Sem alarde, dissidentes discutem deixar o PT e fundar um novo partido

Por Painel

O desembarque Políticos do PT, muitos deles com mandato, deflagraram no fim do ano passado sondagens para a criação de um novo partido. Nos últimos meses, as discussões envolveram cerca de 25 parlamentares, todos eles insatisfeitos com os rumos da legenda nesses tempos de crise. Movimentos sociais também foram acionados para discutir, de forma reservada, a proposta. Dissidentes afirmam que a ideia é retomar as conversas após as eleições municipais deste ano.

Não passarão Dirigentes do PT têm conhecimento da operação, mas colocam panos quentes. “Isso ficou forte na época do Eduardo Cunha [quanto o governo ainda defendia o diálogo com ele], mas já diminuiu”, disse um petista graúdo.

Agora, não O ex-governador Tarso Genro (RS), que esteve em algumas das reuniões para tratar do tema, afirma ser “natural” debater o assunto em um período “de grave crise partidária”, mas diz que agora não é o momento para discutir a proposta.

Alerta “Sem reestruturar o sistema político, partidos presentes e futuros terão os mesmos problemas”, defendeu Genro.

Para animar O PT convidará Lula para participar do programa nacional que o partido veiculará na TV em 23 de fevereiro. A peça será produzida pelo marqueteiro Edinho Barbosa.

É pior No PT e na Esplanada, a conclusão é a mesma: o Instituto Lula subestimou a ofensiva contra o ex-presidente.

Especulação Um importante banqueiro reprovou as declarações de Mark Mobius, tido como um dos gurus dos mercados emergentes, apostando na recuperação judicial da Petrobras. “Estão vendendo mais dificuldade para ganhar facilidade ”, reclamou.

Várzea Assim que chegou no presídio de Bangu 8, André Esteves evitou a imagem de elitista. Logo se ofereceu para jogar uma partida de futebol. “Não posso ser um banqueiro aqui”, confidenciou, durante uma visita, definindo sua estratégia de sobrevivência no cárcere.

Não funcionou Mas logo nos primeiros jogos, Esteves fez um passe errado e acabou trombando com outro preso. “Ô, banqueiro, chega junto, pô”, gritou um detendo.

No chicote Com o intuito de enfraquecer Leonardo Picciani (RJ), apoiadores de Hugo Motta (PB) para a liderança do PMDB compartilham nas redes sociais memes contra o carioca. Em um deles, peemedebistas puxam o partido enquanto Picciani, com imagem de autoritário, dá ordens aos demais.

“O povo unido!” Para economizar, a direção dos Correios tentou cortar o contrato de funcionários que serviam café, limitando o serviço ao alto escalão e aos visitantes da estatal. Até que funcionários da empresa resolveram baixar em fila nas dependências da diretoria.

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Torrado e moído Diante da revolta, a solução foi voltar a servir o café aos demais servidores. “Pode quebrar a empresa, acabar com a aposentadoria, mas o cafezinho ninguém tira!”, disse um deles.

Pódio Na pesquisa encomendada pelo PSDB ao Instituto GPP — a mesma em que tucanos aparecem em quarto lugar —, Celso Russomanno (PRB) é líder isolado em todos os cenários testados, com índices de intenção de voto que variam de 34,6% a 35,9%.

Fôlego? Marta Suplicy (PMDB) fica segundo lugar, com 14,6%. Em terceiro está o prefeito Fernando Haddad (PT), com 9,5%. A pesquisa foi realizada nos dias 23 e 24 de janeiro, com 816 pessoas.

No acelerador Daniel Annenberg, presidente do Detran de São Paulo e um dos cabos eleitorais de João Doria nas prévias tucanas, decidiu sair candidato a vereador pelo PSDB.


TIROTEIO

No dicionário da Dilma, reforma da Previdência significa mexer nos direitos do trabalhador e prejudicar o povo.

DO DEPUTADO PAULO PEREIRA DA SILVA (SD-SP), aliado de Eduardo Cunha, sobre a proposta do governo de fixar uma idade mínima para a aposentadoria.


CONTRAPONTO

Já que vocês insistem… 

Presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) almoçava em um restaurante da zona sul do Rio quando um grupo se aproximou e perguntou sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff, cobrando do deputado uma tramitação mais rápida do caso.
Cunha justificou. Disse que a palavra final pertencia ao conjunto da Câmara.
— É uma decisão da maioria — disse ele, de forma protocolar.
O grupo insistiu tanto que o congressista se cansou de argumentar.
— Tá bom! Vou ver o que posso fazer — respondeu.