Partidos vão ao Supremo contra resolução da Justiça Eleitoral para eleições municipais

Por Painel

Disputa suprema Dirigentes de ao menos 33 partidos vão ao STF (Supremo Tribunal Federal), logo após o Carnaval, contra resolução da Justiça Eleitoral que proíbe as agremiações de lançarem candidatos a prefeito e a participarem de alianças em cidades onde não haja diretório municipal registrado. Eles consideram o expediente “uma afronta do TSE ao Legislativo”, e sustentam que, durante a discussão da reforma política na Câmara, o tema foi debatido e rejeitado pelos deputados.

E agora? Em São Paulo, o PRB de Celso Russomanno, líder nas pesquisas para a prefeitura, está cadastrado na Justiça Eleitoral com uma comissão provisória, o que inviabilizaria a candidatura.

Maré O mesmo acontece com o PRB no Rio, onde o partido trabalha para lançar o senador Marcelo Crivella à sucessão do peemedebista Eduardo Paes. Lá, PMDB e PSB estão no mesmo barco.

Carta Magna “Quando determina que os partidos criem diretórios, o TSE está interferindo na autonomia partidária, garantida pela Constituição, para definir suas estruturas internas. Logo, essa resolução é inconstitucional”, diz Marcos Pereira, presidente nacional do PRB.

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Alalaô Integrantes da Fazenda brincam que sairão neste Carnaval vestidos a caráter. Um grupo usará fantasia de meta flexível, outro de gasto rígido. “Barbosa sairá num bloco sem bandas”, diz um deles, sobre a proposta do chefe de fixar intervalo para o superavit primário.

Tipo filho Apesar das críticas à condução da política econômica do governo, o ex-presidente Lula não está bravo com o ministro Nelson Barbosa. “Mas também não está contente”, afirma um interlocutor do petista.

Dor de cotovelo Está pegando mal entre petistas a falta de defesa pública da presidente Dilma em relação a seu antecessor. “Ele que a elegeu, que brigou com Aécio [Neves] por causa dela, e que sofre com a Polícia Federal fazendo o que quer contra ele.”

Balangandã No comercial que levará ao ar nesta terça (9), o PT recorrerá ao “espírito de Carnaval” para tentar resgatar o otimismo em relação ao partido e ao país. Sem a participação de políticos, o vídeo mostra apenas atores fantasiados e referências às diferentes festas pelo Brasil.

Serpentina “Está na hora de mudar o enredo. Vamos deixar de lado o pessimismo e construir novas vitórias. O Brasil é o nosso bloco, é a nossa escola, é o nosso estandarte”, diz o locutor.

Há limites! De um peemedebista influente sobre o atual estado de penúria do Rio de Janeiro: “Aguentaram bala perdida, dengue e até o Garotinho. Agora, isso tudo e mais a queda do petróleo, aí nem o Rio aguenta”.

Estatuto Além das críticas à falta de atuação política de João Doria no PSDB, tucanos históricos têm reclamado das propostas aventadas pelo empresário, entre elas a defesa do Estado mínimo e a extinção de secretarias temáticas, como a das mulheres e a da igualdade racial.

Soletrando “João Doria precisa se lembrar que PSDB significa Partido da Social Democracia Brasileira”, ironiza um tucano.

Cadê o apetite Empresários reclamam que, embora o governo tenha incluído no discurso a expansão para novos mercados, não planejou uma ofensiva ao Irã, cuja economia se abre. Quem está fazendo a festa por lá são empresas americanas e europeias.

Outro lado Sobre o MP de São Paulo cogitar uma ação civil pública contra o governo paulista por causa da desapropriação do terreno onde é hoje o Parque Villa-Lobos, a Procuradoria-Geral do Estado diz que, em fevereiro de 2012, pediu a devolução dos valores que o governo teria pagado indevidamente.


TIROTEIO

José Dirceu não consegue aceitar sua prisão na Lava Jato porque sempre se considerou acima da lei.

DE ROBERTO LIVIANU, promotor de Justiça, sobre o ex-ministro ter dito em depoimento a Sergio Moro não ver razões para estar preso em regime fechado.


CONTRAPONTO

Momento Serra

Durante o jantar oferecido pela ministra Kátia Abreu, na terça-feira (2), por ocasião de seu aniversário, uma funcionária trouxe bolo e velinhas.
Depois do “Parabéns pra você”, Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos principais representantes da bancada ruralista, ensaiou o “Com quem será?”.
Os convivas se entreolharam e logo se lembraram do recente episódio em que a ministra da Agricultura jogou uma taça de vinho na cara de José Serra (PSDB-SP).
–Para, para, para! Deixa disso, Caiado, que a taça dela está cheia — alertou o senador Benedito de Lira (PP-AL). Não houve um que não soltasse uma gargalhada.