Sem dinheiro, Cidades autoriza empresas de saneamento a emitirem debêntures

Por Painel

Solução de mercado Sem dinheiro em caixa, o Ministério das Cidades passou a permitir que companhias de saneamento emitam debêntures — operação que se assemelha a um empréstimo — para financiar obras. Há, inclusive, incentivos fiscais a pessoas físicas (alíquota zero) e jurídicas (15%) que decidirem comprar os títulos, emprestando, assim, dinheiro às empresas. A pasta já autorizou o enquadramento de quatro projetos, que somam R$ 245 milhões. Aguardam na fila outros projetos, de R$ 1,1 bilhão.

É isso ou isso Segundo o ministro Bruno Araújo, não será possível universalizar o serviço de saneamento no país usando apenas os recursos do Orçamento da União. “É fundamental a participação do capital privado”, diz.

Na base Passada a reforma do ensino médio, o Ministério da Educação agora vai se concentrar em um programa de alfabetização e ensino fundamental em parceria com municípios. A ideia é ter algo a discutir com os prefeitos eleitos já em novembro.

Reforma ministerial Integrantes da Secretaria de Comunicação da Presidência brincam que o nome da pasta deveria ser alterado para Secretaria da Defesa Civil. “A gente só faz apagar incêndios a cada entrevista de um ministro”, brinca um deles.

Pra já O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que entrará até quarta-feira (28) com embargo contra a decisão do plenário do TCU sobre despesas dos Estados com organizações sociais.

É contigo A corte entendeu que a lei não obriga governadores a incluir essas despesas nos gastos de pessoal e sugeriu que o Congresso esclareça o ponto. Maia diz que os ministros erraram e que a Lei de Responsabilidade Fiscal exige a contabilização.

vidros

‌Melhor prevenir Depois que o ex-ministro Guido Mantega teve seu mandado de prisão revogado e voltou ao Albert Einstein para acompanhar a mulher, o vidro trincado das portas do hospital foi inspecionado. Receberá uma película “antivandalismo”.

Roda mundo O Ministério da Indústria planeja fazer um “roadshow” em parceria com a ABDI (Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial) para atrair investimentos em pesquisa e desenvolvimento. A ideia é começar por países do Mercosul.

Quem, ele? Integrantes do Cade se surpreenderam com afirmações de que o conselheiro Gilvandro de Araújo, um dos cotados para assumir a presidência do colegiado, tem ligações com o PT. No Cade desde 2004, é concursado e já foi procurador-geral.

Eu não O conselheiro Alexandre Macedo nega que, por ora, nutra aspirações ao posto: “Tem de ser alguém com mais tempo de casa”. A presidência do Cade, que julga casos de cartel e aprova aquisições, está vaga desde junho.

Maná Quem conhece as entranhas do que foi o império de Eike Batista diz que o depoimento do empresário à Lava Jato pode ser considerado só um aperitivo.

Ai meu bolso A incerteza sobre os rumos da Odebrecht ainda causa arrepios entre banqueiros brasileiros, que têm alguns bilhões a receber das empresas do grupo.

É ouro A participação da empreiteira na Braskem é o que dá alguma tranquilidade aos credores. A avaliação é que, se o sapato apertar, a Odebrecht não enfrentará problemas para encontrar interessados na petroquímica.

Lado verde da força Em Goiânia, “Darth Verde” quer ser vereador pelo PC do B. Não se trata de roupagem sustentável ao vilão de Guerra nas Estrelas. Rullyan Costa criou o personagem para torcer pelo Goiás Esporte Clube.

Assumidos Segundo o TSE, há 33 candidatos a vereador que irão se apresentar nas urnas com a alcunha “doido” ou “doidão”. Outros 19 postulantes ao cargo levam o termo “maluco” ao nome.


TIROTEIO

Doria despreza tanto os índios como os militantes, mostrando bem a sua vocação de capitão do mato.

DE ELÓI ESTRELA, ex-presidente do Tucanafro, movimento negro do PSDB, após João Doria dizer que os dissidentes da sigla são “índios e não caciques”.


CONTRAPONTO

Caso pensado

Há cinco anos, quando comandava o programa “O Aprendiz”, da Record, João Doria participou do quadro “O Povo Quer Saber”, do “CQC”, da Band.
Um dos telespectadores perguntou se o apresentador preferia Lula ou Dilma na Presidência da República.
— Dilma — respondeu Doria, sem titubear.
Em seguida, outro telespectador pergunta:
— Você já pensou em se candidatar a alguma coisa?
— Não, mas eu gosto muito de política — disse Doria.
E emendou:
— Se algum dia surgir alguma oportunidade, é bem provável que eu analise.