Candidato a vereador em SP é impugnado por condenação de homicídio

Por Painel

Correção Carlão da Proteção (PMDB) não teve a candidatura a vereador em São Paulo impugnada por ter sido condenado por tráfico de drogas, como publicado no domingo (28). A impugnação ocorreu porque ele foi condenado por crime contra a administração pública e porque não deu detalhes sobre três feitos criminais que aparecem em seu nome nas certidões entregues à Justiça Eleitoral. A informação incorreta foi passada à coluna pelo Ministério Público.

Lupa Entre os candidatos a vereador em SP impugnados com base na Ficha Limpa, segundo a Promotoria, um foi condenado por homicídio, o ex-PM Pastor Cardoso (PTB).

Alto lá O PTB diz que Cardoso foi absolvido em segunda instância na última semana.

Além da conta Outros dois foram impugnados por doações além do limite em eleições anteriores: Ricardo Carmo (PSDC), que não foi localizado, e Danilo Strano (PT). Contatado, ele enviou à coluna cópia do acórdão que acatou seu recurso e o absolveu.

Pergunta lá No debate entre os candidatos, Gabriel Chalita, vice na chapa de Fernando Haddad (PT), foi efusivamente cumprimentado pelas claques do PMDB e do PSDB. O vice-governador de SP, Márcio França (PSB), brincou: “Ele é o posto Ipiranga, todo mundo passa lá”.

Sumiram O Novo recebeu R$ 4 milhões em doações de pessoas físicas em 2015, valor maior que todos os partidos somados. Este ano, porém, a sigla enfrenta dificuldade para atrair empresários dispostos a ajudar seus candidatos.

Só no gogó Para Marcos Machado, secretário nacional de finanças do Novo, os donos do dinheiro estão vacilantes e muitos ainda insistem no “tradicional laço de capitalismo de compadres”.

Azar também é cultura A pedido de Marcelo Calero (Cultura), Fernando Bezerra (PSB-PE) incluiu no projeto de lei que autoriza jogos de azar a destinação de 2% da arrecadação ao fundo nacional do setor.


TIROTEIO

O julgamento do impeachment transformou-se num enterro de luxo: tem cortejo e até homenagem de companheiros arrependidos.

DO DEPUTADO ANTONIO IMBASSAHY (PSDB-BA), líder da bancada, sobre a comitiva que acompanhará Dilma Rousseff em sua defesa na segunda-feira.


CONTRAPONTO

Hora do lanche

As sessões do julgamento final do impeachment de Dilma Rousseff têm tomado bastante tempo dos funcionários do Senado. Como ficam quase o dia todo no Congresso, muitos organizam lanches nos gabinetes.
Na sexta-feira (26), servidores levavam um carregamento de alimentos para o escritório de Vanessa Grazziotin (PC do B-AM). Sobrecarregado, um deles deixou cair uma melancia inteira, que se espatifou no chão.
Elmano Férrer (PTB-PI), que passava pelo corredor, lembrou-se do colega que foi flagrado dizendo que conseguia nomear até a fruta no governo e fez piada:

— Essa era para o gabinete do Hélio José, né?

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