Senadores do PMDB acenam com acordo para reconduzir Michel Temer ao comando do partido

Por Painel

Bandeira branca Com a possibilidade que a disputa pela presidência do PMDB leve à reorganização dos quinhões partidários, alas que antes se opunham à recondução de Michel Temer começam a acenar com um armistício. A avaliação é que, se houver candidatura dos peemedebistas do Senado, a disputa deve se estender a todos os cargos da Executiva Nacional, e dirigentes que hoje têm peso podem perder representação. Segundo um aliado de Renan Calheiros, a palavra de ordem é “distensionar”.

Muitas emoções Foi tensa a reunião da bancada mineira do PMDB na Câmara nesta segunda (18). Já de noite, os deputados avaliavam, contudo, que há um caminho trilhado para que Leonardo Quintão se consolide como candidato do grupo à liderança na Câmara.

A conferir Se isso ocorrer, Quintão terá finalmente o apoio de Eduardo Cunha. Ainda há arestas a aparar com ao menos dois deputados da bancada. O vice-governador de Minas, Antonio Andrade, irá a Brasília para tentar selar o nome de Quintão.

Fim do mistério Caso o racha na bancada de Minas permaneça, uma terceira candidatura surgirá. Nesse cenário, Hugo Motta, da Paraíba, é forte candidato a ser o escolhido para concorrer com Quintão (MG) e o atual líder, Leonardo Picciani (RJ).

A caminho O PSDB paulistano diz que, com anuência dos líderes estaduais da sigla, foi fechado um acordo para a transferência de recursos do fundo partidário para o diretório municipal.

Austeridade O diretório paulistano, aliás, já trocou de endereço. Saiu de um espaço onde pagava R$ 12 mil por mês para um de R$ 2.000.

Eu voltei Nomeado presidente do Bem Mais Simples, programa de desburocratização federal, o ex-ministro Guilherme Afif (PSD) terá uma sala para reuniões no Planalto.

Fez serão? O Ministério Público decidiu arquivar representação contra Afif por ter assumido um ministério de Dilma enquanto era vice-governador de Alckmin.

É você Andrea Matarazzo, pré-candidato tucano à Prefeitura, viu graça na notícia de que taxistas de luxo de SP terão de usar smoking. Para ele, o prefeito Fernando Haddad (PT) confirmou ser um “coxinha”.

Base querida Nelson Barbosa (Fazenda) deve se reunir com líderes dos partidos aliados no Congresso na próxima semana. Os parlamentares esperam ouvir propostas para a retomada do crescimento. Mas o ministro terá de iniciar conversas mais amargas, como a da CPMF.

Beija-mão A ideia é não repetir o erro de anunciar medidas de ajuste fiscal antes de debatê-las com os congressistas, como ocorreu no ano passado. Em ano eleitoral, os parlamentares tendem a estar ainda mais resistentes a medidas impopulares.

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Troféu da depressão A Petrobras venceu nesta segunda (18) uma competição informal que vinha sendo feita por operadores de mercado. Eles apostavam quem valeria primeiro R$ 5: o litro da gasolina, o dólar ou a ação da petroleira? Deu Petrobras.

Hello, It’s me Jaques Wagner (Casa Civil) telefonou para Andrew Mackenzie, da BHP Billiton, sócia da Vale na Samarco. Pediu agilidade na ajuda à população de Mariana.

Fôlego Convocado por Dilma para falar sobre medidas para o comércio exterior, Armando Monteiro (Mdic) voltou a falar que é preciso reforçar o crédito à exportação.

Nova fronteira Com a expectativa que o governo aumente os juros e cada vez mais empresas em dificuldade, investidores começam a olhar para o mercado de factoring –empresas que compram duplicatas e cheques. A ideia é criar fundos para injetar dinheiro nessas firmas.


TIROTEIO

Dilma deveria pedalar no meio da população para ver que não tem qualquer condição de propor barbaridades como a volta da CPMF.

DO SENADOR RONALDO CAIADO (DEM-GO), líder da bancada, sobre a presidente ter sancionado o Orçamento de 2016 contando com o retorno do tributo.


CONTRAPONTO

Cunha, o retrô

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha, está até hoje injuriado por ter perdido seu aparelho celular para a Polícia Federal na operação de busca e apreensão feita em sua casa em dezembro, como parte da Lava Jato.
Para substituir o BlackBerry levado pelos agentes, o peemedebista comprou um modelo mais moderno com a tecnologia “touch”, aquela que basta tocar no painel para digitar. O antigo era do tipo tradicional, com teclado.
Usuário voraz de aplicativos de troca de mensagens, Cunha diz que não conseguiu até hoje se habituar.
— Não tem jeito. Não me dou bem com esse troço. Acabo errando muito — reclama para amigos.