Aliados cobram que Lula dê sua versão sobre Atibaia para poder sair em sua defesa

Por Painel

Compasso de espera Desde que o sítio em Atibaia e o tríplex em Guarujá passaram a atormentar Lula, aliados e militantes de esquerda se perguntam quando o ex-presidente falará. Querem que ele una a tropa, ditando o argumento para sua defesa nas ruas. Mas amigos aconselham o petista a só se posicionar publicamente depois que Fernando Bittar e Jonas Suassuna, donos do terreno em Atibaia, derem suas explicações. Qualquer declaração divergente pode servir para desgastá-lo ainda mais.

Tá tranquilo Quem se encontra com o ex-presidente diz que ele não passa recibo. Brinca, conta piadas e raramente toca nos assuntos Atibaia e tríplex.

Plágio De um importante peemedebista sobre o presidente do PT, Rui Falcão, ter defendido uma união nacional pelo país. “Detonaram Temer por isso. Agora, copiam”, disse.

Vida dura Apesar da derrota na primeira votação do ano na Câmara, Dilma não vai retaliar os aliados traidores. Na avaliação do Planalto, é impossível brigar com a tropa tendo um processo de impeachment em curso, o que tira muito do poder de fogo do governo.

Minha hora O comitê que define os investimentos do FI-FGTS terá novo presidente em março. A escolha, desta vez, será da União. O ex-deputado do PT e atual secretário-executivo do Ministério do Trabalho, Cláudio Puty, é o favorito para comandar os mais de R$ 20 bilhões do fundo.

Teses Um ministro repara que, no julgamento do pedido de afastamento de Eduardo Cunha, estarão em jogo duas teses nunca testadas. O MP diz que ele tem de sair por estar na linha sucessória da Presidência. Cunha dirá que, se é assim, não valem atos estranhos ao seu mandato.

Não é sério O deputado Lúcio Vieira Lima (BA), que faz campanha para colocar Hugo Motta na liderança do PMDB na Câmara, ironizou as contas de Leonardo Picciani (RJ): “As estimativas dele parecem de pesquisa paga. Perto da eleição, vai ajustando. Eram 45 votos. Caiu para 40.”

Pago para ver Picciani fez questão de devolver a provocação do correligionário: “Lúcio dizia que ia ganhar de mim para a liderança da bancada com 12 votos de diferença. Perdeu. Minha contagem é nas urnas.”

Emocional O lobista Fernando Baiano tem telefonado para amigos e feito planos de passar o próximo Réveillon em Angra dos Reis. Nas conversas, diz acreditar que o pior já passou. Mas sempre cai no choro.

Limpa tudo O ex-petista André Vargas está trabalhando de faxineiro no CMP (Complexo Médico Penal), no Paraná. Com o serviço, reduz o tempo de sua pena.

Causídico Amigos dizem que o tempo de reclusão transformou o banqueiro André Esteves num exímio conhecedor de leis e recursos penais. Debruçado sobre livros, dá pitacos em seu próprio processo. Quando perguntado sobre o período no presídio, limita-se a dizer que prefere olhar pra frente.

O que deu nele? Tucanos graúdos que apoiam a candidatura de Andrea Matarazzo à Prefeitura de SP se dizem surpresos com a recente “desinibição” do governador Geraldo Alckmin com o também pré-candidato João Doria.

Sinais Quem entende a cabeça de Alckmin diz que a foto tirada na quinta (4) com Ricardo Tripoli, outro pré-candidato tucano à Prefeitura, é mera tática diversionista. “Ele sempre quer confundir todo mundo. É a cara dele”, diz um interlocutor.

Queria assim No primeiro sonho de Alckmin, o senador José Serra sairia candidato a prefeito este ano. No segundo, candidato a governador em 2018. Assim, reduziria os obstáculos para se tornar o nome do PSDB à Presidência. Resta saber o que sonha para Aécio Neves.

Redes contra zika O governo pediu ajuda das redes sociais na campanha contra o vírus da zika. Mark Zuckerberg, dono do Facebook, já entrou no circuito com uma mensagem em sua página na rede social. Agora, o governo quer engajar o Twitter.


TIROTEIO

Os juros no Brasil ainda são muito altos, mas desta vez o Banco Central acertou ao não mexer na taxa básica.

DE PAULO SKAF, presidente da Fiesp, sobre a decisão do Banco Central de manter inalterada a taxa básica de juros em 14,25% ao ano.


CONTRAPONTO

Quem dá mais

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O deputado Hugo Motta (PB) jantava com deputados da bancada do PMDB na tentativa de atraí-los para sua candidatura — que tem apoio de Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Um dos presentes disse que seu rival, Leonardo Picciani (RJ), estava convidando correligionários a passar o Carnaval no Rio, com direito a camarote e outros mimos.
Motta não se fez de rogado:
— Não tem problema! Sapucaí não garanto. Mas quando chegar o São João de Patos, pode todo mundo ir!