Centrão discute fazer prévia para definir rival de Rodrigo Maia na eleição para presidente da Câmara

Por Painel

Unidos venceremos Temendo nova avalanche de candidatos do grupo à sucessão de Rodrigo Maia (DEM-RJ) na Câmara, parte do centrão defende adotar prévias para escolher o nome do bloco na disputa. A ideia de quem defende o procedimento é que, como ele é mais formal, pode constranger candidaturas avulsas e evitar um repeteco da eleição de julho, quando PP, PR, PTB, PSD e SD competiram entre si. Parte do bloco, no entanto, acha que o instrumento pode ampliar os desgastes internos.

Todos por um “Entrar com dois ou três candidatos é entrar só para cumprir tabela e entregar a presidência de novo na mão do Rodrigo”, diz um dos caciques do grupo.

Apressado A despeito da indecisão, Rogério Rosso (PSD-DF) — que já mandou carta e fez até enquete sobre horário para encerrar o expediente em plenário — agora dispara vídeo quase pedindo votos, com o bordão “Câmara forte, unida e respeitada”.

Pelo menos O medo no Congresso com a delação premiada da Odebrecht é tamanho que, ao conversar recentemente sobre doações da empreiteira via caixa dois, um deputado ergueu as mãos ao céu e suspirou: “Graças a Deus a minha foi por dentro. Paguei até o TED no banco”.

Que crise? A Câmara fez nova proposta a Banco do Brasil e Caixa para tentar vender sua folha de pagamento e tirar do papel o novo anexo. Agora, quer R$ 360 milhões para construir o prédio com cinco subsolos e três andares multiúso, que poderiam ser pagos no decorrer da obra.

Passa a régua O presidente Michel Temer não vai apenas vetar o artigo da medida provisória que incentiva termelétricas a carvão. Sua tendência é resgatar praticamente todos os pontos da proposta original do governo, deformada pelo Congresso.

No embalo Quem viu Paulo Skaf diz que o peemedebista se animou com as vitórias dos empresários Trump, nos EUA, e João Doria Jr, em São Paulo. O presidente da Fiesp quer ser governador do Estado em 2018.

Espinhos Mas colegas de seu partido, o PMDB, estão reticentes. Há dúvidas sobre sua viabilidade eleitoral depois que o marqueteiro Duda Mendonça informou ter recebido pagamento via caixa dois da campanha de Skaf ao governo de SP em 2014.

Pajelança O Muda PT, que congrega as correntes de esquerda do partido e a maioria da bancada na Câmara, fará um encontro nacional dia 3 de dezembro para discutir como reagir à extinção do processo de eleição direta à presidência da sigla.

Te deixaram de fora O ex-ministro Tarso Genro, defensor da refundação do PT, estará no encontro. Por enquanto, ele diz: “Não há conversas sobre saída do PT das quais eu esteja participando”.

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Patuás De um tucano de alta plumagem, certo de que o governador Geraldo Alckmin será o candidato do PSDB à Presidência em 2018: “Ele não nasceu virado para lua, mas com a lua dentro dele”.

Lá e cá Em conversa com a bancada do PSDB na Câmara paulistana, nesta sexta-feira (11), Julio Semeghini apelou para uma comparação com o centrão em Brasília ao pedir que tucanos não batam o pé por um nome próprio ao comando da Casa.

Mirem-se no exemplo O futuro secretário de Governo de João Doria lembrou da pressão que o bloco consegue exercer sobre o Planalto e pediu consenso — um claro recado a favor de Milton Leite (DEM), fundador do grupo homônimo paulistano.

Fama volat Na reunião com Gilmar Mendes (STF), a diretora executiva do FMI, Christine Lagarde, surpreendeu ao dar a ficha corrida do ministro. Conhecia detalhes de sua atuação como chefe do CNJ e mais: “E você é de capricórnio”, disse, para espanto do magistrado.


TIROTEIO

O verdadeiro pacto diabólico veio a público em 2014, quando Dilma disse: ‘nós podemos fazer o diabo quando é a hora da eleição’.

DO DEPUTADO SILVIO TORRES, secretário-geral do PSDB, sobre o ex-presidente Lula ter dito ser vítima de “um pacto quase diabólico” da operação Lava Jato.


CONTRAPONTO

Silêncio, por favor!

Responsável pela leitura do voto da oposição contra a PEC que limita os gastos do governo, o senador Roberto Requião (PMDB-PR) irritou-se com conversas paralelas no plenário em que acontecia a reunião da Comissão de Constituição e Justiça.

Já no terceiro pedido de silêncio, olhou para o lado e viu que parte do barulho vinha de seu próprio assessor.

A bronca que seguiu constrangeu e arrancou risadas dos colegas:

— Ora, vejam! É a minha assessoria. Eu quero pedir que saia do plenário se quiser continuar conversando para que eu siga minha leitura.