Ação contra Dilma e Temer no TSE fica para 2017 e elimina chance de diretas em caso de cassação

Por Painel

Fica para a próxima O calendário previsto internamente pelo TSE para o processo que pede a cassação da chapa Dilma-Temer na campanha de 2014 praticamente elimina a possibilidade de eleições diretas no caso de condenação. A corte receberá documentos inéditos e pretende realizar novos depoimentos, o que prorrogará para 2017 a conclusão da ação proposta pelo PSDB. Nesse caso, a disputa seria indireta — via Congresso — na hipótese de Dilma Rousseff e Michel Temer serem condenados pelo tribunal.

Diretas já Parte do centrão quer levar à votação uma PEC de Miro Teixeira (Rede-RJ) prevendo eleição indireta para presidente apenas se o cargo ficar vago a menos de seis meses do fim do mandato — o prazo hoje é de dois anos.

Sinais trocados A mensagem de apoio que o centrão levou a Michel Temer em carta nesta quinta-feira (15) não demonstra apenas boa vontade do grupo com o Planalto.

Rei posto Ao mesmo tempo em que tenta se reaproximar do governo três dias depois da cassação de seu líder, Eduardo Cunha, o grupo briga por protagonismo com a antiga oposição, o que pode ter reflexos em votações críticas.

Nem aí O Planalto preferiu ver a carta do grupo como uma exposição de fragilidade, depois de seguidas derrotas do centrão — da eleição de Rodrigo Maia (DEM-RJ) à cassação de Cunha: “Quem precisa mostrar força é porque está fraco”, diz um palaciano.

APODE1609PAINEL

Emoções eu vivi Um importante ministro de Temer tentou minimizar os petardos de Cunha contra o Planalto: “Você queria que, depois de uma cassação, ele distribuísse flores vermelhas como se fosse o Roberto Carlos?”.

Teia de aranha Com a viagem de Temer aos EUA, Maia assume a Presidência — e o recurso de Cunha para recuperar seu mandato deve ficar na gaveta da Câmara.

Melhor não Lula queria levar Marisa Letícia para o ato desta quinta. Mas o filhos pediram que a mãe, bastante abalada, não fosse exposta.

Estreia Dilma fará nesta sexta a primeira aparição no programa eleitoral. Será na propaganda de Jandira Feghali (PC do B-RJ), candidata a prefeita. Exaltará a atuação da aliada no impeachment: “Nos momentos mais difíceis conhecemos a lealdade”.

On the road A petista desembarca nesta quinta (22) em Salvador para evento de Alice Portugal (PC do B), também candidata a prefeita.

Fui por aí Lula marcou viagens de campanha em Pernambuco — Recife e Petrolina — na quinta (22). Seguirá falando de “abusos” do Ministério Público nos atos.
Wikileaks eleitoral Casado com o jornalista Glenn Greenwald, que ajudou Edward Snowden a revelar informações obtidas pela NSA, David Miranda é candidato a vereador no Rio pelo PSOL.

A eleição é lá? Nas redes sociais, Miranda tem divulgado declarações do próprio Snowden manifestando apoio, além de falas da atriz Susan Sarandon e do linguista americano Noam Chomsky.

Quem paga O STF julga um caso complexo para a corte, o da judicialização da saúde. “Porque envolve salvar vidas e limites orçamentários”, diz o ministro Luís Roberto Barroso nos autos. A base da ação é uma ordem judicial para obter remédio de alto custo não oferecido no SUS.

Agora vai O ministro José Múcio (TCU) decide na semana que vem a data do julgamento sobre a responsabilidade das pedaladas. O caso será analisado neste mês.

Visita à Folha Paulo Caffarelli, presidente do Banco do Brasil, visitou a Folha nesta quinta-feira (15), a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Sheila D’Amorim, assessora, e João Rodarte, presidente da CDN Comunicação.


TIROTEIO

Lula faz confusão. O Partidão foi cassado por causa da política. Hoje, ele e o PT enfrentam problemas por causa da corrupção.

DE ROBERTO FREIRE (PPS-SP), sobre comparação feita pelo ex-presidente entre o PT e o PCB, já comandado pelo deputado na década de 1980.


CONTRAPONTO

Que bicho dá?

Durante reunião entre o ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, e sindicalistas, na quarta (14), o presidente da CUT, Vagner Freitas, dizia que sua presença no encontro não significava reconhecimento a um governo que pretende mexer em direitos trabalhistas.

O presidente da CSB, Antonio Neto, logo interrompeu a fala do colega:

— E Dilma prometeu não mexer nesses direitos e enviou ao Congresso medidas que dificultaram o acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial…

Outros dois sindicalistas cochicharam:

— Mistura de viúva de governo com herói de reunião!