Transferência de dinheiro do FI-FGTS para bancos foi desencorajada por executivos da Caixa

Por Painel

Disco arranhado A ideia de permitir o repasse de recursos do FI-FGTS para que bancos privados financiem projetos de infraestrutura também foi aventada durante o governo Dilma. Na época, porém, a Caixa, que administra o fundo, torceu o nariz.

Malabarismo Executivos do banco disseram ser mais fácil criar uma nova linha do FGTS, nos moldes das existentes para habitação e saneamento. A “triangulação” via FI-FGTS encareceria o crédito, pois seria preciso remunerar o fundo e os bancos.

Nem vem A Anac vai cobrar cada uma das concessionárias de alguns dos principais aeroportos do país que estão atrasando o pagamento da outorga — valor devido à União pelo empreendimento.
Sem guichê único A agência negou pedido da entidade que representa as concessionárias de aeroportos para renegociar todos os contratos de uma só vez.

Na conta Atropelada pela Lava Jato, a Odebrecht viu uma frente de problema se desenrolar: os R$ 4 bilhões prometidos à Agroindustrial entraram no caixa da subsidiária. A injeção foi acertada com bancos no acordo para salvar a empresa.

Algum esperto? O deputado Bruno Covas (PSDB-SP) pediu informações ao Ministério da Fazenda sobre a Lei de Repatriação. Quer saber se algum parente de político tentou legalizar recursos, o que é proibido.

Visitas à Folha Rodrigo Garcia, secretário da Habitação do Estado de São Paulo, visitou nesta terça (2) a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Roger Ferreira, assessor de comunicação.

Paolo Bassetti, presidente da Ternium Brasil, visitou a Folha nesta terça (2).


TIROTEIO

É grave dizer que empresários são puros e que política é coisa de bandido. Lembrando que o “poste” foi germinado por Alckmin.

DE ALBERTO GOLDMAN (PSDB), sobre a entrevista de Bia Doria, mulher de João Doria, na qual disse que políticos são “vagabundos que depenaram o país”.


CONTRAPONTO

Reboot

Em palestra em SP, o ministro Luís Roberto Barroso (STF) sugeriu resolver o problema do inchaço do Estado à luz do exemplo da telenovela “O Sheik de Agadir”, transmitida pela Rede Globo na década de 1960. Ele contou que, com baixa audiência, a Globo teria contratado a escritora Janete Clair para dar um jeito na novela. A roteirista bolou um terremoto que matou a maioria dos personagens, possibilitando o recomeço da trama.
— Podia ser uma alternativa — sugeriu o ministro, provocando gargalhadas do público.
Em tempo: a novela “salva” por Janete Clair foi “Anastácia, a Mulher Sem Destino”, não “O Sheik de Agadir”.

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