Com cláusula de barreira, verba do fundo partidário para grandes legendas cresceria 25%

Por Painel

Útil ao agradável Principais defensoras do estrangulamento dos partidos nanicos, as grandes siglas aumentariam em cerca de 25% o valor que recebem do fundo partidário se a chamada cláusula de barreira já estivesse em vigor. Pela proposta discutida no Senado, o partido que não alcançar o limite mínimo de votos perderá o direito de receber dinheiro do fundo. Em 2015, as siglas abaixo do corte receberam R$ 154 milhões. Pela norma em discussão, o valor iria para os cofres das grandes legendas.

Bloquinho Na Câmara, as siglas que perderiam os benefícios têm, juntas, cerca de 70 deputados — bem abaixo dos 206 necessários para barrar a proposta no plenário.

Terceiro turno No texto de apresentação dos livros que editou sobre as sessões-chave do impeachment de Dilma Rousseff, Renan Calheiros defende a adoção do parlamentarismo, sistema de governo rejeitado em consultas populares em 1963 e 1993.

So last year Segundo o presidente do Senado, “o presidencialismo sangra diariamente” e o Brasil “não pode ser condenado a ficar escravizado a um plebiscito realizado há mais de duas décadas”. Para ele, “o enfrentamento do tema é improrrogável”.

Vem que não tem Apesar de deputados e senadores terem apresentado R$ 96 bilhões em emendas ao Orçamento de 2017, a votação final deve preservar menos de 15% do valor — ficará só o que for de execução obrigatória.

E lamba os beiços O montante pode encolher mais ainda quando forem definidos os cortes para adequar o Orçamento ao teto de gastos.

maia

Churrasquinho Na primeira votação da PEC do teto, Michel Temer recebeu mais de 200 congressistas no Alvorada. Agora, o evento será na residência do presidente da Câmara, que é bem menor. “Vai ser uma coisa simples”, diz o anfitrião, Rodrigo Maia.

Ligue djá A Secretaria de Polícia Legislativa, que teve integrantes presos pela PF na última semana, tenta agilizar sua atuação. Tem divulgado um número de WhatsApp para o envio de denúncias.

Que piensas? Ao saber da decisão do Legislativo da Venezuela de denunciar a ocorrência de um golpe de Estado por parte de Nicolás Maduro, a primeira reação do Brasil foi consultar os demais membros do Mercosul.

Junto e misturado Segundo integrantes do alto escalão do governo Temer, o chanceler José Serra achou conveniente que haja uma reação conjunta do bloco.

Plim-plim O Ministério da Educação vai à TV defender a proposta de revisão do ensino médio, que tramita no Congresso. Tentará atenuar críticas de que não houve discussão com a sociedade.

Teus sinais Ex-líder do DEM na Câmara, o ministro Mendonça Filho quer fazer do placar da votação da medida provisória uma demonstração da aceitação da proposta. Para isso, trabalhará para que passe com maioria igual à exigida para aprovação de uma PEC (308 votos).

Tem dó O TSE negou, por tentativa de nepotismo, a lista tríplice apresentada para vaga no TRE do Maranhão. Os indicados eram sobrinho por afinidade, filha e sobrinho de desembargadores. O ministro Herman Benjamin, relator do caso, acionou o CNJ.

Vem mais Depois da derrota acachapante nas eleições municipais deste ano — em que perdeu cerca de 350 prefeituras — o PT se prepara para uma redução expressiva em sua bancada na Câmara dos Deputados a partir de 2019.

Ficarei como As projeções internas da direção do partido indicam que a bancada deve cair dos atuais 59 deputados federais para somente 28 na próxima legislatura.

Somos tão jovens Depois de eleger Fernando Holiday vereador em SP, o DEM quer filiar Kim Kataguiri, também do MBL. A ideia é lançá-lo como deputado federal em 2018. Kataguiri ainda não sabe se aceitará.


TIROTEIO

Nunca vi uma pessoa tão violenta falar normalmente com uma voz tão mansa.

DE MARCELO FREIXO (PSOL), candidato à Prefeitura do Rio, alfinetando o senador do PRB, preso em 1990 ao tentar retomar à força terreno da Universal.


CONTRAPONTO

Fora eu!

Sindicalistas se reuniram na semana que passou em São Paulo para discutir as próximas manifestações contra o governo federal. Em determinado momento, surgiu o impasse:
— Vamos fechar naquilo que é consenso. O “Fora, Temer” não nos une — disse João Gonçalves, o Juruna, da Força Sindical, mais alinhada ao Palácio do Planalto.
Presidente do nanico de extrema esquerda PSTU, Zé Maria, também dirigente do Conlutas, radicalizou:
— Vamos de “Fora, todo mundo”!
Juruna rebateu:
— Pô, mas aí a gente vai ter que sair também!