado e que o processo acabe no TSE.

BBB O Ministério da Justiça lança nesta quinta (17) o aplicativo “As diferentonas”, que dará aos cidadãos a possibilidade de monitorar os gastos públicos. O sistema mostrará como os municípios usam os recursos que recebem do governo federal.

Visita à Folha Fernando Haddad (PT), prefeito de São Paulo, visitou a Folha nesta quarta-feira (16), a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhando de Nunzio Briguglio, secretário de Comunicação, e Leonardo Barchini, chefe de gabinete.


TIROTEIO

Nós queremos encontrar a verdade remuneratória para os três Poderes: o que é salário e o que é penduricalho.

DE KÁTIA ABREU (PMDB-TO), relatora da comissão do Senado que analisa os supersalários no funcionalismo público, após se reunir com ministros do STF.


CONTRAPONTO

O que você vai ser quando você crescer? 

Na biografia “Renato Russo – O Filho da Revolução”, o jornalista Carlos Marcelo conta uma curiosa passagem envolvendo o roqueiro e Geddel Vieira Lima, que estudaram juntos na década de 1970. Segundo o relato, a turma da dupla no colégio Marista, em Brasília, precisava entregar um trabalho sobre música. Russo decidiu formar um grupo para pesquisar a história do rock, e o hoje ministro de Michel Temer pediu para se juntar aos colegas.

Geddel, segundo escreve Marcelo, era o palhaço da turma. O jeito expansivo, no entanto, não agradava.

— Ele é in-su-por-tá-vel! — diz Renato para uma amiga, ao vetar a entrada do peemedebista no grupo.