Dilma Rousseff vai atrás de líderes religiosos para encorpar campanha contra dengue e zika

Por Painel

Mutirão do repelente O governo federal vai envolver igrejas na mobilização nacional contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue e da zika, o Aedes aegypti. O Palácio do Planalto organiza encontros de Dilma Rousseff com denominações religiosas, que têm presença e influência em regiões remotas e sem saneamento básico. A presidente também planeja rodar o país para dar voz às ações do governo federal, chamando para si a tal guerra que seu ministro da Saúde já considera perdida.

Leve o escovão Dilma determinou uma limpeza geral nas instalações da União. Servidores receberam e-mails com uma convocação para o “faxinaço”, como a ação foi apelidada. Segundo a ordem, todos devem dedicar a próxima sexta (29) à “erradicação de fontes potenciais de hospedagem e reprodução” do mosquito.

E sorria A mensagem diz ainda que se trata de uma campanha “massiva” e, por isso, deve ser “registrada, fotografada e documentada”.

Não é possível Sem controlar o ministro Marcelo Castro (Saúde), sua assessoria decidiu que ele passará por novo “media training”.

Novo round A reforma da Previdência e o ajuste fiscal, temas que Dilma quer debater no Conselhão, criarão nova rusga entre o Planalto e o PT. A sigla está farta do que chama de discurso pró-banqueiro e cobra do governo um gesto mais contundente em direção à sua base social.

Papo reto A resolução aprovada na terça (26) pela Executiva Nacional do PT diz que a sigla só “apoiará soluções que sejam negociadas e pactuadas com o sindicalismo, organizações populares e os movimentos sociais”.

Substituição A Febraban, a federação dos bancos, será representada no Conselhão por Roberto Setúbal, presidente do Itaú e do conselho diretor da entidade. Murilo Portugal, presidente-executivo, que antes tinha assento no conselho, foi cortado pelo governo desta vez.

Fogo neles Irritado com Leonardo Picciani, líder da ala governista do PMDB na Câmara, o Movimento Brasil Livre, que defende o impeachment de Dilma, promete uma ofensiva contra os candidatos a prefeito no Estado do Rio apoiados pelo político. Planejam usar panfletos, cartazes e outdoors.

Fila indiana Depois de se reunir com Geraldo Alckmin, Andrea Matarazzo e João Doria pedindo juízo aos tucanos, o ex-presidente FHC almoçou nesta quarta (27) com o senador Aécio Neves.

Tô fora No encontro, Aécio disse que não haverá interferência da Executiva Nacional na disputa pela candidatura a prefeito de SP.

Sinal verde Ricardo Tripoli, um dos postulantes à vaga de candidato tucano, recebeu sinal do PV de que pode contar com a sigla caso vença a prévia.

Facada no bolso A Eletrobras gastará cerca de R$ 160 milhões com o escritório americano Hogan Lovells, que apura eventuais irregularidades nos balanços de 2014 e 2015. A Petrobras pagou R$ 19 milhões por análise semelhante nas contas de 2014.

Faca no pescoço A KPMG, que audita a Eletrobras, exigiu a investigação por uma firma americana. O contrato foi firmado em dólar, cuja cotação só sobe.

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Só no tecladinho Líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE) tem cortado um dobrado para falar com políticos e assessores. A escola dos EUA onde está estudando inglês proíbe os alunos de falarem outra língua. Tem apelado para mensagens texto.

Visita à Folha Alex Ellis, embaixador do Reino Unido no Brasil, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Barbara Taborda dos Reis, diretora-adjunta de comunicação do Consulado-Geral em São Paulo.


TIROTEIO

João Doria começa errado. No lugar de falar mal de Lula, ele deveria se preocupar com a prática de viver de benesses dos governos.

DE PAULO FIORILO (SP), presidente do diretório municipal do PT em SP, sobre o pré-candidato tucano à Prefeitura, que chamou Lula de “sem-vergonha”.


CONTRAPONTO

Espanta bolinho

Na última segunda(25), a sala de audiências da 10ª Vara Federal de Brasília estava lotada. Naquele dia, mais de 90 testemunhas haviam prestado depoimento em casos da Operação Zelotes. Muitas delas seguiam por lá.
Os réus circulavam pela sala, onde se aglomeravam familiares e depoentes. Abraçavam-se e falavam com seus advogados sobre estratégias. Trocavam impressões.
Policiais federais acompanhavam a cena incomodados. Um deles, que fazia a escolta de réus, achou que era hora de acabar com a balbúrdia. E disse:
— Você pega o seu preso, eu pego o meu e vamos embora daqui. Isso aqui já virou reunião do Lions Clube!