Alvo de CPI, fundo de pensão dos Correios tenta nova ofensiva para sanar rombo bilionário

Por Painel

Atrás do prejuízo Alvo da CPI dos Fundos de Pensão, o Postalis tenta reaver parte do rombo bilionário em suas aplicações. Na quinta (4), entrou com nova ação contra o banco BNY Mellon, cobrando R$ 2,2 bilhões por prejuízos decorrentes de “administração fraudulenta”. Contratou ainda a consultoria PWC para promover a venda de “ativos podres”. A direção atual quer limpar o portfólio e ter um quadro realista das finanças do fundo que bancará a aposentadoria dos funcionários dos Correios.

Sob ataque O BNY Mellon deve ter de enfrentar em breve outra dor de cabeça. Auditoria do governo no Postalis deu fôlego ao processo instaurado no BC. Há fortes indícios de que houve falhas de controle no banco. A expectativa é que a peça acusatória seja concluída nos próximos meses.

Vamos rebater Procurado, o BNY Mellon disse que as reivindicações vistas “até esta data não têm mérito” e continuará a se defender. Desde 2014, o Postalis moveu seis ações contra o banco. Numa delas, conseguiu o bloqueio de cerca de R$ 200 milhões.

Folia engajada O governo distribuirá panfletos e camisetas da campanha contra o avanço da zika em blocos de rua e nos sambódromos de São Paulo e Rio durante o Carnaval.

Mutirão A pedido da Casa Civil, empresários do Conselhão ajudarão o governo no combate ao vírus da zika. A Cosan distribuirá informações sobre a doença nos postos da Shell e em contas de luz da Comgás. A Abrinq distribuirá folhetos nas fábricas da indústria de brinquedos.

E aqui? O Palácio do Planalto ainda não definiu qual será sua cota de sacrifício na reforma administrativa da Esplanada. A sugestão do Planejamento já chegou por lá.

Circuito Agora que seus executivos firmaram delação com o MP, a Andrade Gutierrez deve acelerar as negociações com o Cade. Esse foi o caminho percorrido por Toyo e Camargo Corrêa, também enroladas na Lava Jato.

Tombini amigo A Fiesp, crítica contumaz dos juros altos, vai defender publicamente a decisão do Banco Central, tomada em 20 de janeiro, de manter a taxa Selic em 14,25% ao ano.

Corpo estranho Aproveitando-se da falta de articulação do governo Dilma com movimentos sociais, o deputado Paulinho da Força, aliado de Eduardo Cunha, organizou encontro da Frente Nacional de Luta, de José Rainha, com o presidente da Câmara.

Aconchego “Sentimos que as portas da Câmara estão abertas”, disse José Rainha.

Veja bem O apoio de Geraldo Alckmin ao pré-candidato João Doria nas prévias fez os partidos da base do governador reverem o discurso de fidelidade aos tucanos na eleição municipal.

Testando Caciques do DEM afirmam que o compromisso com Alckmin para 2018 “não significa alinhamento automático” ao projeto do PSDB para a capital paulista. Antes de decidir pela aliança, querem avaliar “o comportamento” do candidato tucano escolhido.

Pote de mágoas O entorno de Marina Silva na Rede tem resistido a apoiar Ricardo Young (PPS) na disputa em SP. Não se conforma com o fato de o vereador não ter migrado para o partido da ex-senadora.

Chega mais Os nanicos PRP, PMN e PMB caminham para fechar aliança com o PHS, que lançará o vereador Laércio Benko a prefeito de SP.

Colateral Vereadores críticos ao projeto de Haddad para eleger subprefeitos afirmam que, se a medida passar, as secretarias municipais, que ficam à disposição dos prefeitos, precisarão entrar nas negociações de campanha.


TIROTEIO

Depois de três anos enfiado no gabinete, o prefeito decide ir conhecer a periferia de São Paulo. É a velha política de sempre.

DE MARCOS PEREIRA, presidente nacional do PRB, sobre o prefeito Fernando Haddad, às vésperas da campanha, programar agendas na periferia da cidade.


CONTRAPONTO

Aproveitando o ensejo 

Durante a coletiva de imprensa em que anunciou, na quinta-feira (4), os indicadores de educação na rede de ensino paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) lembrou de um de seus contos preferidos de Monteiro Lobato, “O Colocador de Pronomes”.
— Aldrovando, acostumado ao uso de uma linguagem empolada e incompreensível, propôs a elaboração de leis para punir os que erram o idioma.
Um dos prefeitos logo emendou:
— Se fosse hoje, com estes bons resultados da avaliação de Português em São Paulo, Monteiro Lobato não teria nem tido a ideia de escrever isso!