Planalto quer “rodízio amigável” na Câmara com Rogério Rosso agora e PSDB, DEM e PPS em 2017

Por Painel

Ou vai ou racha Diante do risco de racha na base aliada, o governo vai patrocinar a tentativa de um acordo para um “rodízio amigável” no comando da Câmara. Auxiliares de Michel Temer se movimentam para que, em reunião na terça (12), líderes da base fechem um nome para o mandato-tampão –de preferência, o de Rogério Rosso (PSD-DF) — e concordem em deixar para PSDB, DEM e PPS, que formam um bloco informal, a presidência em 2017. Os tucanos já sinalizaram que topam o arranjo.

Loteamento Os cargos de vice-presidente e de primeiro-secretário também entrariam no rodízio. O revezamento seguiria o modelo que PMDB e PT já adotaram no passado.

Seria lindo Um acerto ajudaria a minar a articulação do PT, que flerta com apoio a Rodrigo Maia. A candidatura do democrata vem crescendo nos últimos dias.

A vida é dura Para isso, será preciso convencer o “centrão” a enterrar planos para 2017. A ideia era emplacar Jovair Arantes (PTB-GO).

Nem amarrado O possível apoio do PT à candidatura de Maia causa mal-estar entre alguns deputados petistas, que ameaçam anular o voto caso a sigla feche questão.

Não estou disposto Os deputados Paulo Pimenta (RS), Henrique Fontana (RS) e Wadih Damous (RJ) são alguns dos insatisfeitos. “Não é consenso o apoio à candidatura de golpistas, inclusive a de Maia”, diz Damous.

Vou te enganar Um importante funcionário da Esplanada diz que Temer não precisa incluir a alta da Cide no Orçamento que enviará ao Congresso até 31 de agosto.

Viu? Já foi O anúncio, assim, só ocorreria em 2017. “Aumento de tributo é verbo que só se usa no pretérito perfeito”, diz um ministro graúdo.

Verdinhas Uma das opções para a lei apresentada em agosto é a alta do IOF sobre operações de câmbio (compra de moeda estrangeira).

Meio termo Quando vier, a Cide terá alíquota abaixo do teto, resultando em arrecadação próxima a R$ 10 bilhões.

Droga, vai dar Ex-integrantes do governo Dilma afirmam que eleger receita de R$ 55 bilhões a mais em 2017 é “factível”, sobretudo se a maior parte se referir a reestimativa de arrecadação.

J’accuse Em sua delação premiada, Fábio Cleto afirmou que Eduardo Cunha tratou pessoalmente com empresários sobre suposta propina em troca de benefícios em medidas que tramitavam no Congresso Nacional. O ex-presidente da Câmara nega.

“Garoteou” Investigadores da Lava Jato estranharam a acusação do ex-vice-presidente da Caixa. “Esse pessoal que tem certa graduação no mundo do crime não costuma botar a cara”, diz um deles.

Som e fúria A entrevista do presidente da Azul não pegou nada bem na Esplanada. “Fim da picada é o presidente de uma companhia com capital 100% titulado por estrangeiros pretender dar opinião sobre o que o Brasil deve ou não fazer”, diz um palaciano.

Estou te sacando O ministro dos Transportes, Maurício Quintella, também reagiu. “Acho natural que uma empresa aérea que opera sem concorrência na maioria de suas rotas não queira abrir o mercado para mais concorrência”, ironizou o ministro.

De cara na parede Com a decisão do DEM de fechar com João Dória na corrida à Prefeitura de São Paulo, restará ao PRB do deputado Celso Russomanno tentar segurar a tríade PTB, PSC e PTN — siglas com as quais mantém conversas há alguns meses.

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Megalô Celso Russomanno, aliás, fechou com seus aliados um dos pontos de seu plano de governo: vai propagandear a promessa de colocar internet sem fio de graça em todas as áreas da capital.


TIROTEIO

Haddad se esqueceu de mencionar que, nessa eleição, há ainda o ‘supercandidato’: o que superaplica multas e é super-rejeitado.

DE JOÃO DORIA, pré-candidato a prefeito de São Paulo pelo PSDB, alfinetando o prefeito Fernando Haddad (PT), que brincou com o perfil de alguns dos rivais.


CONTRAPONTO

Muita calma nessa hora

Em audiência da CPI do Futebol na Câmara, deputados debatiam um requerimento feito por Major Olímpio (SD-SP) para que o grupo enviasse membros à Suíça com o objetivo de estabelecer contato com autoridades daquele país e propor um acordo de compartilhamento de dados e informações sobre os crimes investigados.
O deputado Edinho Bez (PMDB-SC) acompanhava a discussão e pediu a palavra.
— Do jeito que estão as coisas, senhor presidente, sugiro que se criem critérios antes de viajarmos para a Suíça — afirmou o peemedebista. E completou:
— Porque não se sabe mais quem volta!