Endividada e sem poder contar com dinheiro do governo, Petrobras coloca fatia na Braskem à venda

Por Painel

À venda Enquanto resiste à pressão de setores do governo para manter o preço do combustível acima da cotação internacional, a Petrobras tenta acelerar seu “feirão” de negócios. A companhia deve anunciar nos próximos dias o processo de venda de sua participação total na petroquímica Braskem. A fatia de 36% da estatal vale hoje cerca de R$ 5,8 bilhões. Sem poder contar com dinheiro do governo e após o tombo da Operação Lava Jato, a petroleira precisa engordar seu caixa.

Vai pra rua A Petrobras contratou o Bradesco como consultor financeiro para auxiliá-la na busca por interessados na participação. Grandes investidores já começaram a ser sondados.

Olhar estrangeiro Fundos internacionais sinalizaram informalmente que têm interesse em olhar o projeto. A canadense Brookfield, que tem investimentos no setor lá fora, é uma das que devem pedir para analisar os dados.

Vai ser difícil A sócia Odebrecht tem preferência na compra. Alvo da Lava Jato, a empresa tem dívida alta e deve ter dificuldades para fazer um lance. O BNDES também é sócio da Braskem e a empresa é listada na Bolsa.

Tela quente Em disputa pela recondução à presidência do PMDB, Michel Temer decidiu ceder aos diretórios estaduais do partido os 20 minutos de inserções a que a sigla tem direito na televisão em fevereiro e março.

Pense em mim A ideia é que o tempo seja usado pelos pré-candidatos do partido às prefeituras das capitais na eleição de 2016. O vice espera como retribuição ao gesto apoio na convenção de março.

Batalha naval O exército de Temer exibe como troféus os convites para que, em seu giro pelo país, o vice visite Estados como Piauí e Paraíba, mais ligados ao grupo do rival Renan Calheiros (AL).

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Conversa fora Durante o recesso, um bar na Bahia acabou se transformando em QG do impeachment: os tucanos Carlos Sampaio e Bruno Araújo se encontraram, por acaso, com Paulinho da Força.

Voltei para ficar Gabriel Chalita (PMDB-SP) teve uma conversa franca nesta terça-feira (12) com Michel Temer. Disse ao vice que deve permanecer no PMDB.

Aqui é meu lugar Interlocutores informam que o secretário de Educação da Prefeitura de SP avalia que seria ruim mudar mais uma vez de partido, embora tenha reiterado sua disposição de ficar ao lado de Fernando Haddad (PT) durante a campanha.

Há vagas A consequência óbvia dessa conversa é que a ideia de Chalita como vice de Haddad na disputa pela reeleição do petista está subindo no telhado, salvo na hipótese remotíssima de o PMDB integrar a coligação.

Pindaíba Os tucanos de SP estudam como viabilizar a votação para a escolha do candidato à Prefeitura. Hoje, não há dinheiro suficiente para colocar urnas eletrônicas em todos os 58 diretórios, como feito nas últimas prévias na capital paulista.

App tucano Cogita-se diminuir o número de locais de votação, usar cédulas de papel ou até inovar com um sistema de voto por tablet ou telefone.

Olhem por nós O vereador Mario Covas Neto, presidente do PSDB paulistano, irá a Brasília nesta quarta (13) conversar com a direção nacional do partido e solicitar recursos. “É uma cidade importantíssima. E estamos um pouco abandonados”, diz.

Me dá dinheiro aí O deputado Ricardo Tripoli anunciou sua pré-candidatura pelo PSDB na segunda (11). Ele ainda não desembolsou, contudo, os R$ 30 mil exigidos pela sigla. Andrea Matarazzo e João Dória já o fizeram.

Visita à Folha Sunil Lal, embaixador da Índia no Brasil, visitou ontem a Folha. Estava acompanhado de Jitendra S. Rawat, cônsul da Índia em São Paulo, e Raju Sharma, primeiro-secretário comercial da Embaixada da Índia no Brasil.


TIROTEIO

O procurador Rodrigo Janot precisa ser cobrado a pedir o afastamento de Dilma por tantas manobras a favor de Picciani.

DO DEPUTADO DARCÍSIO PERONDI (PMDB-RS), sobre a oferta do Planalto para que um deputado do PMDB mineiro ocupe a Secretaria de Aviação Civil.


CONTRAPONTO

Me inclua fora dessa

O ex-ministro da Educação, Renato Janine, desabafou sobre um “enigma”: receber emails de pessoas cobrando medidas na área mesmo fora do posto há três meses.
— Digitaram meu nome, escrevendo o Janine certo (não é fácil), mas não tiveram o trabalho de checar quem é o ministro da Educação — afirmou numa rede social.
Janine contou “um caso extremo” de um rapaz que o escrevera reclamando da prova do Enem. Ao explicar que já não era mais ministro, recebeu como resposta:
–Desculpa, senhor Renato, mas minha nota foi alterada. Não queria lhe perturbar, mas foi necessário.
— Você leu o que escrevi? — exasperou-se Janine.