Plano para salvar Dilma Rousseff passa por inflar ministérios de PP, PR e PSD; até PTN recebeu oferta

Por Painel

Pede para sair, 01! O plano para salvar Dilma passa por inflar o número de ministérios de PP, PR e PSD, que receberiam cada um duas pastas. Até com o nanico PTN existe negociação para uma participação “de proa”, com grandes chances de levar o Ministério do Turismo. O plano só não foi executado ainda porque o PMDB, apesar do dramático divórcio, ainda não largou o osso. Há cerca de mil cargos nas mãos da sigla, segundo o Planalto, mas o escaninho das exonerações ainda estava vazio até quarta.

Quem dá mais A nota de corte para manter os atuais ministros peemedebistas será a mesma aplicada aos outros partidos: fica quem tiver votos na Câmara.

Vai ter faxina O Planalto começará a abrir espaço nas pastas nesta quinta para acomodar os partidos agraciados com cargos. Aliados de Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), que já deixou o posto de ministro, devem ser os primeiros limados.

Subliminar O governo prepara uma campanha publicitária para exaltar programas federais na linha do “não vai parar”, mote muito próximo do “não vai ter golpe”. Procurado, o Planalto não se pronunciou.

Aperta o “rec” O ex-deputado Pedro Corrêa começou a prestar nesta quarta os depoimentos do acordo de delação. Com 40 anos de política, estima-se que as oitivas durem cerca de 30 dias.

Listão A delação de Pedro Corrêa, ainda não homologada pelo Supremo, tem 73 anexos e mais de cem nomes citados.

Quem foi O inquérito que apura o vazamento dos anexos da delação de Nestor Cerveró, que motivou a prisão do senador Delcídio do Amaral e do banqueiro André Esteves, voltou a andar. Cerveró foi ouvido na semana passada.

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CDF José Serra anda aplicadíssimo no seminário organizado em Portugal pelo amigo Gilmar Mendes, ministro do Supremo. Assiste a todas as palestras, toma nota e de tudo e senta na primeira fila.

Que hora Um dia após o desembarque do PMDB, o presidente da Apex, David Barioni, procurou Rodrigo Rocha Loures, assessor de Temer. O movimento foi visto como gesto para se manter no cargo.

Olá, vice Barioni diz que tratou de uma missão à República Tcheca, que seria liderada pelo vice. A viagem, porém, já havia sido cancelada.

Como é isso? Senadores cobraram providências da Casa sobre o suposto acesso de Marcos Santi, ex-servidor, a papéis sigilosos da CPI do Futebol.

Papo de louco Santi, que atua como consultor para Romário (PSB-RJ), sustenta não ter senha.

Ajudinha O deputado Eduardo Cury (PSDB-SP) é cotado para a Secretaria de Transportes de Alckmin. Trata-se de uma forma de manter na Câmara o presidente do PPS, Roberto Freire, para a votação do impeachment.

Bate Após a saída de Andrea Matarazzo, João Doria partiu para cima. Em uma mensagem no grupo de tucanos paulistas no WhatsApp, disparou: “E agora, Matarazzo, qual será seu choro?” O choro dos vinhos e do desprezo pelos pobres?”.

Rebate Alberto Goldman ironizou: “O PSDB agora comporta grandes empresários” que, ‘inflados por dinheiro e ambição”, mostram “seu verdadeiro caráter”.

Visita à Folha Leandro Daiello Coimbra, diretor-geral da Polícia Federal, visitou ontem a Folha, a convite do jornal, onde foi recebido em almoço. Estava acompanhado de Mauricio Leite Valeixo, diretor de Investigação e Combate ao Crime Organizado, Leonardo Lima, chefe da Divisão de Comunicação Social, e Celso D’Arcke Brasil, do Setor de Comunicação Social.


TIROTEIO

O único atestado que justifica uma ausência na sessão do impeachment é o de óbito. Quem não vier será tachado de governista.

DO DEPUTADO MENDONÇA FILHO (DEM-PE), rememorando Ulysses Guimarães, sobre possibilidade de deputados faltarem à votação do impeachment.


CONTRAPONTO

Vascaíno notório, o peemedebista Henrique Alves, então ministro do Turismo, fez uma aposta com o flamenguista Helder Barbalho, seu colega de Esplanada e de partido, para o jogo da noite de quarta-feira: os dois iriam juntos ao Mané Garrincha, em Brasília, e quem perdesse teria de vestir a camisa do clube rival.
A brincadeira da dupla acabou engolida pela crise. Com a decisão do PMDB de romper com o governo, Alves entregou o cargo e voltou para o Rio Grande do Norte.
— Esse compromisso, infelizmente, não vou conseguir cumprir — anunciou ao colega, para introduzir a notícia de que sairia do governo.