Aliados de FHC afirmam que tucano era próximo de lobista que acertou pagamentos à sua ex-amante

Por Painel

Entre empresas Três políticos próximos a Fernando Henrique Cardoso afirmam que Fernando Lemos, dono da firma de comunicação Polimidia, era próximo do ex-presidente. Mirian Dutra diz que recebeu dinheiro pela Brasif, a pedido de FHC, e que os detalhes foram acertados por Lemos, que fora casado com sua irmã. Dados levantados agora mostram que a Brasif contratou os serviços de consultoria da Polimidia entre 1993 e 2010, período que abrange o tempo de FHC no Palácio do Planalto.

Eu não Um aliado de FHC classificou o laço com Lemos como de “amizade”. O ex-presidente nega. Sob o comando de Fernando Lemos, a Polimidia floresceu na década de 90 e se tornou uma das mais influentes empresas de gestão de crise da capital federal. Ele morreu em 2012.

Longa carreira Antes de montar a Polimidia, o empresário foi, por duas vezes, secretário do Distrito Federal, ocupando as pastas de Cultura e de Comunicação.

Olha ela Dilma Rousseff irá à festa de aniversário do PT, dia 27 de fevereiro, no Rio de Janeiro. A presidente decidiu participar da comemoração para evitar conclusões de que ela e o partido estão dissonantes — como, de fato, estão.

Não me deixe só Ainda na prisão, Delcídio do Amaral (PT-MS) fez chegar a colegas de bancada que “não aceitará perder” seu mandato no Senado, desfecho que o faria perder o foro privilegiado e remeteria seu caso para as mãos do juiz Sérgio Moro.

Welcome back! Ao voltar ao trabalho, Delcídio deve encontrar simpatia geral dos demais colegas senadores. “Ninguém fará discurso, mas todos irão visitá-lo no gabinete para abraçá-lo”, disse um congressista da oposição.

Ih, perdeu O PT fazia as últimas costuras com o PMDB para emplacar Gleisi Hoffmann (PR) na presidência da Comissão de Assuntos Econômicos. Agora, petistas dizem que, se Delcídio quiser manter o posto, não haverá o que fazer.

Profeta do caos O deputado Paulinho da Força (SD-SP) tem visitado dois sindicatos por dia advogando contra a reforma da Previdência. Costuma dizer que, “após acabar com o presente, trazendo desemprego, o governo federal agora quer acabar com o futuro”.

Revolta à vista Líderes da base do governo na Câmara e no Senado prometem derrubar os vetos de Dilma à medida provisória que alterou a tributação de bebidas e itens de informática. Dizem que tudo fora acertado com o próprio Planalto. A votação deve ser em março.

Me dê motivo A bancada do PT no Senado se reunirá na próxima semana com José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da Petrobras, e diretores da Federação Única dos Petroleiros. Querem subsídios para enfrentar o debate sobre a obrigatoriedade da participação da Petrobras no pré-sal.

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Vai na fé Antes da votação para a liderança do PMDB, Leonardo Picciani (RJ) recebeu uma imagem de São Jorge como presente de um senhor que se dizia eleitor do aliado Newton Cardoso Jr (MG). “Para proteger das maldades futuras”, disse. Picciani foi reconduzido.

Acelerou demais Pré-candidato à Prefeitura de SP, João Doria (PSDB) anunciou a presença de deputados em seu último evento antes das prévias, neste sábado (20). O problema é que alguns deles não foram consultados.

Me confundiram O deputado Orlando Morando, um dos citados como presença confirmada, afirmou que sequer foi convidado. Ele passará o fim de semana no Rio.

No embalo do chefe Secretários de Geraldo Alckmin são esperados no evento. Alguns tucanos reclamam, contudo, da pressão que têm recebido do gabinete do governador para apoiar Doria.


TIROTEIO

Sem indiciamento, o relatório parece novela cujo roteiro foi ótimo, mas que ninguém morreu nem se casou no capítulo final.

DE ALEXANDRE BALDY (PSDB-GO), sub-relator da CPI do BNDES na Câmara, sobre a pressão de deputados governistas para que a comissão poupe petistas.


CONTRAPONTO

Alarme falso

Dois delegados e um agente da Polícia Federal chegaram ao Congresso, no início de dezembro passado, numa viaztura oficial.
Ao perceber a chegada dos agentes, integrantes da Polícia Legislativa ficaram assustados. Com a Lava jato correndo solta, temiam ser uma nova fase da operação.
Com receio de que houvesse busca e apreensão nas dependências do Senado ou a prisão de algum parlamentar, seguraram os policiais o quanto puderam.
Na verdade, os agentes queriam somente se reunir com alguns senadores para discutir um projeto sobre o policiamento das fronteiras do país.