Evangélicos pedem ajuda do governo para conseguir financiar construção de templos

Por Painel

Em nome da fé Líderes evangélicos pediram que o governo Temer faça a interlocução com bancos públicos e privados para que as igrejas consigam linhas de financiamento para a construção de templos. “Queremos ser tratadas como clientes comuns, sem preconceitos nem privilégios”, diz o bispo Robson Rodovalho, presidente da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil e fundador da Sara Nossa Terra. Hoje, diz, quando tentam pegar empréstimos, as instituições não aceitam.

Aqui se paga A demanda de Rodovalho é que o governo ajude na articulação com os conselhos de administração dos bancos. “Ainda não se tem confiança na igreja como cliente. Apresentamos nosso patrimônio como garantia e não aceitam.”

Confessionário O bispo da Sara Nossa Terra, que tem cerca de 3 milhões de fiéis, discutiu o pleito com o presidente Michel Temer e com o ministro Henrique Meirelles (Fazenda), em julho, ainda durante o governo interino.

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Mera coincidência O encerramento das atividades do Congresso depois da prisão de Eduardo Cunha contrariou deputados. “Pareceu um ‘toque de recolher’ imposto pelo crime quando algum chefão é morto”, comparou Chico Alencar (PSOL-RJ).

No caderninho Nas últimas conversas antes da prisão, Cunha ainda se mostrava irritado com aliados da Câmara que votaram por sua cassação, como Aguinaldo Ribeiro (PP) e Rogério Rosso (PSD).

Ressuscita-me Centrais sindicais, o setor industrial e parte do próprio governo articulam uma carta cobrando celeridade às novas regras de leniência para reabilitar alvos da Lava Jato.

No bolso “A ausência dos acordos tem levado à destruição de empresas, gerando desemprego e contribuindo para a crise”, diz o texto levado ao grupo pelos industriais.

Fui Secretário-geral da Força Sindical, João Gonçalves, o Juruna, foi chamado a integrar o Conselhão de Temer.

Onde está o dinheiro O relator do Orçamento, senador Eduardo Braga (PMDB-AM), quer incluir na proposta de 2017 os recursos da repatriação já arrecadados até agora — algo perto de R$ 18,6 bilhões, segundo ele.

O gato comeu? A soma ajudaria a bancar despesas ainda em aberto na peça do ano que vem. O senador vai cobrar uma solução do Ministério do Planejamento com o seguinte argumento: sem a cifra, o Orçamento não passa no Congresso com cortes nas áreas de saúde e educação.

Corre para o abraço Jorge Damião (PSDB), um dos coordenadores da campanha de João Doria, deve assumir a Secretaria de Esportes, Lazer e Recreação. Nas palavras de um influente integrante da equipe de transição, o tucano está “cotadíssimo”.

Quarteto fantástico Já há quatro nomes ventilados para a presidência estadual do PSDB-SP: os deputados federais Bruno Covas, Floriano Pesaro e Vanderlei Macris, além do senador José Aníbal. Pelo rodízio, a vaga caberia a um candidato da Câmara.

Passa no Enem O prefeito eleito de Londrina, Marcelo Belinati (PP), abrirá um processo seletivo para escolher seu secretário de Educação.

Visita à Folha Vagner Freitas, presidente nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), João Paulo Rodrigues, coordenador nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra), Socorro Gomes, presidente do Cebrapaz (Centro Brasileiro de Solidariedade e Luta pela Paz), Nataly Santiago, coordenadora do Levante Popular da Juventude, Roni Anderson Barbosa, secretário nacional de comunicação da CUT, Lúcio Centeno, secretário da Frente Brasil Popular, e o jornalista Breno Altman, integrantes da Frente Brasil Popular, visitaram a Folha nesta quinta (20).


TIROTEIO

Se a Justiça passar a condenar a Polícia Militar por excessos, teremos a falência do Estado de SP. As multas não caberão no orçamento.

DO DEPUTADO ESTADUAL LUIZ FERNANDO (PT), sobre o Estado de SP ter sido condenado a pagar R$ 8 milhões por excessos da PM nas manifestações de 2013.


CONTRAPONTO

Linha direta com Ele

O deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ministro Geddel Vieira Lima, andava pela Câmara quando foi abordado por uma conhecida senhora que costuma recolher assinaturas de deputados para viabilizar propostas de parlamentares. No Congresso, muitos projetos só vão adiante quando seus autores conseguem atingir um número mínimo de apoio entre os colegas.

— Posso lhe dizer uma coisa, deputado? Jesus te ama — disse ela.

O deputado, conhecido por suas tiradas bem-humoradas, devolveu:

— Como a senhora sabe? Já perguntou para Ele?