Presidente da Câmara tem filho que está nomeado no TCE do Maranhão, mas atua como médico em SP

Por Painel

Laços de família Presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA) tem um filho nomeado no gabinete de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, o aliado Edmar Cutrim. Apesar de a função comissionada prever expediente diário em São Luís, o médico Thiago Augusto trabalha em hospitais em São Paulo e cursa pós-graduação na mesma cidade. Cutrim disse à coluna que o funcionário vai ao TCE “todo mês”. Depois mudou: “Duas, três, quatro vezes por semana”. E não atendeu mais às ligações.

Preto no branco A informação de que Thiago Augusto trabalha em São Paulo consta de seu currículo acadêmico. Ele já era lotado no Tribunal de Contas do Maranhão quando fez residência médica no Rio de Janeiro.

Outro lado A assessoria do presidente da Câmara confirmou que o filho trabalha no TCE, mas não fez outros comentários. Apesar do pedido, a equipe do deputado disse que não poderia contatar Thiago Augusto.

Tem mais O filho de Maranhão já foi condenado ao pagamento de multa pela Justiça Eleitoral por ter doado ao pai mais que o permitido em lei na disputa de 2010.

Recado, não Renan Calheiros já distribuiu “nãos” a colegas que pediram sua intermediação para indicar nomes a Michel Temer. O presidente do Senado não quer gastar sua influência à toa.

Dá na mesma Depois de tentativas de conciliação interna, o PSB deve optar formalmente por uma saída à tucana. Não quer indicar nomes ao ministério, mas deixará, sem vetos, que Temer escolha Fernando Bezerra Filho para a Integração Nacional.

Fraquinho Gilberto Kassab, fundador do PSD, está perdendo poder na bancada de seu partido na Câmara.

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Guerra e paz Carlos Marun (PMDB-MS), que visitou o país de origem da família Temer, brinca com a disputa por espaço na Esplanada: “Era mais tranquilo ter erguido acampamento na fronteira do Líbano com a Síria”.

Deu em nada A Petrobras livrou-se de um pepino no Cade. O órgão antitruste arquivou pedido de investidores minoritários que acusavam a estatal de praticar preços abusivos. Os técnicos não encontraram indícios de infração à ordem econômica.

Atire a primeira Michel Temer nem decidiu quem assumirá a Petrobras e um dos cotados já é alvo do setor. Adriano Pires, do Centro Brasileiro de Infraestrutura, foi chamado de “irresponsável” em carta da associação dos engenheiros da estatal.

Meio a meio Com a confirmação de Gilberto Occhi, indicado pelo PP, na chefia da Caixa, a equipe de Temer pretende encontrar um nome sem carimbo partidário para o Banco do Brasil.

Antes tarde Nelson Barbosa prepara medidas para aumentar o volume de crédito na praça. O Conselho Monetário Nacional pode se reunir até o dia 11 — data da votação do impeachment — para definir ações.

Do que nunca Há estudos sobre redução do compulsório e refinanciamento de dívidas. A ideia é beneficiar pequenas e médias empresas.

Ainda dá Apesar das negativas em público, há quem aposte na aliança de PMDB e PSB na corrida municipal em SP. “A negociação de verdade ainda nem começou. Quando a oferta de cargos vier, o pragmatismo falará mais alto”, avalia um marqueteiro.

Bandeira verde O candidato tucano João Doria começa a montar seu programa de governo. Reúne-se com ambientalistas nesta segunda.

Vai longe Ligada a um finalista da PPP da iluminação em São Paulo, a Alumini sofreu revés na Justiça. Fornecedores conseguiram fazer com que a prefeitura deposite em juízo valores devidos à empresa em outro contrato.


TIROTEIO

Daqui a pouco, Eduardo Cunha já não influenciará em mais nada. Os acordos que por ventura tenha feito não valerão mais.

DO DEPUTADO PAUDERNEY AVELINO (DEM-AM), líder da bancada na Câmara, sobre o movimento de partidos de oposição por novas eleições na Casa.


CONTRAPONTO

Pingos nos is

Relator da comissão do impeachment no Senado, Antonio Anastasia recorreu a algumas citações em seu parecer favorável à deposição de Dilma Rousseff. No trecho sobre a Lei de Responsabilidade Fiscal, fez uma delas: “O preço da estabilidade, em resumo, é a eterna vigilância”.

Na sessão em que o texto foi votado, governistas o acusaram de ter parafraseado a UDN, que falava no “preço da liberdade”. Quando retomou a palavra, o tucano achou por bem diferenciar sua intenção:

— Alguns se lembraram da UDN. Essa frase não é da UDN. Essa frase é de Thomas Jefferson, um dos pais da democracia norte-americana — concluiu.