Governo quer mudar Lei Pelé para incentivar times a se tornarem empresas de futebol

Por Painel

Bola em campo O governo quer virar a Lei Pelé do avesso e incentivar times a se tornarem empresas de futebol. A ideia é manter os atuais benefícios fiscais para as agremiações que se transformem em sociedades anônimas. A mudança permitirá que os times tenham acionistas, facilitando a atração de investidores e a transparência da gestão. O Planalto também quer proteger times pequenos que descobrem e formam jogadores, dando a eles o direito de receber dinheiro quando tiverem um atleta roubado.

Vamos conversar? O Bom Senso FC, movimento de jogadores de futebol para a melhoria do esporte no país, será chamado para debater a proposta.

Projeto paralelo A iniciativa de Dilma atropela, a princípio, a decisão do Senado de criar uma comissão de juristas para revisar a legislação esportiva no país.

No páreo O deputado Hugo Motta (PB) deve oficializar nesta quarta (20) sua candidatura à liderança da bancada do PMDB na Câmara.

Tiro no pé Apesar da sede pela manutenção dos juros no patamar atual, o governo detestou a nota de Alexandre Tombini, presidente do BC, considerando “significativas” as novas projeções de crescimento do FMI sobre a economia brasileira.

Inovou “Tombini quebrou a liturgia do silêncio na véspera da reunião do Copom”, reclamou um auxiliar presidencial.

Pra cima deles A oposição discute como “tocar fogo” no Congresso na volta do recesso. Preparam requerimentos para levar, além de Jaques Wagner, Antonio Palocci e Lula à CPI dos Fundos de Pensão.

Outros carnavais Mauro Lopes, cotado para a Secretaria de Aviação Civil, é apontado no PMDB como o deputado que percorreu gabinetes no Legislativo para apresentar Jorge Zelada como sucessor de Cerveró na Diretoria Internacional da Petrobras.

Fezinha O senador Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE) levou sorte para Vicência, na Zona da Mata pernambucana. Empolgado com a visita, um funcionário da cidade resolveu jogar no bicho a placa do carro do parlamentar, de número 7155. Não deu “Coelho”, mas deu “Gato”. E o servidor levou, feliz, o prêmio.

Novos ares Olavo Noleto, subchefe de Assuntos Federativos do Planalto, será o número dois da Secom (Secretaria de Comunicação Social), ministério comandado pelo petista Edinho Silva.

Persona non grata O governo, que havia incluído na lista do Conselhão o sindicalista Miguel Torres, então presidente da Força Sindical, não estendeu o convite ao deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), entusiasta do impeachment que retomou o cargo na central na semana passada.

Até o fim O deputado Celso Russomanno (PRB-SP) descarta desistir da candidatura à Prefeitura de São Paulo, como fez José Luiz Datena. Ele reconhece que a saída do apresentador o favorece na corrida eleitoral, pois tende a herdar seus votos, mas jura que não queria vê-lo fora da disputa.

Duvideodó Russomanno diz não acreditar que sua candidatura será barrada pela Justiça. Primeiro, porque afirma ser inocente — ele recorre de uma condenação por desvio de dinheiro. Segundo, porque não vê tempo hábil para que o Supremo Tribunal Federal julgue o caso antes de agosto, data final para registro das candidaturas.

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Geopolítica A fusão dos ministérios da Previdência e do Trabalho, feita no ano passado, não tem sido fácil. Miguel Rossetto vem esbarrando em tantas dificuldades que a união virou motivo de galhofa: “É como juntar a Coreia do Sul (mais desenvolvida) com a Coreia do Norte (menos sistematizada)”, brinca um ministro gaiato.


TIROTEIO

Hoje, o governo e o Banco Central dirão se querem mesmo diminuir o desemprego. Aumentar os juros será um grande erro.

DE JOÃO CARLOS GONÇALVES, secretário-geral da Força Sindical, sobre a reunião do Comitê de Política Monetária, que definirá a taxa básica de juros.


CONTRAPONTO

Amigos, amigos

Presidente da Comissão de Assuntos Econômicos do Senado na sessão que ouviu Alexandre Tombini, do Banco Central, Raimundo Lira (PMDB-PB) decidiu anunciar no microfone o aniversário de Tasso Jereissati (PSDB-CE).
— Ele vai nos convidar para o almoço — brincou o senador Ricardo Ferraço (ES).
— Vamos cantar parabéns — emendou a colega Gleisi Hoffmann (PT-PR).
José Serra (SP), que esperava para questionar Tombini, entrou na brincadeira, mas nem tanto:
— Sr. presidente, mas não é por isso que o sr. vai botá-lo na frente dos que vão indagar…