Hacker que clonou celular de Marcela Temer é condenado a cinco anos de prisão

Por Painel

Crime e castigo Silvonei José de Jesus Souza, hacker que clonou o celular de Marcela Temer e chantageou a primeira-dama pedindo R$ 300 mil para não vazar fotos íntimas e áudios, foi condenado a cinco anos, 10 meses e 25 dias de prisão em regime fechado pelos crimes de estelionato e extorsão, além de multa. A sentença correu rápido para padrões brasileiros — apenas seis meses após a abertura do inquérito. Réu primário, Souza cumprirá a pena em Tremembé, no interior paulista.

Você por aqui? Ao chegar à carceragem da PF em Curitiba, Eduardo Cunha se depara com Antonio Palocci, o único preso da Lava Jato a dividir com ele o pavilhão.

Cândido, o otimista O contato entre os dois foi rápido, mas deu tempo de Palocci repousar a mão sobre um dos ombros do ex-deputado e dizer: “Vai dar tudo certo”.

Rá, ré, ri… Os petardos contra o ministro da Justiça não partem só do presidente do Senado, Renan Calheiros. As bancadas do PMDB no Congresso também gostariam de ver Alexandre de Moraes bem longe da pasta.

Irmão camarada Interlocutores de Temer, porém, não enxergam nenhuma chance de demissão. “Moraes é amigo do presidente da República”, justifica um ministro.

Tal qual O DEM corre atrás de jurisprudências que embasem sua consulta à Comissão de Constituição e Justiça sobre a possibilidade de Rodrigo Maia concorrer à reeleição à presidência da Câmara.

Lá e cá O grupo fixa-se nas disputas em Tribunais de Justiça, que têm normas sobre reeleição semelhantes às da Câmara. Pelo menos um caso joga a favor da sigla: em 2011, José Roberto Bedran — eleito para um mandato tampão em SP — pôde concorrer novamente ao posto.

Check list Representantes sindicais e patronais saíram de reunião com Maia nesta terça (25) com a promessa de que o projeto sobre acordos de leniência vai a plenário em 8 de novembro. O relatório de André Moura (PSC-SE) está pronto para voto.

Um por vez As comissões das dez medidas contra a corrupção e de reforma do Código de Processo Penal tentam se acertar sobre matérias coincidentes. A ideia é que nada que envolva o CPP vá a voto sem passar pelo grupo.

Leveza do ser Ex-presidente da OAS, Leo Pinheiro tem se mostrado mais tranquilo desde que o juiz da Lava Jato assinou despacho determinando que ele permaneça na PF, onde ficam os delatores do esquema.

Última que morre Para o empresário, a decisão de Sergio Moro acena que ainda há espaço para retomar sua colaboração premiada.

apode2610painel

Se espirrar, saúde Os ministros de Michel Temer criaram um grupo de WhatsApp para facilitar a comunicação interna — o fórum é mais usado para elogios do que para despachos.

Alto lá Interlocutores de Luís Roberto Barroso (STF) reagem às críticas ao ministro após o indulto a José Dirceu. Dizem que o benefício é lei, atende a decreto de Dilma Rousseff e conta com parecer favorável de Rodrigo Janot.

Muita calma A Camex avisa aos navegantes: consultará empresários sobre mudanças nas regras antidumping, mas primeiro fará um diagnóstico do setor. A indústria, que vinha reclamando, será ouvida após essa fase, dizem autoridades do órgão.

Veeeeenha Ex-secretário de Geraldo Alckmin, o tucano Edson Aparecido integrará a gestão de João Doria — o cargo será definido em breve.

Visita à Folha José Vicente, reitor da Unipalmares (Universidade Zumbi dos Palmares), visitou a Folha nesta terça (25). Estava acompanhado de Francisca Rodrigues, diretora administrativa e acadêmica.


TIROTEIO

Boni na Secretária de Cultura rapidamente vai descobrir que a São Paulo real nada tem a ver com cidade cenográfica de novela.

DO VEREADOR NABIL BONDUKI (PT), ex-secretário de Cultura de Haddad, sobre João Doria ter convidado José Bonifácio de Oliveira Sobrinho para a pasta.


CONTRAPONTO

Capa de revista

Assediado por deputados e senadores em sua primeira visita a Brasília, nesta terça (25), o prefeito eleito João Doria (PSDB-SP) foi orientado por assessores da Câmara a pegar um atalho e, assim, chegar mais rápido ao gabinete do presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

O tucano fez o caminho alternativo. Ao se aproximar da sala do aliado, foi parado por um grupo de secretárias que o esperava com celulares em punho.

Doria não se intimidou e, antes de posar para a foto, atacou de galanteador.

— Isso aqui é o Brasília Fashion Week? — disse, em referência à semana de moda que acontece em São Paulo.