‘Cadê o japonês?’, perguntou Lula, ao ver a Polícia Federal à sua porta

Por Painel

Bom-humor matinal Ao ver os federais à sua porta, o ex-presidente Lula reagiu de forma inusitada: “Ué, mas cadê o japonês?”. Ninguém na sala se conteve. O comentário bem-humorado da manhã ajudou a quebrar a tensão do momento. Horas depois, uma versão mais colérica conclamava a militância para enfrentar o que ainda vem por aí. Vendo o discurso inflamado do petista, um investigador não se aguentou: “E isso é só o aperitivo”, disse ele, referindo-se à Lava Jato.

Moro ajudou “Eles erraram na dose. Tiraram a militância da paralisia”, disse o ex-ministro Gilberto Carvalho sobre a “desnecessária condução coercitiva de Lula”.

Escrito? Há meses se dizia: um erro da Lava Jato transformaria Lula em vítima. E há meses petistas diziam que isso fatalmente ocorreria.

Round Caso tenha havido subtração de provas do Instituto Lula, como apontam policiais, abre-se margem para um pedido de prisão. “Consumada a arbitrariedade, tentam encontrar uma justificativa. É uma aberração”, reage Cristiano Zanin Martins.

Vapt-vupt Dos 10 minutos e 50 segundos de discurso de Dilma “em defesa de Lula”, apenas 1 minuto e 19 segundos foram dedicados de fato ao antecessor. “É inacreditável. Aprofunda-se o abismo entre ela e o PT”, desabafou um ministro.

Fica a dica A portas fechadas, antes da entrevista na sede do PT, Lula foi muito mais enfático sobre sua candidatura em 2018. Disse que a única maneira de reverter a crise é ficar em estado permanente de campanha.

‌Alô? Os policiais que fizeram buscas no sítio de Atibaia se depararam com um probleminha técnico: os celulares da Lava Jato não funcionavam. A saída foi comprar um chip da Oi e usar a torre que a empresa deu de presente a Lula.

Guarda-costas Preocupada com Sérgio Moro, a PF ofereceu segurança pessoal ao juiz, que ficou de pensar.

Mais do mesmo Lula deixou a PF e foi proferir seu discurso de defesa sem conseguir completar a ligação para Dona Marisa. “Pra que isso tudo?”, perguntava.

Oi? Funcionários do Planalto e da Esplanada criaram um gabinete de crise para cuidar de…Lula.

Quem dá mais Petistas graúdos decidem nos próximos dias quando colocarão na rua a manifestação para concorrer com 13 de março.

A Deus dará Um episódio desta sexta ilustra o descontrole da gestão petista: ao fim da reunião de prefeitos com Dilma, apenas Arthur Virgílio (PSDB-AM) deu declarações. O tucano conseguiu usar o próprio Palácio como palanque para bater no governo.

Timing Pouco depois, antes do pronunciamento de Dilma, a banda dos Dragões da Independência executava, em frente ao Planalto, “Happy”, de Pharrell Williams.

Placebo Para o mercado financeiro, a alta da Bolsa e a queda do dólar são “fogo de palha”. Apesar da sensação de que aumentaram as chances de impeachment, os dados da economia seguem sombrios. Ou seja, após a euforia, o pessimismo retornará.

Nós também O coro contra a CPMF ganhou o reforço de agentes da PF. A Fenapef (Federação Nacional dos Policiais Federais) decidiu aderir à campanha de repúdio ao retorno do tributo, lançada pela OAB.

Pedalada ética A entidade diz que a corrupção é um dos motivos da crise fiscal.

Visita à Folha Walter Feldman, secretário-geral da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), visitou ontem a Folha. Estava acompanhado do ex-jogador Edmilson Moraes, vice-presidente do comitê de reformas da entidade.


TIROTEIO

A operação contra o ex-presidente Lula sem uma decisão do Supremo é uma afronta e um constrangimento à Justiça deste país.

DO DEPUTADO ORLANDO SILVA (PC do B-SP), vice-líder do governo, sobre a operação ter ocorrido antes de o STF esclarecer a competência da investigação.


CONTRAPONTO

História sem fim

Em discurso na Assembleia do Pará, o senador Jader Barbalho (PMDB) se gabava de ser o político com a mais extensa carreira no Estado, com 50 anos de estrada.

— Sou como o vinho, que melhora com o tempo!

Para ilustrar, disse que estava melhor, inclusive, que o filho Helder, ministro dos Portos, também no palco.

Foi quando uma gaiata gritou da plateia:

— Eu que o diga!

Em meio aos risos, o senador, ao lado da mulher, Simone, e da ex-mulher, Elcione, fez desabar o auditório:

— Não diga uma coisa dessas, senão você complica minha vida conjugal. Que, aliás, também é extensa!