Para Planalto, Dilma só ganhará fôlego se quorum de manifestação for menor que o de março de 2015

Por Painel

Depende de março O Planalto trata as manifestações contra Dilma Rousseff marcadas para o dia 13 de março como determinantes para o futuro do governo. Na avaliação de auxiliares palacianos, se os protestos alcançarem, no mínimo, o quorum do ato de março de 2015, quando o Datafolha contou 210 mil pessoas em São Paulo, a pressão sobre a petista crescerá. Do contrário, a sensação será a de que o movimento refluiu, e Dilma poderá manter viva a esperança de sair das cordas.

Ambição Para o MBL, a adesão será, ao menos, equivalente à de abril, quando 100 mil foram à avenida Paulista.

Só me faltava essa Em um dos piores momentos de sua relação com Lula, Dilma teve de ouvir um deputado do PRB imitar o petista na reunião com a bancada da sigla.

renandeboia

Esfinge Em encontro com a bancada do DEM, Renan Calheiros foi instado por Ronaldo Caiado a falar sobre a crise e as manifestações. Não quis opinar muito: só disse que reconhecia a gravidade do momento, mas que precisava garantir a governabilidade.

Termômetro Integrantes da Lava Jato voltaram a nutrir esperanças de que Marcelo Odebrecht se torne colaborador. “Já não é uma missão tão impossível assim”, diz um investigador. Advogados ainda negam a intenção.

Um por todos A decisão do Conselho de Ética de aceitar a representação contra Eduardo Cunha por suspeita de ter mentido, mas não pelo recebimento de vantagens indevidas, animou parlamentares investigados na Lava Jato.

Todos por um Para eles, se o entendimento for confirmado no decorrer do processo, estaria estabelecida uma espécie de jurisprudência interna capaz de evitar a cassação de futuros acusados.

Senta lá Rodrigo Janot recomendou ao STF que devolva Fausto Pinato (PRB) à relatoria da ação contra Cunha. Para não atrasar, o deputado pediu para assumir o caso no ponto atual — sem nova votação sobre a admissibilidade.

Causou A última leva de e-mails de Hillary Clinton liberada pelos EUA, mostra que, em 2009, Lula foi pivô de um desentendimento entre Barack Obama e Angela Merkel.

“O cara” Hillary, então secretária de Estado, foi informada que Merkel estava aborrecida. Ela queria se encontrar com Obama durante a cúpula do G8 na Itália, mas teve o pedido adiado, pois já havia encontro agendado entre o americano e o brasileiro.

Fiador Geraldo Alckmin, que apoia João Doria nas prévias tucanas, mantém o cerco a Bruno Covas por uma razão: o deputado é tido como fiel da balança. Tem mais votos que Ricardo Tripoli e José Aníbal.

Quase lá? Covas confidenciava a interlocutores há tempos que tendia a apoiar Doria caso Tripoli saísse da disputa.

Registro Em resposta à consulta feita pelo PSDB sobre as prévias, o TSE afirmou, em 2009, que só podem participar do processo eleitores filiados à sigla e que faixas são permitidas “desde que em local próximo” da votação.

Estamos de olho Mais de 30 empresas exportadoras passarão a monitorar as medidas do governo Dilma no comércio exterior. GE, Embraer, Ford e Bayer estão entre as gigantes que aderiram ao Fórum de Competitividade das Exportações na sexta (4).

Está piorando O Idesf (Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteiras) enviará ao Planalto alerta sobre o aumento do contrabando em 2015.

Visita à Folha Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, presidente da Firjan (Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro), visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Tatiana Ávila, assessora de imprensa.


TIROTEIO

Falar em uso da máquina é ridículo. Conheço muitos tucanos no governo apoiando Andrea e Tripoli. Geraldo Alckmin é um democrata.

DE FÁBIO LEPIQUE, presidente do diretório do PSDB na Mooca, sobre a acusação de que o governador interferiu nas prévias tucanas em SP.


CONTRAPONTO

Me dá um dinheiro aí

Mesmo não sendo integrante da CPI do BNDES, a deputada Raquel Muniz (PSC-MG) decidiu aparecer na reunião de encerramento da comissão. Depois de ouvir outros colegas se queixando do relatório de José Rocha (PR-BA), a mineira pediu a palavra para reclamar de outro aspecto: não conseguia nunca ser recebida no banco para liberar empréstimos para sua região.
–V. Exa pode, então, aproveitar para fazer os pedidos aqui mesmo — disse o presidente Marcos Rotta (PSDB-AM), apontando representantes do banco no plenário.
A deputada não se fez de rogada. Ao final da sessão, puxou os funcionários para cobrar os recursos.