Empenhado em eleger Hugo Motta líder do PMDB, Cunha pede votos como se fosse para si mesmo

Por Painel

Persuasão Na ofensiva para levar Hugo Motta (PB) à liderança do PMDB na Câmara, Eduardo Cunha adotou nova abordagem para derrotar o candidato do Planalto, Leonardo Picciani (RJ). No lugar de somente pedir votos para eleger seu afilhado político, o presidente da Casa pede votos para si mesmo. “É como se fosse votar em mim”, tem dito ele em conversas reservadas. Nos diálogos, costuma acrescentar: “Hugo unifica o partido e não tem qualquer compromisso de ficar contra o governo”.

Eu tenho a força Cunha tenta, de um lado, furar a resistência de governistas à candidatura de Motta e, de outro, conquistar deputados que não temem a ideia de negar um pedido pessoal do presidente da Câmara.

Dúvida O ex-presidente Lula tem sido aconselhado a evitar o depoimento de 17 de fevereiro sobre o tríplex em Guarujá. Na avaliação de petistas, o promotor Cassio Conserino já teria dado sinais de que não tem isenção para tocar o caso.

Diante dos bois Conserino adiantou que denunciaria Lula antes mesmo de ouvir o petista sobre o apartamento.

Me deixem quieto Depois de mandar recados e prometer vingança, Delcídio do Amaral (PT-MS) anda mais calmo. Amigos que visitaram o senador na prisão recentemente dizem que ele tenta evitar sua expulsão do partido. Acha que uma saída compulsória fragilizaria sua defesa.

Mais tempo O senador está com a filiação suspensa desde que foi detido.

Labutando Afastado do dia a dia da Odebrecht há quase 15 anos, Emilio Odebrecht tem participado de reuniões estratégicas e negociado com banqueiros. Pragmático, evita falar da prisão do filho Marcelo, reparou um executivo que esteve reunido com ele recentemente.

Negação Executivos que ainda não caíram na Lava Jato, embora corram sérios riscos, afirmam não sentir firmeza nas novas regras de delação empresariais, definidas na já muito contestada MP da leniência.

Na moita Advogados contratados por grandes empresas para investigar corrupção interna dizem que, quando encontram rolos, a maioria dos clientes opta por não comunicá-los às autoridades.

Mis papelitos! Os técnicos designados pelo novo presidente argentino, Mauricio Macri, para analisar a proposta do Mercosul para a União Europeia precisaram pedir auxílio do Brasil para recuperar parte do histórico das negociações. Muitos registros haviam sumido.

Mudou mesmo? O ministro Armando Monteiro (Mdic) irá a Buenos Aires no dia 18 de fevereiro para tratar das bases do novo acordo automotivo com os argentinos.

Encalacrado O esperado livre comércio entre os dois países nunca se concretizou. O Brasil quer que a Argentina se comprometa, ao menos, com um calendário fixo para que as barreiras sejam definitivamente removidas.

Tenha fé Na conversa reservada com o ex-presidente Lula e dirigentes petistas, na semana passada, Fernando Haddad sinalizou que ainda espera ter Gabriel Chalita (PMDB) na vaga de vice em sua chapa pela reeleição.

Finalmente O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, recebeu nesta terça-feira de Carnaval (9), no Palácio dos Bandeirantes, o vereador Andrea Matarazzo, pré-candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo.

Me deu um nó O encontro ocorre após Alckmin ser aconselhado a receber os demais pré-candidatos do partido. Há alguns meses, o governador havia manifestado apoio ao empresário João Doria, aprofundando a crise interna do partido.

Amigo lá, rival aqui O PRB começa a preparar sua campanha de TV que irá ao ar em março. A ideia é falar sobre os problemas do país sem atacar diretamente ninguém. O partido compõe a base do governo Dilma, mas volta e meia flerta com a deserção. Em São Paulo, irá com sangue nos olhos para cima do prefeito Fernando Haddad.


TIROTEIO

No incrível depoimento do ex-ministro José Dirceu ao juiz Sergio Moro, só faltou um fundo musical com Wesley Safadão.

DO DEPUTADO SILVIO TORRES (PSDB-SP), secretário-geral do partido, sobre as declarações do petista aos investigadores da Lava Jato.


 

CONTRAPONTO

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Genuflexório

Em um jantar para comemorar seu aniversário, a ministra Kátia Abreu (Agricultura) defendia a votação da CPMF quando o amigo Ronaldo Caiado (DEM-GO), da bancada ruralista, desatou a falar mal da proposta do governo.
Dilmista de carteirinha, Kátia fez, então, um apelo inusitado:
— Caiado, se preciso for, eu ajoelho a seus seus pés para que você me ajude a aprovar a reforma da Previdência e a recriação da CPMF.